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domingo, 4 de agosto de 2013

Review | Cantanhede Expofacic 2013 | 3 de Agosto


"Portugal é o meu país preferido"
E foi com estas palavras num português quase perfeito que Tom Chaplin arrancou os mais largos sorrisos dos milhares que assistiam ao espetáculo de ontem à noite em Cantanhede, na Expofacic 2013. Que eles amam o nosso país já era sabido, mas ontem Tom fez questão de deixar bem claro todo o carinho por Portugal.
Com uma setlist mais curta, a banda subiu ao palco com algum atraso e só por volta das 22:45 o espetáculo começou, numa abordagem mais ao estilo dos festivais, a banda enfatizou os antigos temas, deixando um pouco de lado o novo trabalho Strangeland.
Com a sempre energia incrível e simpatia contagiante de Tom Chaplin que a cada visita ao nosso país melhora o seu português, a banda atuou durante 1:15 minutos.
As surpresas da noite foram 'Day Will Come' que a banda não tocava desde Abril mas a pedido de alguns fãs em conversa com Tim e Jesse durante o dia de ontem, ela voltou a setlist  ... a outra surpesa foi 'Under Pressure' que veio no encore, finalizando o concerto e relembrando o último aqui em Portugal, no Coliseu do Porto em Outubro do ano passado onde também finalizaram com o cover, pura energia em palco e uma ótima maneira de finalizar esta grandiosa noite!  
Se o concerto soube a pouco a boa notícia é que no próximo Domingo tem mais!! Esperamos contar com uma setlist maior e assim termos a chance de ouvir temas que ficaram de fora.
Para finalizar gostaríamos de deixar aqui também o nosso agradecimento a banda, sempre tão atenciosa e solicita com os fãs e sempre cumprindo de forma absolutamente exemplar o seu trabalho, o seu objetivo, que é atuar em palco, com profissionalismo, simpatia e muita energia. E também gostaríamos de deixar aqui o nosso agradecimento à todos os fãs que fizeram fila connosco e que nos ajudaram a preencher a grade da forma mais linda possível, foi contagiante!!
NEXT STOP - PORTIMÃO  \o/
Setlist - Cantanhede Expofacic 2013:

You Are Young
Bend and Break

On the Road

We Might as Well Be Strangers
Nothing in My Way
Silenced by the Night
Everybody's Changing
A Bad Dream
Day Will Come
Spiralling
Is It Any Wonder?
Hamburg Song
This Is the Last Time
Somewhere Only We Know
Bedshaped
Sovereign Light Café
Crystal Ball


Encore:Under Pressure Play Video (Queen & David Bowie cover)


terça-feira, 7 de maio de 2013

Comemoração | 1 ano | Strangeland



O tempo voa e hoje o Strangeland comemora o seu primeiro aniversário!!
Faz hoje um ano que muitos de nós corriamos até a loja mais próxima para comprarmos o cd!
Nós queremos saber o balanço desse um ano..., depois de tantos concertos pelo nosso país, depois de terem ouvido vezes sem conta as músicas, qual é a vossa opinião hoje.

Fiquem à vontade para comentarem o que quiserem sobre o álbum!

(Fotomontagem por Helena Limpo)

domingo, 28 de outubro de 2012

Review | Coliseu do Porto | 21 de Outubro 2012

21 de Outubro, Domingo – Coliseu do Porto


O coliseu do Porto esgotou para ver os Keane. Finalmente depois de três anos, desde o concerto no Festival Marés Vivas, chegou a vez da cidade Invicta.

Muitos já eram os fãs que faziam fila, desde cedo e durante todo o dia a porta do Coliseu e nem a chuva foi suficiente para os desanimar. Por volta das 20h00, a Rua Passos Manuel, ficou coberta de pessoas que aguardavam ansiosamente, na fila, a sua entrada. Em pouco tempo o coliseu do Porto ficou preenchido. Nas galerias via-se uma faixa onde se podia ler o trocadilho “I’m keen on Keane”. Na grade outro grupo de fãs tinha uma faixa onde dizia “Always On The Road With Keane nós acreditamos pois esse cartaz já foi visto por aí em outros concertos da banda. E ainda houve alguém que empunhava um cartaz onde dizia "Welcome back to Porto”. Sim, as saudades já eram muitas …

Zulu Winter
Quem ficou com a tarefa de abrir o concerto foi também a banda britânica, originária de Oxford, os Zulu Winter, que apresentaram ao público do Porto o single We Should Be Swimming e seguiu com canções verdadeiramente contagiantes como Key to my Heart, Never Leave e Silver Thongue e repetindo o que já havia se passado na noite anterior em Lisboa, a banda conseguiu cativar o público do Porto também, com a sua sonoridade e presença em palco.

O coliseu já estava a arrebentar pelas costuras e depois de um intervalo de mais ou menos 30 minutos, o público impaciente, começou a assobiar e a chamar pela banda, que entrou poucos minutos depois do pedido, quando se apagaram as luzes e ao som da música Baby missiles dos War On Drugs.

Com uma entrada triunfal, Tom, Tim, Richard e Jesse chegam ao palco, com sorrisos rasgados nos seus rostos, como se já soubessem que o espetáculo seria grandioso e tudo isto envolvido num ambiente cheio gritos de empolgação, assobios, e aplausos. E então começa a magia.


Tom & Tim - A Bad Dream
Já no início do espetáculo, pode-se sentir a forte vibração e entusiasmo do público quando Tom Chaplin aconselha em forma de música:
"You've got time you got to try
To bring some good into this world
'Cause you are young"


Seguiram-se músicas dos anteriores álbuns como The Lovers are Losing e Is it Any Wonder?, e já nos primeiros acordes de Nothing In My Way, o público vai ao delírio, com certeza uma das mais saudosas da noite.

A energética On The Road consegue tirar todo um Coliseu do chão, com o público a saltar alucinadamente enquanto a banda totalmente efusiva entoa o refrão “when things get bad, you know you'll have a friend all along the road”, que rende sempre algumas trocas de olhares entre amigos no público.

Tom Chaplin
Tom Chaplin, reconhecidamente feliz, com seu sorriso cativante, não se dava por satisfeito, e entre troca de olhares e sorrisos com seus companheiros em palco, estava sempre a incentivar o público a saltar e a cantar, e o público obedecia sem nenhum esforço, entoando já na ponta da língua a nova Silenced by the Night. A audiência continuava efusiva ao som de Everybody’s Changing

Pausa para um momento intimista apenas entre Tom Chaplin e Tim Rice-Oxley num regresso ao debutante Hopes & Fears com a tocante We Might as Well Be Strangers.
Durante todo o espetáculo a banda leu dezenas de cartazes espalhados por todo o Coliseu, onde um deles dizia: "Keane, take me to Strangeland", e outros com mensagens de boas vindas, de carinho e também alguns pedidos de souvenirs aos membros da banda.

Spiralling um dos temas mais bem aceites do álbum Perfect Symmetry arranca logo sorrisos do público e da banda, sempre que o “Ohhhhh” é cantado, e quando Tom Chaplin pergunta “Did you wanna be in love?”, bem, acreditamos que por esta altura todos já estavam “in love” pela banda!

Já após metade do espetáculo, as luzes baixaram-se. Jesse Quin sentou-se ao lado de Richard, perto da bateria e ambos ficaram ali, a observar atentamente o momento que viria a seguir. Os roadies traziam para a frente do palco um piano branco, pequeno, onde Tom Chaplin então sentou-se e disse que iria cantar uma música que já não tocavam há imenso tempo e que contava com a ajuda da primeira fila, caso ele se esquecesse da letra.

Eis que num palco obscuro, dois canhões de luz iluminam apenas Tom Chaplin e Tim Rice-Oxley, e então para a surpresa, emoção e comoção de muitos, após cerca de dois anos desde a última vez que tocaram, começam as primeiros acordes de nada mais, nada menos que Hamburg Song. Durante quase toda a canção, Tom manteve seu olhar fixo em Tim Rice-Oxley. E em meio a toda esta emoção, o público efetivamente colaborou para que aquele fosse um dos pontos altos do concerto.



«I'm loving every single minute of this performance», disse Tom à multidão que batia com os pés no chão de madeira, provocando um barulho ensurdecedor, a pedir por mais, causando uma cara de espanto e satisfação em Chaplin. This is the Last Time e Somewhere Only We Know, levaram o Coliseu ao rubro.
Tom Chaplin 
A última música antes do encore foi Bedshaped. A meio do refrão, Tom Chaplin para de cantar, vira o microfone e deixa o público ter o seu momento, que adere e canta em plenos pulmões.

Um momento marcante foi quando voltaram para o encore, Tom Chaplin agarrou num cachecol que dizia 'Portugal' e pendurou-o no pescoço e assim ficou até ao fim do espetáculo.

E antes de voltarem as canções, pausa para a já famosa foto que o baterista Richard Hughes tira do público!
Sea Fog, e Sovereign Light Café foram as novas músicas que se seguiram, num registo mais intimista, confirmando que o novo cd já caiu nas graças do público português. A banda encerrou da melhor maneira com a conhecida Crystal Ball.
Richard Hughes
A plateia já dispersava, contudo havia fãs incansáveis a pedir que a banda voltasse. Para a surpresa de alguns, os Keane voltaram e cantaram a sua versão de Under Pressure, música original dos Queen com David Bowie. E de uma maneira completamente extasiada a banda deu por encerrado o concerto.


Com os Keane sentimo-nos em casa e sentimos que eles também o sentem. Eles têm a maravilhosa capacidade de tornarem os seus espectáculos únicos, intimistas, envolvendo as pessoas nas suas canções, interagindo com elas. Foi um fim-de-semana brilhante! «Vai ficar nas nossas memórias durante muito tempo» assim referiu Tom Chaplin em jeito de despedida! Temos a certeza disso!

setlist - Coliseu do Porto

sábado, 27 de outubro de 2012

Review | Keane no Campo Pequeno | 20 de Outubro 2012

No último fim de semana,  os Keane regressaram pela terceira vez este ano – tendo vindo em Maio a um showcase exclusivo na sala TMN Ao Vivo e em Julho ao Cascais Music Festival - e com direito a dose dupla!
Assim, os fãs da banda britânica tiveram oportunidade de os ver no Campo Pequeno a 20 de Outubro e um dia depois, no esgotado Coliseu do Porto.

20 de Outubro, Sábado – Campo Pequeno
Como é sabido, os Keane são uma banda muito acessível e atenciosa e os fãs mais sortudos que estiveram pelas redondezas do Campo Pequeno durante o dia tiveram a oportunidade de comunicar com todos os membros da banda e ainda presenciar momentos e dar dicas ao Richard, quando este resolveu dar uma voltinha de bicicleta pela cidade.
Richard e sua bike
Mais tarde, o baterista da banda – Richard Hughes, regressa ao convívio com os fãs após ter sido aliciado por alguns com um presente irresistível.
Richard, Paty, Brígida & os Pastéis de Belém


Zulu Winter
A  banda de abertura, os britânicos Zulu Winter, que contam com um ano de existência, inauguram a noite que contribuiu para a grande noite de festa.
Em meia hora, os Zulu Winter apresentaram o seu trabalho – o recente Language – incluindo músicas como Silver Tongue e We Should Be Swimming, mas também houve direito a novas músicas, que pareceu conquistar alguns fãs.

Durante a mudança de palco, a ansiedade tomou lugar na sala misturada em conversas animadas, expectativas reveladas para o esperado concerto desta noite.
De uma forma muito pontual, as 22 horas, os Keane subiram ao palco do Campo Pequeno, liderados pelo vocalista/frontman Tom Chaplin e composto pelos restantes Tim Rice-Oxley – responsável pelas letras e dono dos teclados, Richard Hughes – o baterista e Jesse Quin – o baixista.
O entusiasmo do público não esmoreceu com a frequência das visitas ao país e os Keane foram acolhidos pelos «portuguese friends» segundo palavras do próprio Tom Chaplin com o entusiasmo de quem os vê pela primeira vez, mas com a cumplicidade de quem já faz parte da família.
Tom & Rich
Tudo a postos, a celebração é liderada por You Are Young, a primeira música do último disco Strangeland.
A alegria estava para ficar com a banda a entoar os primeiros acordes de Bend And Break, a canção mais agitada do primeiro disco lançado em 2004.


Com o povo de Lisboa a mostrar porque é que a banda é sempre tão bem recebida e bem vinda a este país, cantaram em uníssono On The Road, The Lovers Are Losing e a saudosa Is It Any Wonder?. 
No meio do ambiente festivo, houve direito a momentos calmos e introspectivos protagonizados por My Shadow, The Starting Line e Nothing In My Way.
Portugal é, sem dúvidas, um dos locais onde a banda é mais celebrada e bem recebida e isso é recíproco com direito a elogios rasgados, da parte do vocalista, à cidade  «uma das mais bonitas do Mundo» e também ao caloroso público.
As partilhas, pequenos comentários e sorrisos foram uma constante ao longo de toda a noite que prova o quão bem os Keane se sentem neste país.
Com  Silenced By The Night, há um regresso ao esperançoso Strangeland, que introduzia a temática de mudança que iria a anteceder um dos momentos mais bonitos e emocionantes da noite, com Everybody’s Changing – onde o público consegue surpreender no final ao cantar a uma só voz o refrão de um dos seus maiores sucessos, com a banda a olhar embevecida para um cenário, sem dúvida, emocionante, de tal modo que quando o vocalista conseguiu falar explicou «fiquei com lágrimas nos olhos».
Tom Chaplin & Tim Rice-Oxley
A meia luz, a melancólica We Might As Well Be Strangers torna-se na prova viva de que os Keane são inquestionavelmente talentosos.

Day Will Come e Spiralling agitam os ânimos e aquecem um povo que por si, já é muito caloroso e que se junta à banda na grande festa.
A Bad Dream é cantada e tocada sem grande sacríficio num belo dueto entre banda e público.
Em Try Again, Jesse Quin e Richard Hughes saem do palco para dar lugar a «um momento íntimo  um dueto entre eu e Tim» – sem dúvida, um momento muito pessoal.
A completar a primeira parte do concerto, os Keane regressam a Hopes And Fears com os já clássicos This Is The Last Time, Somewhere Only We Know e Bedshaped.
Jesse & Richard
Como já tem vindo a ser habitual, houve direito a mais do que um encore – introduzido pela belíssima Sea Fog, cantada quase como um hino a ser entoado num estádio.

A longa amizade e boa relação da banda é celebrada na música Sovereign Light Café, e o primeiro encore termina em plena folia com a acelerada Crystal Ball.
 
 Mas a grande surpresa da noite, foi deixada para o fim.
Os mais distraídos, quase questionavam se estavam a ver a banda “errada” e houve quem fizesse ligação ao gigante poster que estava no exterior da arena do Campo Pequeno alusivo ao espectáculo sobre os também britânicos Queen.

Tom Chaplin
(Com uma bela coincidência) A banda regressa ao palco para terminar em grande estilo, com o maravilhoso cover de Under Pressure, protagonizado pelos Queen e David Bowie.

Ao vermos a sua presença em palco, a sua energia, a sua emoção, nos apercebemos do  seu poder vocal, e o que ele consegue verdadeiramente atingir. A música dizia "This is our last dance", no Campo Pequeno, pois no dia seguinte, teriamos a continuação da festa no Porto.

 Não podia ter sido um melhor final de espetáculo. Um concerto que durou quase duas horas e que pareceu demasiado curta, tendo sido vivida de forma muito intensa com regressos a clássicos, celebrações da vida e rasgados elogios ao público português que quer sempre mais. O concerto não esgotou é sabido, mas quem disse que precisava esgotar? Foi soberbo!

setlist - Lisboa Campo Pequeno

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Cascais Music Festival | Reviews, Fotos & Vídeos

Faz hoje um mês que os Keane estiveram no nosso país para um magnifico concerto no Cascais Music Festival.

Para celebrar e relembrar esse dia aqui fica um resumo de algumas das melhores reviews sobre concerto, algumas fotos e uma playlist com vídeos (feito por fãs) de quase todas as músicas que a banda tocou.

(para ler a review completa basta clicar no título)



"É impossível negar o poder de músicas como “Somewhere Only We Know“, ou mesmo “This is the Last Time” – e o mesmo reflecte-se ao vivo. O público, aos primeiros acordes, já sabia a música de cor, e surpreendiam a banda, música após música."



 "Tim Rice-Oxley, génio compositor da banda que merece uma palavra de exultação, acompanha ao piano a lindíssima Sea fog, quase com um toque soul, continuada com Sovereign light café e a energética Crystal Ball, sem dó para com as gargantas de quantos se dispuseram a cantá-la na totalidade e sem restrições de volume."

 

Correio da Manhã
"A alegria da banda era evidente, ao constatar que podiam tocar o que fosse, que certamente seria bem recebido. "Vocês são uma plateia adorável", referiu o vocalista, antes de confessar que gosta de tal forma de Portugal que sempre que pode "vem cá passar férias".



CMC
"Foi uma noite perfeita de verão que recebeu, no Hipódromo de Cascais, a banda britânica Keane" 

 


Canela & Hortelã
""É bom saber que estão a gostar das novas músicas, é um alívio”- afirmou o vocalista (...)" 








 Keane Portugal
"Uma vez mais, foi demonstrado que a qualidade de um espetáculo se sustenta exclusivamente sobre dois pilares fundamentais: a competência dos artistas e a recetividade do público." 
 






Playlist Keane@Cascais Music Festival



Setlist:
You Are Young
Bend and Break
Day Will Come
Nothing In My Way
Strangeland
On The Road
We Might As Well Be Strangers
Perfect Symmetry
Silenced By The Night
Everybody’s Changing
The Starting Line
Leaving So Soon?
Disconnected
A Bad Dream
This is The Last Time
Somewhere Only We Know
Is It Any Wonder?
Bedshaped
Encore:
Sea Fog
Sovereign Light Café
Crystal Ball
Encore 2:
My Shadow

terça-feira, 17 de julho de 2012

Keane no Cascais Music Festival - Disconnected? Bem pelo contrário!



Observar a multidão que se aglomera perante o palco do Hipódromo Municipal Manuel Possolo para assistir à atuação de Keane, na abertura da primeira edição do Cascais Music Festival, é um exercício, no mínimo, intrigante. Reparamos em personagens tão distintas como uma adolescente com indumentária personalizada, que eleva um cartaz com uma mensagem dirigida ao vocalista, um par de metros à frente de um fotógrafo amador de meia-idade com a câmara em riste, ladeado de um casal cinquentenário de braços cruzados. Enquanto isso, ali perto, uma família não pára de circular, errante, no miolo da plateia, à procura de um espaço com visibilidade para o filho, cujo bilhete para o espetáculo provavelmente resulta de uma espécie de prémio pelo fato de ter concluído a escola primária.


Contar-se-ão pelos dedos de uma mão o número de bandas nascidas na última década que conseguiram fidelizar uma falange de apoio tão diversificada.


Tamanha miscelânea poderia induzir os mais céticos a anteciparem um concerto frouxo, devido a uma potencial falta de fulgor demonstrada por um público aparentemente mortiço. Felizmente, porém, as aparências enganam e, assim que Tom Chaplin e companhia surgiram diante da multidão, percebeu-se que, afinal, a mistura etária não poderia ter um efeito mais homogéneo.


O arranque do espetáculo com You Are Young foi um mote quase desnecessário para que a plateia se deixasse rejuvenescer instantaneamente e fundir-se num espírito de celebração efusiva, a que ninguém no recinto pôde ficar indiferente. Estava visto que a noite seria arrebatadora para ambas as partes.


Assim que foram abertas as portas do Hipódromo Municipal Manuel Possolo, alguns membros da organização do evento haviam tentado impedir os fãs de correrem para a grade, sob o pretexto de se evitarem estragos no gramado. Todavia, logo na etapa inicial da sua atuação, o quarteto britânico evidenciou que não estava minimamente preocupado com a integridade da relva. Alternando um par de êxitos consagrados – Bend And Break e Nothing In My Way – com os dois temas mais vigorosos do seu último álbum – Day Will Come e On The Road –, a banda apostou numa sequência dinâmica que, desde cedo, deixou a assistência a dançar e a pular ao som quase estridente emitido pelas colunas instaladas no palco.


A melancolia de We Might As Well Be Strangers traria alguns minutos de serenidade ao espetáculo, antes de se fazer soar o riff épico de Perfect Symmetry, única canção do terceiro álbum de estúdio a ser resgatada para o alinhamento. Claramente, Keane tem vindo a renunciar à sonoridade experimental que marcou o seu período pré-Strangeland, uma posição repetidamente denunciada por diferentes membros do grupo através de entrevistas. É óbvio que, mais do que nunca, a banda procura colar-se ao piano rock que a catapultou para a ribalta, sendo esse, de resto, um estilo que também marca o último disco. Presume-se que tal seja o motivo por detrás do divórcio de temas como Spiralling e The Lovers Are Losing, cuja constante omissão na presente digressão tem sido indisfarçável.


Posteriormente, Silenced By The Night foi recebida com uma euforia digna de um clássico, sendo sucedida por Everybody’s Changing, uma das faixas mais emblemáticas da carreira de Keane. Apesar de ter acompanhado Tom Chaplin de uma forma desgarrada ao longo da apresentação do tema, o público não se deixou silenciar pelo acorde final e tomou a iniciativa de repetir o refrão a capella, para regozijo dos rapazes em palco. O hábito viria a banalizar-se no decorrer do serão.


Depois de The Starting Line, que deixou muitos olhos cintilantes, e Leaving So Soon?, entusiasticamente saudada pelos seguidores mais acérrimos da banda, chegaria Disconnected, sem dúvida, um dos pontos culminantes do concerto. Uma vez mais, a assistência demonstrou ter a lição bem estudada e vociferou na íntegra a letra do segundo single extraído de Strangeland, que, recorde-se, foi lançado no mercado há pouco mais de dois meses atrás.


Após mais uma performance em coro uníssono por parte da plateia, o vocalista Tom Chaplin, rendido, deixou um rasgado elogio ao público nacional, nas palavras do próprio, o mais afinado que encontrou em todo o mundo até hoje. Modéstia à parte, não duvidamos.


Entre trocas de aplausos e agradecimentos intermináveis entre artistas e espetadores, seria introduzida A Bad Dream, taciturna como a conhecemos, seguida de uma revisita bem-aventurada a Hopes And Fears, com This Is The Last Time e Somewhere Only We Know. Como se o público ainda não estivesse suficientemente empolgado, Tim Rice-Oxley, com a sua rotineira pancada na tampa do piano, desencadearia uma reação extasiante ao som de Is It Any Wonder?.


Uma breve pausa durante a qual Tom Chaplin reiterou o seu amor por Portugal – não só como um dos seus destinos turísticos prediletos, mas também como um dos palcos mais acolhedores que já pisou – antecedeu Bedshaped. Foi a última canção tocada pela banda antes de se retirar para os bastidores e aquela cujo refrão a multidão ecoou até se certificar de que teria direito a um merecido encore.


A reverência silenciosa suscitada pela interpretação de Sea Fog, apenas com piano e voz, foi sucedida pela nostalgia altruísta despontada por Sovereign Light Café. Tim Rice-Oxley sorri enquanto ouve a plateia cantar apaixonadamente o nome do pequeno estabelecimento em Bexhill-on-Sea, que lhe serviu de inspiração para a composição de mais um hino que atesta o sucesso de Strangeland. A imagem de milhares de mãos no ar a baterem palmas ao ritmo do solo ruidoso de Crystal Ball é a derradeira recordação marcante de mais uma apresentação triunfal de Keane em Portugal, com direito a um inesperado segundo encore.


Para surpresa de alguns, assim que terminou My Shadow, os membros da banda ausentaram-se, dispensando a habitual vénia sincronizada no centro do palco, e deram lugar ao staff que, prontamente, começou a desmantelar o cenário. Rompeu-se o casamento perfeito com o público de uma maneira algo abrupta, mas compreende-se a pressa, já que, por essa altura, faltavam menos de quarenta e oito horas para a atuação do grupo em Helsínquia, na Finlândia.


Uma vez mais, foi demonstrado que a qualidade de um espetáculo se sustenta exclusivamente sobre dois pilares fundamentais: a competência dos artistas e a recetividade do público. A participação de Keane no Cascais Music Festival voltou a comprovar essa máxima, tendo em conta que o concerto foi realizado num palco demasiado simplista e decorado com modéstia escusada, apenas camuflado por uma iluminação que satisfez os requisitos mínimos.


Em suma, sublinhe-se que esta prestação da banda britânica em Portugal só poderá ter pecado por curta. Contudo, já existem oportunidades de redenção em aberto, no próximo mês de Outubro, no Campo Pequeno, em Lisboa, e no Coliseu do Porto.

Texto e fotos Keane Portugal e Strangelander

sábado, 14 de julho de 2012

| Cascais Music Festival já bate a nossa porta |

Nas vésperas do regresso dos Keane ao nosso país, ao Cascais Music Festival, queremos saber, quem já tem tudo a postos para recebê-los?
Para os que perderam algum tópico,  fizemos um resumo com alguns assuntos importantes que falamos na nossa página relativamente ao evento.

T-Shirt Keane Portugal - Cascais Music Festival

Para apoiarmos todos juntos a vinda dos Keane ao nosso país, criamos um logo para a apresentação no festival de Cascais e quem ainda tiver o interesse, diga-nos o vosso email para que possamos enviar o arquivo com a imagem a estampar na t-shirt. Vamos lá!

Como chegar ao evento
Diversas pessoas disseram-nos de que parte do país terão que se deslocar para ver os grandes Keane ao vivo em Cascais e quais os acessos mais viáveis para chegar ao Hipódromo Manuel Possolo:

Acreditamos que o meio mais viável para chegar a Cascais, é o comboio regional da CP.
O comboio da linha de Cascais, tem partida na estação (Cais do Sodré).

Quem for utilizador do metro Lisboa, poderá ir até 'Cais do Sodré' que é a última estação da Linha Verde, e ai apanhar o comboio até Cascais, visto que tanto a estação de metro como a de comboio, estão em anexo.

A viagem tem duração de cerca de 40 minutos.

Horários (em PDF):

http://www.cp.pt/StaticFiles/CP/Imagens/PDF/Passageiros/horarios/lisboa/linha_cascais.pdf

Atenção aos descontos para grupos de pessoas. A CP dá descontos nas viagens de grupo de pelo menos 8 pessoas, mas deve ser feita uma marcação, para o número 211025403.

Chegando a estação de Cascais, o site oficial do festival indica a utilização de um táxi que custará em torno de 5 €, até as portas do evento , ou podes andar a pé durante 10 a 15 minutos até chegar ao local, o mapa abaixo mostra o caminho a seguir.



Como sabem as portas abrirão as 20 horas e o espetaculo está marcado para 21horas, com os Keane em palco! Não se esqueçam de levar toda a sua voz para cantar bem alto e toda a sua alegria! Vemo-nos por lá! ;)

domingo, 17 de junho de 2012

Making of | Alex Lake | Fotos do álbum Strangeland

O Alex Lake têm vindo a colaborar com a banda, ao longo dos anos, de forma muito presente e acompanhando toda a sua evolução, desde a pequena banda de East Sussex até à banda de um grande reconhecimento internacional.

O fotógrafo é o responsável da tão aclamada capa do último álbum Strangeland e descreve no seu blog toda a experiência para chegar ao resultado final, que segundo ele, foi algo inesperado.

Fotografia por Alex Lake

A minha mais recente missão foi fotografar a capa e as imagens promocionais do recente álbum número 1 dos Keane, Strangeland. Eu sabia de onde vinha a banda, sonoramente, neste álbum, pois fui ao estúdio algumas vezes durante um ano para documentar o processo de gravação. Tivemos algumas falsas partidas relativamente a ter a narrativa correta para o visual e eventualmente estabelecemos o percurso fotográfico a que estão familiarizados.

As fotos foram tiradas em Bexhill-On-Sea em Fevereiro passado, em alguns dos dias mais implacavelmente frios do ano – o meu carro ficou parado na neve, na periferia da cidade e eu fotografei alguns frames onde não era visível esse acumular de neve no chão. Eu estava na praia desde as quatro da manhã a tirar fotografias de longa exposição da mudança da maré. As minhas mãos estavam tão dormentes, mesmo com luvas, que já não sentia a minha câmera. Penso que estavam cerca de -8 graus e parecia mais frio devido ao intenso vento. Estava brutal. Eu sabia que estava a tirar fotografias interessantes mas o tempo estava a ser uma grande distração e eu não tinha a certeza se estava a conseguir tirar alguma coisa que valesse para capa. Eu queria contar uma história humana sem ter alguém na imagem. E também queria estar num espaço fechado e fora deste espírito gelado. Eu não conseguia pensar, mas só tinha alguns dias para chegar à capa que todos gostassem. A pressão estava a tornar-se um peso nesta altura.

Por volta das 5h30 da manhã eu vi as luzes aparecerem lentamente nos edifícios e eu soube pelo sítio onde estava na praia que no horizonte estava a minha fotografia. Eu soube instantaneamente. E foi isso. Eu estava em frente da próxima capa do álbum. Penso que não conseguiria outra fotografia de Bexhill que representasse melhor o álbum. Eu fotografei o mais rápido que pude porque sabia que o momento – e a luz – estavam a passar rapidamente. Espero ter capturado alguma coisa da isolação, intimidade e sobrenaturalidade que senti nessa manhã. Espero que passe a ideia de uma jornada. De uma subida íngreme. De sair e de regressar. De destino. A fotografia original é menos colorida, um conjunto de azuis pálidos e um amarelo acentuado como podem imaginar àquela hora do dia. A gradação adicional da imagem foi feita pelo esplendido designer Rob Cherny (Tourist) que enquadrou e encaminhou para a campanha que ele tinha criado com a banda. Podem ver fotos adicionais da edição limitada do livro em A4, que inclui fotografias minhas, que ele desenhou para o álbum aqui no meu site: http://bit.ly/KGN5tU

O que gosto da imagem é que é uma história genuína. Não inventamos as luzes que vinham ou aquela fotografia. Era a primeira vez que ia para aquela parte à beira-mar por isso há uma verdade com a fotografia original que eu adoro. É apenas um retrato da vida naquela cidade. Voltei nas manhãs consecutivas à espera de conseguir tirar mais fotografias do mesmo género, para dar à banda mais opções daqueles e de outros edifícios, mas claro, as luzes nunca mais voltaram tão cedo, sempre que o sol nasce e nesse impasse entre a noite e o dia onde tirei a fotografia da capa e a vida parece que para momentaneamente, permanecendo escuro.

- Lê o texto original, escrito pelo Alex Lake aqui.

sábado, 19 de maio de 2012

Review | Keane no TMN Ao Vivo - 16 de Maio

Na passada quarta-feira, dia 16 de Maio, estava marcado o regresso dos Keane a Portugal para um pequeno e exclusivo showcase, na ainda recente sala TMN Ao Vivo, para apresentar o novo disco - Strangeland.

Marcado para as 21h30, a banda manteve a pontualidade britânica e entrou segundos depois.
Com os fãs tão próximos do palco, foi, sem dúvidas uma apresentação muito intíma e numa versão mais acústica.

A 'pequena' setlist esteve recheada de êxitos como o já clássico This Is The Last Time, que numa versão mais calma Tom Chaplin  e Tim Rice-Oxley, contaram com a ajuda do público num efusivo entusiasmo provando mais uma vez porque somos tão adorados pelos Keane.

 
Jesse Quin, Tom Chaplin e Richard Hughes

Tim Rice-Oxley

Depois de um óptimo começo com a ajuda do público presente, cheios de energia e como viria o Tom a dizer "cheios de espírito latino" - Richard Hughes e Jesse Quin, juntaram-se à metade da banda presente em palco.

O pequeno mas muito composto público provou saber todas as letras - desde as mais antigas às mais recentes como a fantástica Disconnected.

Com o público a cantar sob o olhar atento e orgulhoso da banda, foram diversas as vezes que o Tom Chaplin virava o microfone para os fãs e sorria. O brilho intensificou-se quando a banda começou a tocar os primeiros acordes de Everybody's Changing.

Apesar dos cinquenta minutos de concerto e de uma setlist bem pequena, foi um showcase emocionante, com uma energia incrível, uma performance ao mais alto nível. Interagindo muito com o público com direito a pequenas piadas sobre os concertos que tinham dado anteriormente, onde o vocalista disse "têm sido sempre muito calmos, sossegados e respeitosos. Mas aqui, como sempre, é tudo diferente".

Motivado pelo livro oferecido pelo clube de fãs da banda em Portugal, houve direito a uma tentativa, digamos que muito bem conseguida, por parte do vocalista em tentar falar português, lendo as frases propostas nesse mesmo livro - incluindo a longa mas muito característica "Deixem os vossos problemas lá fora e cantem com a alma".


Revelando ser uma das favoritas do Tom, Sovereigh Light Café que possui uma letra muito pessoal, que fala sobre a amizade de longa data que une os membros da banda e todas as suas esperanças no futuro, enquanto jovens.
Apesar de fazer parte do recente Strangeland,  o público surpreendeu mais uma vez ao cantar toda a letra.

Houve tempo de recordar o primeiro single do segundo álbum Under The Iron Sea - a fantástica Is It Any Wonder? onde a banda mostrou mais uma vez que consegue surpreender sempre, seja em que contexto for.

Interagindo com o público, Tom pergunta aos fãs quais as suas músicas preferidas do novo Strangeland. Entre muitas respostas, o animado vocalista gracejou, ao ouvir alguém gritar o nome que esperava ouvir, para introduzir como sua preferida também e anunciou que iriam cantar a belíssima The Starting Line.


De regresso ao primeiro álbum, Hopes And Fears, surpreenderam ao tocar uma versão diferente mas igualmente fantástica de Bend And Break. O primeiro single do álbum lançado no início do mês também fez parte do alinhamento, Silenced By The Night foi cantado sem falhas - comprovando a eficácia do público português ali reunido.

Foi uma surpresa quando o simpático e acessível Richard Hughes pegou em sua máquina fotográfica, deixou o palco e se juntou ao público, decidindo assim, enquanto não era solictado pela banda, tirar fotografias aos seus colegas enquanto tocavam a balada Sea Fog, mais uma pérola do reportório dos Keane. Antes de inciar a canção, Tom tristemente explicou que Tim Rice-Oxley não estava num dos melhores dias, estava doente com gripe e não ia conseguir acompanha-lo, foi substituido por Jesse, as vezes que a música pedia.

Com Richard a regressar ao palco, a banda concluiu o fantástico showcase com Bedshaped, com o público cantando mais uma vez em alto e bom som toda a letra, da ja habitual canção que encerra os concertos.

Em retrospectiva foi mais uma noite incrível, cheia de calor, amor e carinho do público português pela banda e vice-versa, houve lugar para tudo - incluindo uma promessa de regresso - pela terceira vez em 2012, para um concerto em Outubro. Já é sabido e confirmado que eles estarão cá no próximo dia 16 de Julho no Cascais Music Festival. Esperemos que passe depressa, já estamos ansiosos para reviver tudo isso novamente!

Alinhamento:

This Is The Last Time
Disconnected
Everybody's Changing
Sovereigh Light Café
Is It Any Wonder?
The Starting Line
Bend And Break
Silenced By The Night
Sea Fog
Bedshaped


Um fã disponibilizou o concerto - que foi passado no facebook da TMN e na Rádio Comercial - para download do audio e do video.

Outras reviews do concerto por Blitz e Palco Principal.


Texto, fotografias e vídeos por: KeanePortugal

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Passatempo | Universal Music Portugal



A Universal Music Portugal está promovendo um passatempo que vai oferecer 25 bilhetes para o showcase que terá lugar na sala TMN Ao Vivo no dia 16 de Maio! Os sortudos além dos bilhetes também terão a oportunidade de ganhar 25 cds, mas para isso não basta só participar, tens de ser criativo! Corre, todas as informações de como participar no link abaixo!

https://link.umusicconnect.net/umgi/wf.jssp?name=keane3282

BOA SORTE!! =D

terça-feira, 24 de abril de 2012

Livestream | Amazon UK


O site Amazon UK está a preparar um evento especial com os Keane. No dia 27 de abril, sexta-feira, às 19h30, a banda estará no teatro Central St Martin’s College, em Londres, participando de uma entrevista e de um concerto ao vivo, onde tocarão músicas antigas e novas.

O evento será transmitido via LOVEFiLM (www.lovefilm.com) e os internautas de todo o mundo poderão assitir e também enviar perguntas através do twitter e do facebook da Amazon.

Podes também aderir ao evento criado no facebook aqui e dizer de onde vais estar conectado!
 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

iTunes Preview | Strangeland

A banda disponibilizou para quem quiser matar um bocado da curiosidade sobre o novo álbum, 90 segundos de cada música, quem quiser dar uma espreitadela aqui está uma grande oportunidade!


 Vá, não se esqueçam de encomendar logo o vosso na loja oficial http://shop.keanemusic.com/ o no site http://www.amazon.com

sábado, 14 de abril de 2012

Música | Strangeland | Bônus Track

Como se não bastassem as encantadoras e vibrantes músicas que já temos conhecimento do novo CD, eis que surge um mimo mais que especial para o fãs, um bônus track intitulada pelo mesmo nome do álbum "Strangeland". Ontem o facebook oficial da banda disponibilizou um jogo muito divertido, as primeiras pessoas que conseguiram completar a tarefa, ganharam o direito de fazer o download desta nova música ... é claro que no final do dia ela já estava disponível pra todos, pois é, os fãs de Keane são muito generosos!

Ouçam a música abaixo, no vídeo, e deixem as vossas opiniões!  Para nós é puro Keane em toda sua essência! LINDA!




sexta-feira, 13 de abril de 2012

Teaser | Disconnected

Um pequeno trecho do novo vídeo Disconnected foi revelado. O vídeo completo estará disponível no dia 16 de Abril, fiquem atentos a nossa página!

Agora espreitem lá mas cuidado com os pesadelos! "BE AFRAID"


quarta-feira, 21 de março de 2012

Entrevistas @ Festival SXSW 2012

Finalmente temos Jesse Quin a dar entrevistas, ocupando o seu tão merecido lugar como membro oficial da banda!!
Estas entrevistas do Tom e Jesse foram dadas durante o festival SXSW em Austin, Texas (EUA)

Entrevista VH1


Entrevista VEVO

Entrevista Rolling Stone

Keane @ KCRW Morning Becomes Eclectic

A banda passou pela rádio KCRW na Califórnia no passado dia 15 de Março e deu uma pequena entrevista e um concerto acústico (somente audio)  incluindo as novas , Silenced By The Night e  The Starting Line.

Para ouvir e/ou fazer download basta carregar no "play"

 Silenced By The Night

 Is It Any Wonder?

 Entrevista

 The Starting Line

 Somewhere Only We Know

segunda-feira, 10 de maio de 2010

KEANE - Biografia 2010



Não são muitas as bandas britânicas que, nos dia de hoje, conseguem editar mais do que um álbum e  ainda tenham conseguido vender mais de um milhão de cópias por cada um dos editados.
No caso dos Keane, eles possuem três. Menos ainda são aqueles que repetem e mantém o êxito fora do Reino Unido, só mesmo um número muito reduzido é capaz de continuar a desenvolver o seu som à medida que a sua carreira progride. Os Keane, na última década atingiram tudo o que foi dito anteriormente e muito mais. Depois de venderem 10 milhões de cópias dos seus três premiados álbuns, não é um exagero dizer que eles se estabeleceram como uma das bandas de maior êxito mundial, uma das mais queridas e inovadoras. E, tanto como eles afirmam, só estão a começar.

Esq-Dta: Tim Rice-Oxley, Tom Chaplin e Richard Hughes
Os três membros dos Keane - Tom Chaplin, Tim Rice-Oxley e Richard Hughes - começaram a fazer música ainda adolescentes na pacata East Sussex. Mas só depois de vários anos a percorrer ruas sem saída a desperdiçar energia é que as coisas começaram a correr bem. Em 2003, o fundador da Fierce Panda, Simon Williams, após vê-los em concerto, ofereceu-se para editar uma cópia limitada de um single. Isto levou-os rapidamente a arranjar contrato com a Island Records o que levou em 2004 brilhante álbum de estreia intitulado Hopes And Fears. O album literalmente guiado por hinos românticos e extremecedores como, Somewhere Only We Know, Everybody's Changing e Bedshaped, catapultou os Keane para um êxito global, vendendo quase 6 milhões de cópias e recebendo inúmeros galardões (incluindo em 2010, onde foi nomeado o Melhor Álbum Britânico dos últimos 30 anos).

Em 2006 os Keane editaram o seu segundo trabalho, Under The Iron Sea. Comparado com o álbum de estreia foi considerado obscuro e intenso, dominado pela dor e frustração de uma banda que estava no limiar após dois anos de digressão, quase ao ponto de se separarem. Mas, mais uma vez, no núcleo do disco estavam as melodias majestosas de Tim Rice-Oxley e a rica e poderosa voz de Tom Chaplin. A incrível reacção que provocou o álbum nos concertos, que se tornavam cada vez maiores da banda, resultou por fim, num efeito revitalizante na amizade que os membros da banda partilhavam desde a escola primária.

O terceiro trabalho dos Keane, Perfect Symmetry, que foi publicado em 2008, marcou uma nova mudança de estilo genuíno e impressionante. Gravado em Berlim, Paris e Londres foi o primeiro álbum dos Keane onde utilizaram novos sons, como uma serra musical, um saxofone e vozes gravadas através de uma bateria. Por outras palavras, o som de uma banda positiva que estava encantada com o prazer de fazer música de novo. O seu primeiro single, Spiralling, um tema vivaz com som de sintetizadores pop, muito ao estilo de Bowie, ganhou o Prémio Q de Melhor Tema do Ano antes mesmo do álbum ser editado (quando saiu, os leitores da revista Q, votaram também para Melhor Álbum do Ano).

A banda esteve em digressão com Perfect Symmetry por todo o mundo, actuando em locais abarrotados passando por 28 países como Rússia , Austrália, Colombia, Coreia do Sul, Líbano e Suíça. Quando dispunham de intervalos na sua agenda dirigiam-se a estúdios de gravação para trabalhar em temas mesmo sem nenhuma intenção em paticular em mente, apenas pelo prazer de fazê-lo. "É incrivelmente refrescante poder, no meio de uma longa digressão, entrar num estúdio e criar alguma coisa," disse Tim Rice-Oxley. "É o que acabámos por fazer na maioria dos nossos dias livres."

K'Naan com os Keane
Esses novos temas acabaram por dar forma a um novo EP de oito canções, intitulado Night Train, editado a nível mundial a 10 de Maio de 2010. O título deve-se a forma preferida de transporte utilizada pela banda durante a digressão (o comboio de Moscovo a São Petersburgo foi especialmente memorável), o som deste EP demonstra também mais uma nova viragem sonora da banda. Nos destaques incluem-se duas colaborações que romperam todos os géneros, uma delas com o rapper Somali/Canadiano K'Naan, que se conheceram através do mútuo respeito que sentem ambos (Os Keane são surpreendentemente muito populares nos cículos do hip hop, Kanye West é outro grande fã de Keane). Durante três dias num estúdio em Londres, Keane e K'Naan criaram o irreprímivel tema Stop For A Minute e a canção inspirada no Rocky, Looking Back. "Penso que esses temas nos mostram uma luz totalmente nova" diz Chaplin.

Outra canção que sobressai no Night Train é Ishin Denshin (You've Got To Help Yourself), uma versão electro-pop viciante de uma canção de Yellow Magic Orchestra onde intervém a MC de Baile Funk japonesa Tigarah. "Esta canção é um exemplo vivo de como fizemos o álbum," explica Rice-Oxley. "Eu trabalhava uma ideia original no avião, o Richard gravava a bateria em Washington DC, o Tom as vozes em Copenhaga, a Tigarah as suas vozes em Los Angeles e acabámos o tema no autocarro da digressão. Estou muito satisfeito com o resultado final."

O Night Train também inclui a adorável canção com sabores a anos 80 Your Love, onde há uma rara interpretação vocal de Rice-Oxley, mais conhecido pelas suas composições galardoadas com prémios Ivor Novello,do que por ser cantor. "Toda as canções foram gravadas sob os espírito de "Porque não?" disse. "Não sentimos que gravar este disco fosse um "trabalho" nem nos preocupou propriamente faze-lo, nos divertimos a experimentar."

O resultado é outra gravação surpreendente, imaginativa e desafiante dos Keane - mas ainda assim construído à volta de sons que fazem assobiar as canções durante semanas. Quando os Keane se uniram pela primeira vez há muitos anos atrás, as três bandas que mais admiravam eram os Beatles, Radiohead e Blur. E partilhavam a opinião destas mesmas bandas que em tempos disseram que o que mais os motivava , era que apesar de ninguém poder dizer se eles continuariam ou não, era ouvir as pessoas afirmarem que valia a pena ouvi-los.

Com a edição de Night Train, os Keane converteram-se com toda a segurança em membros desse clube exclusivo.