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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Entrevista | Richard Hughes | Top 15 2013

Richard Hughes


Chegou o final do ano e como já é uma tradição, no final de cada ano,  a banda faz uma retrospectiva do que aconteceu durante o ano, partilhando connosco as suas preferências nas mais diversas áreas.

Neste ano de 2013 começamos com Richard Hughes.
 
Podes ler o original aqui.


1. Álbum favorito de 2013?
  1. Tegan & Sara - Hearthrob
  2. Arctic Monkeys - AM
  3. The National - Trouble will find me
2. Single favorito?
Closer - Tegan & Sara - uma música pop completamente perfeita. Vi-as a tocarem no The Troxy - grande concerto.





3. Melhor que viste?
O que citei acima, mais
 
The Killers - Wembley Stadium e um concerto "aftershow" no The Garage
Bruce Springsteen - Werchter ClassicLaura Mvula - Latitude
Não é um concerto, mas fui ver o The Book of Mormon, que adorei.

4. Melhor concerto que tocaste?
Tunbridge Wells Forum, recomendo uma uma vista de olhos nos Longfellow - a banda que abriu o concerto para nós - www.fiercepanda.co.uk.

5. Melhor filme que viste?
Finalmente vi o Silver Linings Playbook, que adorei, e acabei de ver o Gravity, que achei brilhante.

6. Melhor viagem que fizeste?
Viagem de carro atravessando França e Suiça para Itália (e o regresso)

7. Melhor programa de televisão que viste?

8. Melhor livro que leste?
Só comecei agora, mas quero salientar "I Am Troy Davis" por Jen Marlowe e Martina Davis-Correia, com o Troy Davis.

9. Melhor comida que comeste?
Pizza num sítio chamado La Bussola, Florence
Uma pasta incrível no Danilo, Modena

10. Melhor coisa que compraste para ti próprio?
Uma bicicleta de estrada decente. 

11. Melhor coisa que alguém te comprou?
Este crachá (mas perdi-o por isso preciso de comprar um).

12. Melhor site que visitaste ou download de aplicação/podcast?
Site - ainda adoro o 'Life at the end of the road', eu e o Rob (guru das luzes) começámos um blog de café há uns tempos - http://touringcoffee.tumblr.com/
Quero também chamar à atenção do fantástico trabalho da The London Cycling Campaign - estive em alguns dos protestos deles este ano.
Apps - a  app para iPhone da GoPro é fantástica para controlar a câmara (como faço durante os concertos).

13. Melhor coisa que aconteceu aos Keane em 2013?
Tocarmos antes do Bruce Springsteen, e aparentemente ele apareceu para ver um bocado do nosso concerto... O concerto de Berlim foi o ponto máximo, excepto a falta do JQ claro. Oh, e o nosso Best Of... ter saído, e nós finalmente irmos para Número 1 nos tops dos singles (mais ou menos)! Não foi um mau ano, de todo.

14. Melhor coisa que te aconteceu em 2013?
Eu nunca tinha ido ao (festival) Latitude, mas o Jesse comprou-me um bilhete e divertimo-nos bastante. Espero mesmo que consigamos ir no próximo ano.

15. Finalmente, o que mais anseias em 2014?
Passar algum tempo de qualidade em casa (e fora) com a Sra. H, ler a pilha de livros que tenho amontoado, tudo intercalando entre treinar o suficiente para estar bem o suficiente para andar na minha bicicleta de Land's End para John O'Groats.
 

texto traduzido e adaptado por KeanePortugal

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

The Best Of Keane | Compilação | Lançamento 11 de Novembro

Com a celebração dos dez anos repletos de sucessos, os Keane vão lançar o "The Best Of Keane" a 11 de Novembro de 2013, através da Island Records. Já é possível fazer a pré-compra aqui.



O álbum vai incluir 18 músicas favoritas dos fãs, tiradas dos cinco álbuns nº1 no Reino Unido, ao lado de duas músicas inéditas "Higher Than The Sun" e "Won't Be Broken".
Para além destas duas, outra música nova, "Russian's Farmer Song", vai fazer parte do álbum de B-sides.

Este Best Of vai incluir diversas versões:
A versão Deluxe vai ainda incluir a coleção de poderosos B-sides da banda.
A edição Super Deluxe vai incluir dois discos da versão Deluxe - o The Best Of e o B-sides - e um DVD exclusivo de um especial acústico, cuja setlist será escolhida pelos fãs dos Keane (vota pela tua música favorita aqui).

O Tom deixou ainda uma mensagem no KM.com 
"Foi há mais de uma década que nós estavamos ocupados a fazer o nosso primeiro álbum 'Hopes & Fears'. Juntamo-nos em meados dos anos 90, as coisas demoraram a acontecer para nós enquanto banda, mas assim que aconteceram, tornou-se numa jornada incrível! Tivemos 5 álbums consecutivos em nº 1, viajámos pelo mundo inumeras vezes e tivemos experiências incríveis.

Nós queriamos lançar alguma coisa para marcar esta data, para agradecer a todos os nossos fãs e tentar enviar-vos à todos numa jornada pelas músicas das quais estamos muito orgulhosos.

Ao ouvir este Best Of, sinto que estamos a dar um bocadinho de nós ao longo dos anos. Esperamos que vocês concordem!"

A Tracklist do The Best Of Keane:

CD1
1. Everybody's Changing
2. Somewhere Only We Know
3. Bend and Break
4. Bedshaped
5. This Is The Last Time
6. Atlantic
7. Is It Any Wonder?
8. Nothing In My Way
9. Hamburg Song
10. Crystal Ball
11. A Bad Dream
12. Try Again
13. Spiralling
14. Perfect Symmetry
15. My Shadow
16. Silenced By The Night
17. Disconnected
18. Sovereign Light Café
19. Higher Than The Sun
20. Won't Be Broken

CD2 (versão Deluxe)
1. Snowed Under
2. Walnut Tree
3. Fly To Me
4. To The End Of The Earth
5. The Way You Want It
6. Something In Me Was Dying
7. Allemande
8. Let It Slide
9. He Used To Be A Lovely Boy
10. Thin Air
11. The Iron Sea (Magic Shop Version)
12. Maybe I Can Change
13. Time To Go
14. Staring At The Ceiling
15. Myth
16. Difficult Child
17. Sea Fog (Live in Mexico City)
18. Russian Farmer's Song


Hoje - o baterista Richard Hughes vai tomar conta do Twitter da Q e vai responder às perguntas dos fãs durante a tarde (pelas 17 horas). Segue a @QMagazine, e envia as tuas perguntas com a hastag #QKeane.

Entrevista | Tom Chaplin | Q Magazine

Hoje, o dia começa em grande!
A revelação do lançamento do Best Of - a ser lançado a 11 de Novembro - uma entrevista com o vocalista e ainda um Q&A no Twitter da @QMagazine com o baterista Richard Hughes, através da hashtag #QKeane.

Como estás tu, afinal?
Estou cansado! Acabei de regressar a Inglaterra depois de  um concerto tardio em Portugal - decidi apanhar o voo da Ryanair de manhã cedo para casa. Está tudo dito.

Como te sentes ao atingirem a parte dos Best Of/Greatest Hits na vossa carreira? Alguma vez duvidaram que chegariam aqui?
É difícil de responder. Quando era pequeno eu sonhava em fazer parte de uma banda de sucesso - eu até costumava fazer entrevistas a mim próprio - eu era muito excêntrico!
Contudo, houve um longo período antes dos Keane terem sucesso em que houve vários momentos incertos. Mesmo quando começámos a ter sucesso com o Hopes & Fears, ainda não sei quão confidente estava com tudo...

Capa do Best Of a ser lançado a 11 de Novembro
Como fizeram para escolher o que vai ser incluído nesta nova colecção, pura estatística ou houve uma abordagem próxima a um álbum?
Nós iamos fazer um álbum que consistisse puramente em singles. A ideia foi vetada muito cedo em prol de fazer uma coisa que fosse como uma jornada entre as melhores coisas que nós fizemos. Muito frequentemente, os singles são uma coisa arbitrária e uma decisão comercial e, por isso, não refletem necessariamente toda a história. Eu penso que sentimos que os nossos álbuns tem uma grande força na sua profundidade, e é ótimo mostrar uma grande variedade de canções. Espero que as pessoas que não conheçam os álbuns sejam inspirados a ouvi-los depois de ouvirem este Best Of!

O que tinha mesmo de fazer parte...
Há uma música chamada My Shadow, que fez parte do EP The Night Train, que nós fizemos. Senti que nunca teve a sua merecida justiça ao ser colocada nesse lançamento - por isso, e ótimo que tenha uma segunda oportunidade aqui. É uma canção de camaradagem, sobre cuidar das pessoas. Eu adoro cantá-la ao vivo - sinto uma espécie de ligação cósmica com o público quando a tocamos. Se isso soa estranho, então ouçam a música - e isso fará sentido! Estou igualmente encantado por termos uma grande colecção de b-sides num mesmo sítio pela primeira vez. Nós passámos muito tempo a trabalhar neles ao longo dos anos e sinto que fazem um álbum muito especial por seu próprio direito!


... e pessoalmente, qual é aquela que te incomoda por não teres conseguido que fizesse parte?
Estou contente como está ... Não houve nenhum conflito ou hostilidade ao escolher a lista. Com todos os B-sides incluídos, é difícil pensar em alguma coisa que esteja realmente a faltar!

Olhando para trás para o começo e as expectativas que tinhas, como eram quando comparadas com o que aconteceu?
As expectativas são tão abstratas quando comparadas com o que acontece na realidade. Tenho a certeza que tenho mais do que alguma vez quis ou sonhei ter. Principalmente, sinto-me muito feliz e contente com o que os Keane me deram e orgulho-me das coisas que atingi. No entanto, a realidade é muito menos preto e branco que isso. Quando sonhas com o que vai ser, e a infinidade de hits, as festas glamorosas e voar ao pôr-do-sol após tocar para estádios de fãs que te adoram.
Há uma parte disso que se torna realidade, mas não é como imaginaste que seria quando olhavas para as fotografias dos The Beatles em miúdo.

Para ler o original, clica aqui.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Q&A | Tour nos EUA | Jesse responde ao KM e fãs

Como tem vindo a ser habitual nas últimas tours, o KM envia umas perguntas a um dos membros da banda a perguntar sobre as aventuras da tour.

Desta vez a sorte calhou ao Jesse de revelar as notícias mais "fresquinhas" da tour pela América do Norte.

Vê a tradução abaixo ou o original neste link.

Fotografia tirada por Richard Hughes

P: Olá Jesse, como estás?
R: Estou a viver à sombra do contágio da tour que está a afectar a equipa.
 
P: Como é que a tour dos EUA tem corrido?
R: Tem corrido muito bem. Temos tido uns concertos incríveis. Eu tenho ido a imensas lojas de discos. O Tim e eu fomos ao Electric Fetus em Minneapolis que é uma loja fantástica. Estava a uma milha e pouco do local do concerto então decidimos ir a pé. Estavam -26ºC e nem nos apercebemos que estávamos tão tensos.

P: Têm tocado de norte a sul e de leste a leste num país tão grande. Como tem corrido as viagens?
R: Bem como estamos num autocarro, estamos a dormir a maior parte do caminho mas tem estado muito frio em todo o lado e à exceção de um par de sítios tudo está coberto de neve por isso penso que tem sido difícil para o Jerry, o nosso motorista. Contudo, ele é ótimo por isso está tudo bem.

P: Devem ter visto uns quantos filmes / "boxsets" no autocarro - algum destaque?
R: Eu vi as duas séries do The Hour que eu adoro. É um programa brilhante. Também vi as primeiras séries de Cardinal Burns que é muito engraçado. O Tom e eu fomos a um cinema característico em Kansas para ver Zero Dark Thirty. O melhor cinema em que ambos já alguma vez estivemos. Eles tinham um bar a funcionar em cada fila de cadeiras e podias pedir um hamburguer e um milkshake enquanto vias o filme. No entanto, estou com receio de não me lembrar do nome do local.

P: Quais são as tuas coisas preferidas na América?
R: Lojas de guitarras e de discos. As melhores do mundo.
 
P: Parece, pelo blog do Richard, que têm tido algum tempo livre para ver as vistas e explorar - quais têm sido os pontos altos?
R: O Richard tem, mas eu tenho ficado sempre perto do autocarro/hotel/local do concerto durante esta tour. Tem estado imenso frio e eu não trouxe as roupas apropriadas para isso porque sou parvo. Mas tivemos uma visita VIP (não façam comentários sobre isto) à NASA em Houston e foi estupidamente fantástico.

P: Tens comprado alguma lembrança (para ti ou outras pessoas) durante o caminho?
R: IMENSOS discos. Também comprei um Saltério dos Apalaches (vê aqui) que é fantástico. É em segunda mão e vem com uma mala cor-de-rosa com flores feita à mão. Vou-me sentir muito bem a andar isto como bagagem de mão no regresso a casa.

P: Como tem sido ter os Youngblood Hawke durante o caminho?
R: Tem sido fantástico. Eles parecem simpáticos. Eu sinto pena deles porque, aparentemente, o autocarro deles é apenas para conduzir. O aquecimento avariou assim como outras coisas. Nada engraçado.

P: Quais tem sido os destaques culinários desta tour?
R: Eu tive um almoço óptimo com os tios da minha mulher, em Dallas. O catering dos concertos tem sido bastante mau. Tem havido uns bons mas os locais de concerto nos EUA não tem muita atenção à comida. Peço desculpa chefes americanos. Ha ha.

P: Vocês têm algum tempo livre entre o fim desta tour e o início das datas da América Latina. Quais são os planos?
R: Em Março eu vou tocar a solo, como suporte dos concertos dos Mumford & Sons na Europa durante três semanas para os quais estou igualmente excitado e nervoso.

Pedimos aos fãs dos Keane para te fazerem algumas perguntas...

P: Quais são as bandas que estão na playlist do autocarro? @neon_river
R: A.A. Bondy, Brian Jonestown Massacre, Sparklehorse.

P: Se pudesses viver em alguma casa das séries de televisão, qual seria? @reeginagzz
R: Que excelente pergunta! Downton Abbey parece-me justamente perfeita para as minhas necessidades, penso eu.

P: Vi na biografia do teu Twitter que estás disponível para contratações... que banda gostavas que te contratassem? (Outra sem ser os Keane) @gabstab
R: Qualquer uma que não tenha mais de três acordes em cada canção.

P: Jesse, qual é o teu som preferido? (PS o meu é  o dos sinos da igreja). @oliveandi
R: Bem eu gosto de música. Sons do quotidiano que goste? Humm, um pouco "cliché" mas o riso da minha filha é provavelmente o meu som preferido. O mais estranho que eu gosto é o som de pombos.

P: Como descreverias o que sentes quando tocas música? @nakigaharen
R: É diferente em diferentes situações. Num concerto dos Keane estou principalmente atento a ouvir o bombo e a caixa (da bateria) e a tentar tocar as notas certas e isso ocupa mais o meu cérebro do que qualquer outra emoção. Embora seja muito fácil seres influenciado pelo teu humor e isso pode afetar a tua energia e a tua performance. Penso que para um profissional o importante é não deixar transparecer de um modo negativo. Apenas quando cada coisa está no sítio certo é que te podes deixar ir pela música e pela experiência. O resto do tempo é muito bom tocar as músicas mas sinto que a principal ideia é tocar bem para que as pessoas que pagaram bem pelos seus bilhetes. Tocar como grupo ou individualmente num estúdio é muito diferente mas não vos vou chatear mais!

P: Algum objectivo (pessoal/profissional) que gostarias de atingir em 2013? @seafogs
R: Penso que estamos todos na disposição de cortar algumas coisas da nossa "bucket list".

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Entrevista | Richard Hughes | Top 15 2012

Depois do baixista Jesse Quin, foi a vez do Richard Hughes deixar as suas respostas no KM.com sobre os pontos altos de 2012.

Entre os Zulu Winter como um dos álbuns favoritos (para os que não se recordam, eles fizeram a primeira parte de vários concertos da tour europeia do disco Strangeland, este ano, incluindo Portugal), Muse como um dos seus concertos preferidos e do seu famoso #Caturday (hashtag para partilha de fotos de gatos aos sábados) do twitter -  Richard revela com a sua simpatia tão característica o seu top 15 de 2012.

Podes ler o original aqui ou a tradução abaixo.


1. Álbum favorito de 2012? Pergunta difícil! Tanto The Maccabees - Given To The Wild ou Zulu Winter - Language.

2. Single favorito? Madness dos Muse ou Closer de Tegan and Sara.



3. Melhor concerto que viste? Muse em Paris.

4. Melhor concerto que tocaste? Londres no O2 Arena ou Assunção no Paraguai.

Fotografia do concerto de Assunção por LINAKEANE
5. Melhor filme que viste? Adoro os filmes do Bond, penso que o Daniel Craig é brilhante, e adorei o Skyfall. Também adorei Argo e We Need To Talk About Kevin (da forma que se consegue adorar algo tão negro!). Gostei muito de 21 Jump Street, The Bourne Legacy, The Dictator... mas o melhor que eu vi foi o filme do Werner Herzog, Into The Abyss, um documentário poderoso sobre a pena de morte e as consequências de um terrível triplo homicídio no Texas.

6. Melhor viagem que fizeste? Ir de comboio de Seattle para Vancouver foi maravilhoso, apesar da hora de partida ter sido ás 7:30 da manhã (cumprimentos Col!).

7. Melhor programa de televisão que viste? Breaking Bad

8. Melhor livro que leste? "Legacy of Ashes - the History of the CIA"de Timothy Weiner

9. Melhor comida que comeste? Jantar e uns "copos" no Mulligans Stoneybatter com o Tim, o Jesse e o John Roderick numa noite livre em Dublin.

10. Melhor coisa que compraste para ti próprio? Uma bicicleta desdobrável da Brompton que levei comigo na tour europeia (quem esteve no Campo Pequeno mais cedo viu o Richard passear com a falada bicicleta).

11. Melhor coisa que alguém te comprou? Bilhetes para o Atletismo Paralímpico no Estádio Olímpico.

12. Melhor site que visitaste ou download de aplicação/podcast? Site - http://www.100wildhuts.blogspot.co.uk
Aplicação - London Coffee
Podcast - The Life Scientific / WTF with Marc Maron - vejam as entrevistas com o Bryan Cranston, Michael Cera e Jimmy Kimmel.

13. Melhor coisa que aconteceu aos Keane em 2012? O Strangeland ser número 1 no Reino Unido (obrigado a todos!), e nós visitarmos novos países.

14. Melhor coisa que te aconteceu em 2012? #Caturday!

15. Finalmente, o que mais anseias em 2013? Adorei estar num autocarro de digressão nos Estados Unidos da América, por isso Janeiro vai ser fantástico, e depois América do Sul, mas também algum tempo em casa - tem sido um ano ocupado!


Lê as respostas do Jesse aqui

domingo, 11 de novembro de 2012

30.11.2012 | Keane em Berlim sem Muro



Bastaria ter chegado às portas do Tempodrom duas horas antes da sua abertura para garantir um lugar na primeira fila da plateia, com relativa facilidade. A chuva miúda que se abateu sobre a cidade de Berlim durante toda a tarde talvez tenha contribuído para que a maioria esperasse pela proximidade do arranque do espetáculo para comparecer nas imediações do recinto.

Os que chegaram mais cedo iam metendo conversa uns com os outros, dando a conhecer as suas expetativas para a primeira apresentação de Keane na capital alemã desde 2009. Obviamente, não faltavam repetentes. Alguns divertiam-se a ver fotografias de Henry Walton, o guitarrista de Zulu Winter, que, nessa mesma manhã, havia cumprimentado os fãs ali presentes vestido com um robe de banho. Entretanto, apareceu alguém que afirmou ter sabido, diretamente através do pai de Tom Chaplin, que a banda se sentia esgotada, devido à exigência da corrente digressão. Espalhou-se o rumor de que, por esse motivo, os rapazes não permaneceriam em palco por mais de noventa minutos. Contudo, o eco súbito do refrão de She Has No Time, proveniente do interior da sala durante o teste de som, devolveu a esperança de um alinhamento satisfatoriamente extenso, com espaço para algumas surpresas.

Pelas oito horas da noite, entraram em cena os cinco elementos de Zulu Winter, que viriam a proporcionar um espetáculo de elevadíssima qualidade, à semelhança do que aconteceu no Porto ou em Lisboa. A passividade do público alemão, por repetidas ocasiões, levou o vocalista do grupo a solicitar mais entusiasmo aos presentes no Tempodrom, porém, sem grande sucesso. A verdade é que a exibição do quinteto britânico não foi minimamente afetada pela aparente apatia dos presentes, entre os quais se distinguiu Jesse Quin. O baixista fez questão de assistir a uma porção considerável da apresentação dos seus compatriotas, nas imediações do palco.

Os quatro elementos de Keane surgiriam perante os holofotes às vinte e uma horas em ponto, apostando num alinhamento muito próximo daquilo que tem sido habitual ao longo dos últimos meses. O início do concerto com You Are Young não foi tão explosivo quanto se adivinharia, já que o volume da música estava demasiado baixo [sendo ajustado mais tarde]. 

Desde logo, foi interessante observar que os fãs germânicos adotam uma postura surpreendente, pelo menos, para quem está habituado a assistir a concertos em Portugal: uns permanecem mudos e impávidos, ao passo que outros se limitam a fechar os olhos e a balançar a cabeça enquanto ouvem a música, aguardando até que todos os instrumentos se silenciem antes de desferir o aplauso de aprovação.

Numa tentativa de contrariar a timidez do público, Tom Chaplin foi assegurando a assistência de que, assim como os seus companheiros, se encontrava muito feliz por estar de volta a Berlim, evocando memórias saudosas de espetáculos de outrora naquela cidade. Perante a demora do público em aquecer, o vocalista acabaria por forçar claramente alguns elogios adicionais, afirmando que o Tempodrom é uma das melhores salas de concertos em todo o mundo ou que é sempre bom regressar à Alemanha, onde a banda gravou o melhor álbum da sua carreira – Perfect Symmetry

A melhor etapa do espetáculo seria inaugurada pelo anúncio de que estava prestes a ser tocado um tema retirado da gaveta durante a noite anterior, em Praga. Assim que Tom Chaplin disse que precisaria da ajuda de todas as senhoras na sala para cantar o refrão, não restaram dúvidas de que tinha chegado a hora de She Has No Time. A sétima faixa do álbum Hopes And Fears foi vigorosamente ovacionada e constituiu um dos momentos altos do concerto.

Entre duas visitas bem-aventuradas ao terceiro disco, Day Will Come surpreendeu pela sua popularidade junto do público. Afinal, havia muito mais gente que sabia a canção do início ao fim além de um pequeno aglomerado de fãs que, na fila para o Tempodrom, não parava de reproduzi-la no telemóvel. Apesar de Tim Rice-Oxley se ter enganado logo na primeira estrofe – o que lhe valeu uma valente careta de Tom Chaplin, que gerou algum desconforto nas primeiras filas da plateia – o tema mais enérgico de Strangeland foi também o melhor da noite.

Justifica-se uma nova paragem no alinhamento para falar de Hamburg Song, introduzida com algum humor pelo fato de o seu título não ser o mais apropriado para uma canção tocada em Berlim. Jesse Quin abandonou o palco durante a excelente prestação do trio que compunha originalmente a banda, numa espécie de viagem no tempo até aos dias de Under The Iron Sea, cuja turbulência continua a ser revivida nas palavras cantadas.

“Come on, Berlin! Let’s take it up to another level!” – com este mote lançado por Tom Chaplin, irromperia uma enxorrada de singles que, finalmente, fez o Tempodrom fervilhar, a ponto de não se ter verificado qualquer inibição na hora de se dar a vez ao público durante os refrões de Somewhere Only We Know e Bedshaped.

O primeiro regresso ao palco foi saudado com o arremesso de quatro rosas para o palco, uma para cada membro da banda. Foi, assim, num ambiente florido que os rapazes, mais uma vez, deram por concluída a sua missão de proporcionar um serão inolvidável a uma assistência que não arredou pé depois de Crystal Ball, parecendo saber de antemão que ainda haveria direito a um segundo encore, com uma versão de Under Pressure, originalmente interpretada por Queen e David Bowie.

Como notas finais, refira-se que a exaustão da banda é evidente. Não se assistiu a um único abraço entre os rapazes no centro do palco, mas, antes, a uma manifesta pressa em abandonar o mesmo. Tim Rice-Oxley cometeu erros em três canções consecutivas, sendo que, em circunstâncias normais, raramente falharia. A fadiga de Tom Chaplin foi indisfarçável, especialmente no início do concerto, além de o seu contato visual com as primeiras filas da plateia ter sido pobre, ao contrário do que é habitual. Talvez tenha sido a pensar no fato de que há uma semana de descanso entre as apresentações em Berlim e Hamburgo que o vocalista disse que o espetáculo no Tempodrom foi o seu favorito dentre todos aqueles que fizeram parte da digressão europeia até agora. (Quem esteve no Campo Pequeno ou no Coliseu do Porto sabe perfeitamente que não foi.)

Sem dúvida, nenhum outro álbum de Keane foi tão intensivamente apresentado ao público como Strangeland. O disco foi lançado apenas em Maio e, este ano, já foi tocado em mais de oitenta concertos, em dezenas de países diferentes. Foi, por isso, ainda mais impressionante assistir a uma atuação plena de profissionalismo por parte da banda, em Berlim, e observar a mestria com que derrubou o muro de apatia que o separava da plateia do Tempodrom, enfim rendido à supremacia musical que este grupo ostenta em todos os palcos que pisa.



Alinhamento:

You Are Young 
Bend And Break
On The Road
We Might As Well Be Strangers
Nothing In My Way
Silenced By The Night
Everybody's Changing
She Has No Time
The Lovers Are Losing
Day Will Come
Spiralling
A Bad Dream
Hamburg Song
Disconnected
Is It Any Wonder? 
This Is the Last Time
Somewhere Only We Know
Bedshaped

Sea Fog
Sovereign Light Café
Crystal Ball

Under Pressure (Versão de Queen e David Bowie) 


Por Strangelander


17.10.2012 | Uma aventura em Paris ...

 

Na manhã do concerto estive a passear por Paris, subi ao Arco do Triunfo e fui ver a maravilhosa Torre Eiffel. Cheguei à rua do Olympia pelas 18 horas e já havia uma fila considerável para entrar. A entrada foi muito tranquila e o recinto bonito e acolhedor. Notei entre o público pessoas de todas as idades, o que achei muito positivo. Estavam muitos jovens como eu, mas também casais com filhos, fãs mais velhos que, depois do trabalho, vinham assistir ao concerto. 

A banda de abertura, os AGOP foi uma agradável surpresa. (video abaixo)



O concerto dos Keane foi maravilhoso, um dos melhores a que já assisti. Já os tinha visto diversas vezes em Portugal e uma vez em Inglaterra. Este foi igualmente fantástico. O público francês é muito entusiasta e apoiou muito a banda. O Tom fez alguns elogios e os restantes membros também me pareceram muito contentes. Em termos acústicos o concerto foi também fantástico, o recinto é mesmo adequado para concertos. As músicas do novo álbum soaram muito bem.


Adorei a setlist apesar da ausência da Perfect Symmetry, talvez a minha música preferida dos Keane. Destaco a You are Young, Disconnected, Sovereign Light Café, The Lovers are Losing, Spiralling, Somewhere Only We Know e claro, a Bedshaped, sempre aquele momento especial. A música tem um significado imenso.

setlist

Diverti-me muito e tenho a certeza que irei vê-los muito mais vezes!


Por Carla Pinto

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Q&A | Tour na Europa | Tom responde ao KM e fãs

Como tem acontecido ao longo desta tour, os membros da banda têm respondido às perguntas do KM.
Depois do Tim e do Richard, agora Tom fala um pouco da sua perspectiva da tour, falando de pizza e de sátiras políticas. E ainda tem tempo de responder às perguntas de alguns fãs - feitas pelo twitter.

Lê o original aqui.


P: Olá Tom, como estás?
R: Finalmente estou recuperado da fadiga do meio da tour (espero que não tenha passado para a primeira fila em Barcelona). No outro dia, decidi correr a meia-maratona numa plataforma de corrida depois de uma “gulosa patuscada de pizza”, por isso estou surpreendido de ainda estar de pé. Com isso em mente, estou a sentir-me muito bem.

P: Como é que os concertos Europeus têm corrido?
R: Eu gostei particularmente dos dois concertos em Portugal. O concerto no Porto foi um dos melhores locais que já tocamos – parecia que todo o público estava numa performance intimista e parece-me que soou muito bem. Melhor ainda, os fãs de Keane no Porto deram tudo o que tinha num domingo à noite – não podes pedir mais que isso!

P: Conseguiste ter algum tempo para ver alguma das cidades? Têm visitado alguns sítios novos.
R: Liubliana foi um daqueles pequenos e especiais momentos que vêm com uma lua azul. Que local bonito! Tão romântico – a neve a cair, lenha a arder e pequenas ruas exóticas feitas para um brilhante serão. Sentei-me no rio e comi castanhas assadas na manhã do concerto … Apaixonei-me absolutamente pelo sítio. Obrigada por nos terem recebido Eslovénia!


P: O que tens visto/ouvido nesta tour?
R: “The Thick Of It” que é uma sátira política. É realmente hilariante, apesar de não ser para os medrosos. Se alguma vez precisares de alguma humilhação, há suficientes num episódio para durar a vida inteira.

P: Devem ter ficado muito felizes de ter recebido o Q Award, a semana passada não? Como foi o dia/cerimónia?
R: Nós estavamos cansados mas foi muito divertido. Foi magnífico fazer parte de algo de onde alguns dos nossos heróis apareceram. Particularmente, foi bom ver os Blur receberem algo por toda a sua magnífica música – penso eu, de todas as bandas da minha geração, eles têm feito, constantemente, a melhor música. Foi maravilhoso o Disconnected ter ganho – apesar de ser muito bem merecido – penso que temos algum crédito ao dar alguma inspiração criativa através da própria canção mas na verdade os aplausos vão para o JA e Sergio por toda sua obra de amor. Muito bem e muito obrigado, de novo, rapazes!

P: A tour do Reino Unido está à porta. Do que estás mais ansioso nesta “nova rodada” de concertos?
R: No outro dia, fizemos um grande esboço fora do palco em Zurique e estou certamente ansioso sobre com o que vai acontecer. Deverá haver alguns problemas logísticos para resolver quando chegarem os ensaios e fazer o alinhamento mas nós prometemos que serão grandes concertos.

Nós pedimos aos fãs dos Keane para nos enviarem algumas perguntas para ti, no twitter…



P: O que sentes mais falta, em Inglaterra, quando estás em tour? @elmaryee
R: A minha vida em casa fica 'estagnada' quando estou na estrada … Eu tento não pensar muito nisso ou sinto-me muito triste. Eu fico ansioso em ver toda as pessoas, de novo, e de estar em apenas um sítio.
Ainda assim, é a vida que eu escolhi e por isso já me habituei e não me vou queixar.

P: Qual foi o maior elogio que receberam de uma celebridade que fosse vossa fã e como é que reagiram a isso? @alizalalalandia
R: A Lily Allen tem sido inabalavelmente positiva relativamente ao que fazemos, o que é muito querido da parte dela. É um pouco raro para os músicos serem tão abertos relativamente ao que gostam, por ser um mundo um pouco cínico.



P: Qual é a tua música favorita de Strangeland e porquê? @francescadani
R: In Your Own Time faz-me chorar – é uma música muito sensível que me dá um puxão quando estou em baixo.

P: O que fazes para manter o som da tua voz tão bom apesar da quantidade de concertos? @keaneph
R: Sou um sortudo. Tenho tentado cantar um pouco mais baixo nos concertos mais recentes porque estou ciente que me posso “queimar” em pouco tempo. Na verdade, eu prefiro a forma como está a soar agora, daí a necessidade ter sido a mãe da invenção, de novo!

P: Quais tem sido os melhores momentos desta tour, para ti, até agora? @losts0ulforever
R: Na outra noite, estava a cantar Bedshaped (em Liubliana) e cantei algumas notas que estavam absolutamente em sintonia – e quando acontece, a voz parece que faz ressonância de uma forma muito particular – é quase de outro mundo. Eu não consigo explicar! Não digo que não cante no tom na maior parte das vezes mas há o bom e há o local mágico algures acima disso, que de vez em quando, pareço encontrar!

P: Tom, qual é o teu tipo de pizza preferido? @fykeane
R: Caprese.

Q&A | Tour na Europa | Richard responde ao Keane Netherland

Esta "edição" do Q&A teve o apoio especial do Clube de fãs alemão da banda - o Keane Netherland, que disponibilizou as fantásticas perguntas para o baterista da banda responder.

Os links para as páginas do Clube de fãs são: Facebook e Twitter.

O post original pode ser lido na integra aqui.

P: Como é que o Tom prepara a sua voz, para poder cantar durante uma noite inteira, durante toda a tour?
R: Normalmente, ele aquece durante algum tempo, apesar de como ele canta no soundcheck a sua voz tende a ficar bem preparada, e não há muito a fazer. Definitivamente, tentamos minimizar o canto quando fazemos três concertos seguidos - provavelmente ele não cantará muito no soundcheck em Paris, por exemplo.


P: Recentemente, os Keane fizeram uma cover fantástica de The River, mas SE o Bruce Springsteen planeasse fazer uma cover dos Keane, qual era aquela que queriam que fosse?
R: Wow, óptima pergunta - penso que o Strangeland tem as nossas canções mais Springsteeny, por isso talvez o Sovereigh Light Café... Penso que iria soar bem!

P: Já tocaram em muitos locais fechados e ao ar livre, mas qual é que preferes, e porquê?
R: Os grandes festivais são muito divertidos, especialmente quando começa a ficar escuro, por isso se tivesse de escolher o meu último concerto era isso que eu gostaria, mas não me preocupa muito!

P: Há uns anos, houve uma coisa chamada "the mini doc" durante a tour, esse brilhante conceito irá regressar?
R: Ha, foi o Tom, não foi? Depende do quão inspirado ele se sentir em trazer a sua câmara de novo (por isso talvez não!)

P: Quando se fala de ideias brilhantes, e que tal o regresso das entrevistas "What Do You Think Of"? Eram muito engraçadas.
R: Ver acima!

P: Já alguma vez pensaram em tocar com uma Orquestra Sinfónica?
R: Nós adorariamos! Uma de uma longa lista de coisas que gostaríamos de fazer. Eu gostei muito de coisas como o iTunes session de há uns anos - com uma pequena secção de cordas.

P: Quando os alemães viajam para um país estrangeiro elas levam manteiga de amendoim, batatas e café com eles. Há alguma coisa que tens de levar contigo em tour?
R: Café, claro (grãos, amolador e um aeropress ou filtro V60).

P: Não te cansas de tocar quase todos os dias? E o que fazem para ficarem saudáveis e bem?
R: O Tom e o Jesse acabaram de ir ao ginásio enquanto escrevo isto. Todos nós fazemos exercício (eu só faço em dias de folga porque o concerto é um treino físico para mim). Nós tentamos comer bem (não há chocolate no autocarro da tour!) e temos a sorte de ter o Popcorn Catering (empresa) connosco nesta tour, e eles fazem-nos (e à nossa equipa) comida muito saudável e óptima, todos os dias.

P: Quem faz as setlists e qual é a motivação por trás de algumas canções?
R: O Tom gosta de as fazer neste momento, ele procura ver como as canções fluem, e a forma como elas alteram de uma nota para outra - às vezes ele encontra uma combinação de músicas que é difícil de conjugar, e por isso ele trata disso. Depois depende do tempo que temos, e como o local nos soa - uma música como a Black Rain não vai soar tão bem numa espécie de alpendre mas poderá soar muito bem num teatro. 

P: Hoje em dia a indústria da música é mais baseada no single em vez de fazer grandes álbuns. O que pensas disso?
R: Nós ainda vemos muitos álbuns por aí, mas percebemos que o mundo mudou - nós tentamos sempre fazer um disco de grandes canções do início ao fim, mas consigo ver que punem as pessoas que costumavam fazer um disco com um ou dois singles e um resto de "palha". 

P: És interessado em bandas/artistas novos e consegues ajudá-los a encontrar o seu caminho na indústria da música?
R: Claro - o melhor que podemos fazer é convidar as boas bandas a fazer uma tour connosco, que temos feito sempre.

P: Já há planos para o Álbum #5?
R: Não - ainda estamos a fazer a tour do álbum 4!

P: Que países, que não tenhas ido, gostarias de visitar?
R: Gostaria de voltar à China e tocar em mais alguns sítios por lá, mais a Nova Zelândia, e alguns países que perdemos na América do Sul como a Bolivia, Equador, Venezuela... E penso que deveriamos tocar no Hawaii, e adoraria tocar no Alasca!

P: Já terem filhos e estarem casados afecta a composição e os temas que são abordados?
R: Sem dúvida que a vida contribui para o que o Tim escreve, por isso direi que sim.

P: Nós sabemos que o Tom é um brilhante compositor por causa da música Closer Now e o Jesse pelos seus tempos com os The Mets e Mt. Desolation também. Mas porque é que as músicas dos Keane são escritas pelo Tim?
R: O Tom nunca nos mostrou uma canção que quisesse que tocassemos, mas quem sabe se não irá acontecer no futuro.

P: Qual foi o local onde gostaste mais de tocar e porquê?
R: Essa é quase uma pergunta impossível, mas muitos dos nossos primeiros concertos têm memórias incríveis - o primeiro Glastonbury, por exemplo.

P: E novamente, muito obrigada pela oportunidade!
R: Sem problema. Obrigado pelo fantástico conjunto de perguntas.

domingo, 28 de outubro de 2012

Review | Coliseu do Porto | 21 de Outubro 2012

21 de Outubro, Domingo – Coliseu do Porto


O coliseu do Porto esgotou para ver os Keane. Finalmente depois de três anos, desde o concerto no Festival Marés Vivas, chegou a vez da cidade Invicta.

Muitos já eram os fãs que faziam fila, desde cedo e durante todo o dia a porta do Coliseu e nem a chuva foi suficiente para os desanimar. Por volta das 20h00, a Rua Passos Manuel, ficou coberta de pessoas que aguardavam ansiosamente, na fila, a sua entrada. Em pouco tempo o coliseu do Porto ficou preenchido. Nas galerias via-se uma faixa onde se podia ler o trocadilho “I’m keen on Keane”. Na grade outro grupo de fãs tinha uma faixa onde dizia “Always On The Road With Keane nós acreditamos pois esse cartaz já foi visto por aí em outros concertos da banda. E ainda houve alguém que empunhava um cartaz onde dizia "Welcome back to Porto”. Sim, as saudades já eram muitas …

Zulu Winter
Quem ficou com a tarefa de abrir o concerto foi também a banda britânica, originária de Oxford, os Zulu Winter, que apresentaram ao público do Porto o single We Should Be Swimming e seguiu com canções verdadeiramente contagiantes como Key to my Heart, Never Leave e Silver Thongue e repetindo o que já havia se passado na noite anterior em Lisboa, a banda conseguiu cativar o público do Porto também, com a sua sonoridade e presença em palco.

O coliseu já estava a arrebentar pelas costuras e depois de um intervalo de mais ou menos 30 minutos, o público impaciente, começou a assobiar e a chamar pela banda, que entrou poucos minutos depois do pedido, quando se apagaram as luzes e ao som da música Baby missiles dos War On Drugs.

Com uma entrada triunfal, Tom, Tim, Richard e Jesse chegam ao palco, com sorrisos rasgados nos seus rostos, como se já soubessem que o espetáculo seria grandioso e tudo isto envolvido num ambiente cheio gritos de empolgação, assobios, e aplausos. E então começa a magia.


Tom & Tim - A Bad Dream
Já no início do espetáculo, pode-se sentir a forte vibração e entusiasmo do público quando Tom Chaplin aconselha em forma de música:
"You've got time you got to try
To bring some good into this world
'Cause you are young"


Seguiram-se músicas dos anteriores álbuns como The Lovers are Losing e Is it Any Wonder?, e já nos primeiros acordes de Nothing In My Way, o público vai ao delírio, com certeza uma das mais saudosas da noite.

A energética On The Road consegue tirar todo um Coliseu do chão, com o público a saltar alucinadamente enquanto a banda totalmente efusiva entoa o refrão “when things get bad, you know you'll have a friend all along the road”, que rende sempre algumas trocas de olhares entre amigos no público.

Tom Chaplin
Tom Chaplin, reconhecidamente feliz, com seu sorriso cativante, não se dava por satisfeito, e entre troca de olhares e sorrisos com seus companheiros em palco, estava sempre a incentivar o público a saltar e a cantar, e o público obedecia sem nenhum esforço, entoando já na ponta da língua a nova Silenced by the Night. A audiência continuava efusiva ao som de Everybody’s Changing

Pausa para um momento intimista apenas entre Tom Chaplin e Tim Rice-Oxley num regresso ao debutante Hopes & Fears com a tocante We Might as Well Be Strangers.
Durante todo o espetáculo a banda leu dezenas de cartazes espalhados por todo o Coliseu, onde um deles dizia: "Keane, take me to Strangeland", e outros com mensagens de boas vindas, de carinho e também alguns pedidos de souvenirs aos membros da banda.

Spiralling um dos temas mais bem aceites do álbum Perfect Symmetry arranca logo sorrisos do público e da banda, sempre que o “Ohhhhh” é cantado, e quando Tom Chaplin pergunta “Did you wanna be in love?”, bem, acreditamos que por esta altura todos já estavam “in love” pela banda!

Já após metade do espetáculo, as luzes baixaram-se. Jesse Quin sentou-se ao lado de Richard, perto da bateria e ambos ficaram ali, a observar atentamente o momento que viria a seguir. Os roadies traziam para a frente do palco um piano branco, pequeno, onde Tom Chaplin então sentou-se e disse que iria cantar uma música que já não tocavam há imenso tempo e que contava com a ajuda da primeira fila, caso ele se esquecesse da letra.

Eis que num palco obscuro, dois canhões de luz iluminam apenas Tom Chaplin e Tim Rice-Oxley, e então para a surpresa, emoção e comoção de muitos, após cerca de dois anos desde a última vez que tocaram, começam as primeiros acordes de nada mais, nada menos que Hamburg Song. Durante quase toda a canção, Tom manteve seu olhar fixo em Tim Rice-Oxley. E em meio a toda esta emoção, o público efetivamente colaborou para que aquele fosse um dos pontos altos do concerto.



«I'm loving every single minute of this performance», disse Tom à multidão que batia com os pés no chão de madeira, provocando um barulho ensurdecedor, a pedir por mais, causando uma cara de espanto e satisfação em Chaplin. This is the Last Time e Somewhere Only We Know, levaram o Coliseu ao rubro.
Tom Chaplin 
A última música antes do encore foi Bedshaped. A meio do refrão, Tom Chaplin para de cantar, vira o microfone e deixa o público ter o seu momento, que adere e canta em plenos pulmões.

Um momento marcante foi quando voltaram para o encore, Tom Chaplin agarrou num cachecol que dizia 'Portugal' e pendurou-o no pescoço e assim ficou até ao fim do espetáculo.

E antes de voltarem as canções, pausa para a já famosa foto que o baterista Richard Hughes tira do público!
Sea Fog, e Sovereign Light Café foram as novas músicas que se seguiram, num registo mais intimista, confirmando que o novo cd já caiu nas graças do público português. A banda encerrou da melhor maneira com a conhecida Crystal Ball.
Richard Hughes
A plateia já dispersava, contudo havia fãs incansáveis a pedir que a banda voltasse. Para a surpresa de alguns, os Keane voltaram e cantaram a sua versão de Under Pressure, música original dos Queen com David Bowie. E de uma maneira completamente extasiada a banda deu por encerrado o concerto.


Com os Keane sentimo-nos em casa e sentimos que eles também o sentem. Eles têm a maravilhosa capacidade de tornarem os seus espectáculos únicos, intimistas, envolvendo as pessoas nas suas canções, interagindo com elas. Foi um fim-de-semana brilhante! «Vai ficar nas nossas memórias durante muito tempo» assim referiu Tom Chaplin em jeito de despedida! Temos a certeza disso!

setlist - Coliseu do Porto