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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Entrevista | Tom Chaplin | Q Magazine

Hoje, o dia começa em grande!
A revelação do lançamento do Best Of - a ser lançado a 11 de Novembro - uma entrevista com o vocalista e ainda um Q&A no Twitter da @QMagazine com o baterista Richard Hughes, através da hashtag #QKeane.

Como estás tu, afinal?
Estou cansado! Acabei de regressar a Inglaterra depois de  um concerto tardio em Portugal - decidi apanhar o voo da Ryanair de manhã cedo para casa. Está tudo dito.

Como te sentes ao atingirem a parte dos Best Of/Greatest Hits na vossa carreira? Alguma vez duvidaram que chegariam aqui?
É difícil de responder. Quando era pequeno eu sonhava em fazer parte de uma banda de sucesso - eu até costumava fazer entrevistas a mim próprio - eu era muito excêntrico!
Contudo, houve um longo período antes dos Keane terem sucesso em que houve vários momentos incertos. Mesmo quando começámos a ter sucesso com o Hopes & Fears, ainda não sei quão confidente estava com tudo...

Capa do Best Of a ser lançado a 11 de Novembro
Como fizeram para escolher o que vai ser incluído nesta nova colecção, pura estatística ou houve uma abordagem próxima a um álbum?
Nós iamos fazer um álbum que consistisse puramente em singles. A ideia foi vetada muito cedo em prol de fazer uma coisa que fosse como uma jornada entre as melhores coisas que nós fizemos. Muito frequentemente, os singles são uma coisa arbitrária e uma decisão comercial e, por isso, não refletem necessariamente toda a história. Eu penso que sentimos que os nossos álbuns tem uma grande força na sua profundidade, e é ótimo mostrar uma grande variedade de canções. Espero que as pessoas que não conheçam os álbuns sejam inspirados a ouvi-los depois de ouvirem este Best Of!

O que tinha mesmo de fazer parte...
Há uma música chamada My Shadow, que fez parte do EP The Night Train, que nós fizemos. Senti que nunca teve a sua merecida justiça ao ser colocada nesse lançamento - por isso, e ótimo que tenha uma segunda oportunidade aqui. É uma canção de camaradagem, sobre cuidar das pessoas. Eu adoro cantá-la ao vivo - sinto uma espécie de ligação cósmica com o público quando a tocamos. Se isso soa estranho, então ouçam a música - e isso fará sentido! Estou igualmente encantado por termos uma grande colecção de b-sides num mesmo sítio pela primeira vez. Nós passámos muito tempo a trabalhar neles ao longo dos anos e sinto que fazem um álbum muito especial por seu próprio direito!


... e pessoalmente, qual é aquela que te incomoda por não teres conseguido que fizesse parte?
Estou contente como está ... Não houve nenhum conflito ou hostilidade ao escolher a lista. Com todos os B-sides incluídos, é difícil pensar em alguma coisa que esteja realmente a faltar!

Olhando para trás para o começo e as expectativas que tinhas, como eram quando comparadas com o que aconteceu?
As expectativas são tão abstratas quando comparadas com o que acontece na realidade. Tenho a certeza que tenho mais do que alguma vez quis ou sonhei ter. Principalmente, sinto-me muito feliz e contente com o que os Keane me deram e orgulho-me das coisas que atingi. No entanto, a realidade é muito menos preto e branco que isso. Quando sonhas com o que vai ser, e a infinidade de hits, as festas glamorosas e voar ao pôr-do-sol após tocar para estádios de fãs que te adoram.
Há uma parte disso que se torna realidade, mas não é como imaginaste que seria quando olhavas para as fotografias dos The Beatles em miúdo.

Para ler o original, clica aqui.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Review | AIA Summer Party Portimão | 11 De Agosto


É sempre maravilhoso comentar sobre a experiência de ver Keane em nosso país. A apresentação dos Keane no AIA Summer Party está certamente no top5 das melhores apresentações da banda no país.

Logo pela manhã, um grupo de fãs (incluindo nós do KeanePortugal) já estava a porta do Autódromo, a organizar uma fila, como já é por hábito. Por volta das 11:30hs da manhã, uma carrinha branca passou por nós e sem darmos conta parou, e de dentro dela sai Richard Hughes, que veio ter connosco muito sorridente e animado, de admirar o gesto de Richard que fez questão de vir ter connosco por iniciativa própria, nós sequer o tínhamos visto. Cumprimentou-nos, falou sobre o calor que estava ontem no sul de Portugal e reconheceu-nos, ao dizer que estávamos também no concerto da semana passada em (...) Richard mais uma vez teve dificuldades em pronunciar o nome e surgiu novamente a brincadeira do “Cantawhat?”. Como sempre, foi um encontro cheio de risos e muita alegria com o baterista que foi o primeiro a chegar ao recinto, pois foi convidado a dar algumas voltas num Porsche. Do lado de fora, ouvimos o som do motor do carro e ainda conseguimos ver uma das curvas feitas pelo piloto, que estava a acompanhar Richard.

O dia ia passando e apesar do calor se fazia sentir, tivemos sorte, pois o pessoal da segurança e staff do recinto eram muito simpáticos e solidários e permitiu que nós nos abrigassemos na pouca sombra que havia no local.

Depois do passeio de Porsche, Richard veio novamente ter connosco, e desta vez tivemos direito a elogios, Richard chegou acompanhado pela organização do autódromo e com o piloto que o acompanhou no passeio, apresentou-nos a todos como um grupo de fãs muito dedicado. Nesta altura, oferecemos-lhe uma prenda alusiva ao #Caturday do Twitter. (Ps: O carro afinal não era um Porsche como Richard anunciou no twitter e sim um Nissan GTR)

Passado o dia, chegou o momento de entramos ao recinto. Um pouco antes das 17hs já estávamos dentro do Autódromo e muitos caminharam para a Golden Circle para garantir o melhor lugar, enquanto outros ficaram-se pelo paddock também a garantir um bom lugar ou ainda a divertirem-se. Havia uma variedade de entretenimento dentro do Autódromo, como piscina, passeio de balão, karaoke com músicas dos Keane, passatempos, etc … foi algo realmente diferente e divertido.

Em conversa entre os fãs já no recinto surgiu a preocupação e algum receio do evento não ter a casa cheia, por diversas razões, mas nos surpreendemos quando a noite chegou e o autódromo estava completamente preenchido por famílias, fãs de outros países e muita gente bonita e com boa disposição.

A primeira parte foi feita pelos portugueses Blind Zero, que conseguiram aquecer a plateia que estava ali pelos Keane.


Os Keane subiram no palco por volta das 23:06hs e estiveram presente até 0:40hs. Realmente foi surpreendente conhecer a força do público do Sul. A primeira vez dos Keane no Algarve com certeza ficará na lembrança da banda e certamente poderão voltar um dia a esta região tão linda e calorosa de Portugal. Como o próprio Tom disse é um dos locais onde costuma passar suas férias e Richard acrescentou que também já havia estado por ali a passar férias, lá pelos seus 12 anos de idade, o que rendeu risos quando Tom completou que isso foi há muuuitooo tempo atrás …


Um dos momentos mais divertidos da noite foi em Spiralling, quando toda a primeira fila lançou confetes para o ar, em todos os "OOHHs" da canção. A banda sorriu muito e o concerto transformou-se numa grande festa. Podemos dizer que houve espetáculo em palco, e cá em baixo também. Não só com os confetes mas também ao final de Disconnected, quando a primeira fila começou a entoar o refrão à capella, acompanhados de mais alguns corajosos que decidiram “competir” com a banda. A banda sorriu e agradeceu.

O Tom não se esqueceu de falar português e la conseguiu arrancar sorrisos e ovações ao pedir num bom português que “fizéssemos barulho” e também disse em português “que gostavam muito de estar em Portugal”.

O concerto poderia durar a noite inteira, o ambiente estava fantástico, a banda visivelmente feliz e o público a espera de mais, mas a hora estava marcada e o concerto tinha que terminar, a banda deixou o palco com indícios que voltaria para um segundo encore, que não aconteceu, não tocaram Under Pressure, talvez pela falta de tempo, não sabemos …
Mas a felicidade já era completa, uma setlist louvável, além dos clássicos tivemos direito a My Shadow, Sea Fog, Day Will Come e Disconnected.

setlist

Se já temos saudades? Sim, até porque agora a banda não deve voltar a Portugal tão cedo, mas como “preferidos” já sabemos que assim que for possível eles voltarão!

domingo, 4 de agosto de 2013

Review | Cantanhede Expofacic 2013 | 3 de Agosto


"Portugal é o meu país preferido"
E foi com estas palavras num português quase perfeito que Tom Chaplin arrancou os mais largos sorrisos dos milhares que assistiam ao espetáculo de ontem à noite em Cantanhede, na Expofacic 2013. Que eles amam o nosso país já era sabido, mas ontem Tom fez questão de deixar bem claro todo o carinho por Portugal.
Com uma setlist mais curta, a banda subiu ao palco com algum atraso e só por volta das 22:45 o espetáculo começou, numa abordagem mais ao estilo dos festivais, a banda enfatizou os antigos temas, deixando um pouco de lado o novo trabalho Strangeland.
Com a sempre energia incrível e simpatia contagiante de Tom Chaplin que a cada visita ao nosso país melhora o seu português, a banda atuou durante 1:15 minutos.
As surpresas da noite foram 'Day Will Come' que a banda não tocava desde Abril mas a pedido de alguns fãs em conversa com Tim e Jesse durante o dia de ontem, ela voltou a setlist  ... a outra surpesa foi 'Under Pressure' que veio no encore, finalizando o concerto e relembrando o último aqui em Portugal, no Coliseu do Porto em Outubro do ano passado onde também finalizaram com o cover, pura energia em palco e uma ótima maneira de finalizar esta grandiosa noite!  
Se o concerto soube a pouco a boa notícia é que no próximo Domingo tem mais!! Esperamos contar com uma setlist maior e assim termos a chance de ouvir temas que ficaram de fora.
Para finalizar gostaríamos de deixar aqui também o nosso agradecimento a banda, sempre tão atenciosa e solicita com os fãs e sempre cumprindo de forma absolutamente exemplar o seu trabalho, o seu objetivo, que é atuar em palco, com profissionalismo, simpatia e muita energia. E também gostaríamos de deixar aqui o nosso agradecimento à todos os fãs que fizeram fila connosco e que nos ajudaram a preencher a grade da forma mais linda possível, foi contagiante!!
NEXT STOP - PORTIMÃO  \o/
Setlist - Cantanhede Expofacic 2013:

You Are Young
Bend and Break

On the Road

We Might as Well Be Strangers
Nothing in My Way
Silenced by the Night
Everybody's Changing
A Bad Dream
Day Will Come
Spiralling
Is It Any Wonder?
Hamburg Song
This Is the Last Time
Somewhere Only We Know
Bedshaped
Sovereign Light Café
Crystal Ball


Encore:Under Pressure Play Video (Queen & David Bowie cover)


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Lista de Exigências dos Keane | Expofacic | Cantanhede

A lista de exigências dos Keane na Expofacic já está a dar o que falar. Foi divulgada ontem pelos organizadores do evento.
Vamos admitir que a lista é bem aceitável e que todas as exigências não chegam a ser excêntricas como a de muito artistas.
Uma das curiosidades, é a exigência do espelho de corpo inteiro -cá pra nós, isso é coisa do Tom Chaplin =P

Alguns dos itens:

 - Mini-ecopontos nos camarins
- Mel de boa qualidade
- Uma tábua de bananas e uvas sem grainhas, entre outros frutos
- Um espelho de corpo inteiro
- Oito garrafas de cerveja "orgânica" (produzida a partir de plantas sem fertilizantes ou pesticidas)
- Leite de vaca
- Vinho da região espanhola de La Rioja

Quanto às refeições, os Keane pedem, ao pequeno-almoço:
- salsichas, chouriço, bacon, ovos, feijão e cogumelos, sendo que os ovos "devem ser de galinhas do campo".

Para o almoço e jantar, as refeições "deverão ser à base de vegetais, confecionados na hora", acompanhados de sumos naturais, sendo que a banda exclui "qualquer comida requentada".

 Lê a  reportagem completa AQUI

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Keane | Portimão | 11-08-2013


Como reagem os corações após esta notícia inesperada? Os Keane vão estar em Portimão no próximo dia 11 de Agosto.

Fãs de todo Portugal, consideremo-nos uns privilegiados!

domingo, 28 de outubro de 2012

Review | Coliseu do Porto | 21 de Outubro 2012

21 de Outubro, Domingo – Coliseu do Porto


O coliseu do Porto esgotou para ver os Keane. Finalmente depois de três anos, desde o concerto no Festival Marés Vivas, chegou a vez da cidade Invicta.

Muitos já eram os fãs que faziam fila, desde cedo e durante todo o dia a porta do Coliseu e nem a chuva foi suficiente para os desanimar. Por volta das 20h00, a Rua Passos Manuel, ficou coberta de pessoas que aguardavam ansiosamente, na fila, a sua entrada. Em pouco tempo o coliseu do Porto ficou preenchido. Nas galerias via-se uma faixa onde se podia ler o trocadilho “I’m keen on Keane”. Na grade outro grupo de fãs tinha uma faixa onde dizia “Always On The Road With Keane nós acreditamos pois esse cartaz já foi visto por aí em outros concertos da banda. E ainda houve alguém que empunhava um cartaz onde dizia "Welcome back to Porto”. Sim, as saudades já eram muitas …

Zulu Winter
Quem ficou com a tarefa de abrir o concerto foi também a banda britânica, originária de Oxford, os Zulu Winter, que apresentaram ao público do Porto o single We Should Be Swimming e seguiu com canções verdadeiramente contagiantes como Key to my Heart, Never Leave e Silver Thongue e repetindo o que já havia se passado na noite anterior em Lisboa, a banda conseguiu cativar o público do Porto também, com a sua sonoridade e presença em palco.

O coliseu já estava a arrebentar pelas costuras e depois de um intervalo de mais ou menos 30 minutos, o público impaciente, começou a assobiar e a chamar pela banda, que entrou poucos minutos depois do pedido, quando se apagaram as luzes e ao som da música Baby missiles dos War On Drugs.

Com uma entrada triunfal, Tom, Tim, Richard e Jesse chegam ao palco, com sorrisos rasgados nos seus rostos, como se já soubessem que o espetáculo seria grandioso e tudo isto envolvido num ambiente cheio gritos de empolgação, assobios, e aplausos. E então começa a magia.


Tom & Tim - A Bad Dream
Já no início do espetáculo, pode-se sentir a forte vibração e entusiasmo do público quando Tom Chaplin aconselha em forma de música:
"You've got time you got to try
To bring some good into this world
'Cause you are young"


Seguiram-se músicas dos anteriores álbuns como The Lovers are Losing e Is it Any Wonder?, e já nos primeiros acordes de Nothing In My Way, o público vai ao delírio, com certeza uma das mais saudosas da noite.

A energética On The Road consegue tirar todo um Coliseu do chão, com o público a saltar alucinadamente enquanto a banda totalmente efusiva entoa o refrão “when things get bad, you know you'll have a friend all along the road”, que rende sempre algumas trocas de olhares entre amigos no público.

Tom Chaplin
Tom Chaplin, reconhecidamente feliz, com seu sorriso cativante, não se dava por satisfeito, e entre troca de olhares e sorrisos com seus companheiros em palco, estava sempre a incentivar o público a saltar e a cantar, e o público obedecia sem nenhum esforço, entoando já na ponta da língua a nova Silenced by the Night. A audiência continuava efusiva ao som de Everybody’s Changing

Pausa para um momento intimista apenas entre Tom Chaplin e Tim Rice-Oxley num regresso ao debutante Hopes & Fears com a tocante We Might as Well Be Strangers.
Durante todo o espetáculo a banda leu dezenas de cartazes espalhados por todo o Coliseu, onde um deles dizia: "Keane, take me to Strangeland", e outros com mensagens de boas vindas, de carinho e também alguns pedidos de souvenirs aos membros da banda.

Spiralling um dos temas mais bem aceites do álbum Perfect Symmetry arranca logo sorrisos do público e da banda, sempre que o “Ohhhhh” é cantado, e quando Tom Chaplin pergunta “Did you wanna be in love?”, bem, acreditamos que por esta altura todos já estavam “in love” pela banda!

Já após metade do espetáculo, as luzes baixaram-se. Jesse Quin sentou-se ao lado de Richard, perto da bateria e ambos ficaram ali, a observar atentamente o momento que viria a seguir. Os roadies traziam para a frente do palco um piano branco, pequeno, onde Tom Chaplin então sentou-se e disse que iria cantar uma música que já não tocavam há imenso tempo e que contava com a ajuda da primeira fila, caso ele se esquecesse da letra.

Eis que num palco obscuro, dois canhões de luz iluminam apenas Tom Chaplin e Tim Rice-Oxley, e então para a surpresa, emoção e comoção de muitos, após cerca de dois anos desde a última vez que tocaram, começam as primeiros acordes de nada mais, nada menos que Hamburg Song. Durante quase toda a canção, Tom manteve seu olhar fixo em Tim Rice-Oxley. E em meio a toda esta emoção, o público efetivamente colaborou para que aquele fosse um dos pontos altos do concerto.



«I'm loving every single minute of this performance», disse Tom à multidão que batia com os pés no chão de madeira, provocando um barulho ensurdecedor, a pedir por mais, causando uma cara de espanto e satisfação em Chaplin. This is the Last Time e Somewhere Only We Know, levaram o Coliseu ao rubro.
Tom Chaplin 
A última música antes do encore foi Bedshaped. A meio do refrão, Tom Chaplin para de cantar, vira o microfone e deixa o público ter o seu momento, que adere e canta em plenos pulmões.

Um momento marcante foi quando voltaram para o encore, Tom Chaplin agarrou num cachecol que dizia 'Portugal' e pendurou-o no pescoço e assim ficou até ao fim do espetáculo.

E antes de voltarem as canções, pausa para a já famosa foto que o baterista Richard Hughes tira do público!
Sea Fog, e Sovereign Light Café foram as novas músicas que se seguiram, num registo mais intimista, confirmando que o novo cd já caiu nas graças do público português. A banda encerrou da melhor maneira com a conhecida Crystal Ball.
Richard Hughes
A plateia já dispersava, contudo havia fãs incansáveis a pedir que a banda voltasse. Para a surpresa de alguns, os Keane voltaram e cantaram a sua versão de Under Pressure, música original dos Queen com David Bowie. E de uma maneira completamente extasiada a banda deu por encerrado o concerto.


Com os Keane sentimo-nos em casa e sentimos que eles também o sentem. Eles têm a maravilhosa capacidade de tornarem os seus espectáculos únicos, intimistas, envolvendo as pessoas nas suas canções, interagindo com elas. Foi um fim-de-semana brilhante! «Vai ficar nas nossas memórias durante muito tempo» assim referiu Tom Chaplin em jeito de despedida! Temos a certeza disso!

setlist - Coliseu do Porto

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Cascais Music Festival | Reviews, Fotos & Vídeos

Faz hoje um mês que os Keane estiveram no nosso país para um magnifico concerto no Cascais Music Festival.

Para celebrar e relembrar esse dia aqui fica um resumo de algumas das melhores reviews sobre concerto, algumas fotos e uma playlist com vídeos (feito por fãs) de quase todas as músicas que a banda tocou.

(para ler a review completa basta clicar no título)



"É impossível negar o poder de músicas como “Somewhere Only We Know“, ou mesmo “This is the Last Time” – e o mesmo reflecte-se ao vivo. O público, aos primeiros acordes, já sabia a música de cor, e surpreendiam a banda, música após música."



 "Tim Rice-Oxley, génio compositor da banda que merece uma palavra de exultação, acompanha ao piano a lindíssima Sea fog, quase com um toque soul, continuada com Sovereign light café e a energética Crystal Ball, sem dó para com as gargantas de quantos se dispuseram a cantá-la na totalidade e sem restrições de volume."

 

Correio da Manhã
"A alegria da banda era evidente, ao constatar que podiam tocar o que fosse, que certamente seria bem recebido. "Vocês são uma plateia adorável", referiu o vocalista, antes de confessar que gosta de tal forma de Portugal que sempre que pode "vem cá passar férias".



CMC
"Foi uma noite perfeita de verão que recebeu, no Hipódromo de Cascais, a banda britânica Keane" 

 


Canela & Hortelã
""É bom saber que estão a gostar das novas músicas, é um alívio”- afirmou o vocalista (...)" 








 Keane Portugal
"Uma vez mais, foi demonstrado que a qualidade de um espetáculo se sustenta exclusivamente sobre dois pilares fundamentais: a competência dos artistas e a recetividade do público." 
 






Playlist Keane@Cascais Music Festival



Setlist:
You Are Young
Bend and Break
Day Will Come
Nothing In My Way
Strangeland
On The Road
We Might As Well Be Strangers
Perfect Symmetry
Silenced By The Night
Everybody’s Changing
The Starting Line
Leaving So Soon?
Disconnected
A Bad Dream
This is The Last Time
Somewhere Only We Know
Is It Any Wonder?
Bedshaped
Encore:
Sea Fog
Sovereign Light Café
Crystal Ball
Encore 2:
My Shadow

terça-feira, 17 de julho de 2012

Keane no Cascais Music Festival - Disconnected? Bem pelo contrário!



Observar a multidão que se aglomera perante o palco do Hipódromo Municipal Manuel Possolo para assistir à atuação de Keane, na abertura da primeira edição do Cascais Music Festival, é um exercício, no mínimo, intrigante. Reparamos em personagens tão distintas como uma adolescente com indumentária personalizada, que eleva um cartaz com uma mensagem dirigida ao vocalista, um par de metros à frente de um fotógrafo amador de meia-idade com a câmara em riste, ladeado de um casal cinquentenário de braços cruzados. Enquanto isso, ali perto, uma família não pára de circular, errante, no miolo da plateia, à procura de um espaço com visibilidade para o filho, cujo bilhete para o espetáculo provavelmente resulta de uma espécie de prémio pelo fato de ter concluído a escola primária.


Contar-se-ão pelos dedos de uma mão o número de bandas nascidas na última década que conseguiram fidelizar uma falange de apoio tão diversificada.


Tamanha miscelânea poderia induzir os mais céticos a anteciparem um concerto frouxo, devido a uma potencial falta de fulgor demonstrada por um público aparentemente mortiço. Felizmente, porém, as aparências enganam e, assim que Tom Chaplin e companhia surgiram diante da multidão, percebeu-se que, afinal, a mistura etária não poderia ter um efeito mais homogéneo.


O arranque do espetáculo com You Are Young foi um mote quase desnecessário para que a plateia se deixasse rejuvenescer instantaneamente e fundir-se num espírito de celebração efusiva, a que ninguém no recinto pôde ficar indiferente. Estava visto que a noite seria arrebatadora para ambas as partes.


Assim que foram abertas as portas do Hipódromo Municipal Manuel Possolo, alguns membros da organização do evento haviam tentado impedir os fãs de correrem para a grade, sob o pretexto de se evitarem estragos no gramado. Todavia, logo na etapa inicial da sua atuação, o quarteto britânico evidenciou que não estava minimamente preocupado com a integridade da relva. Alternando um par de êxitos consagrados – Bend And Break e Nothing In My Way – com os dois temas mais vigorosos do seu último álbum – Day Will Come e On The Road –, a banda apostou numa sequência dinâmica que, desde cedo, deixou a assistência a dançar e a pular ao som quase estridente emitido pelas colunas instaladas no palco.


A melancolia de We Might As Well Be Strangers traria alguns minutos de serenidade ao espetáculo, antes de se fazer soar o riff épico de Perfect Symmetry, única canção do terceiro álbum de estúdio a ser resgatada para o alinhamento. Claramente, Keane tem vindo a renunciar à sonoridade experimental que marcou o seu período pré-Strangeland, uma posição repetidamente denunciada por diferentes membros do grupo através de entrevistas. É óbvio que, mais do que nunca, a banda procura colar-se ao piano rock que a catapultou para a ribalta, sendo esse, de resto, um estilo que também marca o último disco. Presume-se que tal seja o motivo por detrás do divórcio de temas como Spiralling e The Lovers Are Losing, cuja constante omissão na presente digressão tem sido indisfarçável.


Posteriormente, Silenced By The Night foi recebida com uma euforia digna de um clássico, sendo sucedida por Everybody’s Changing, uma das faixas mais emblemáticas da carreira de Keane. Apesar de ter acompanhado Tom Chaplin de uma forma desgarrada ao longo da apresentação do tema, o público não se deixou silenciar pelo acorde final e tomou a iniciativa de repetir o refrão a capella, para regozijo dos rapazes em palco. O hábito viria a banalizar-se no decorrer do serão.


Depois de The Starting Line, que deixou muitos olhos cintilantes, e Leaving So Soon?, entusiasticamente saudada pelos seguidores mais acérrimos da banda, chegaria Disconnected, sem dúvida, um dos pontos culminantes do concerto. Uma vez mais, a assistência demonstrou ter a lição bem estudada e vociferou na íntegra a letra do segundo single extraído de Strangeland, que, recorde-se, foi lançado no mercado há pouco mais de dois meses atrás.


Após mais uma performance em coro uníssono por parte da plateia, o vocalista Tom Chaplin, rendido, deixou um rasgado elogio ao público nacional, nas palavras do próprio, o mais afinado que encontrou em todo o mundo até hoje. Modéstia à parte, não duvidamos.


Entre trocas de aplausos e agradecimentos intermináveis entre artistas e espetadores, seria introduzida A Bad Dream, taciturna como a conhecemos, seguida de uma revisita bem-aventurada a Hopes And Fears, com This Is The Last Time e Somewhere Only We Know. Como se o público ainda não estivesse suficientemente empolgado, Tim Rice-Oxley, com a sua rotineira pancada na tampa do piano, desencadearia uma reação extasiante ao som de Is It Any Wonder?.


Uma breve pausa durante a qual Tom Chaplin reiterou o seu amor por Portugal – não só como um dos seus destinos turísticos prediletos, mas também como um dos palcos mais acolhedores que já pisou – antecedeu Bedshaped. Foi a última canção tocada pela banda antes de se retirar para os bastidores e aquela cujo refrão a multidão ecoou até se certificar de que teria direito a um merecido encore.


A reverência silenciosa suscitada pela interpretação de Sea Fog, apenas com piano e voz, foi sucedida pela nostalgia altruísta despontada por Sovereign Light Café. Tim Rice-Oxley sorri enquanto ouve a plateia cantar apaixonadamente o nome do pequeno estabelecimento em Bexhill-on-Sea, que lhe serviu de inspiração para a composição de mais um hino que atesta o sucesso de Strangeland. A imagem de milhares de mãos no ar a baterem palmas ao ritmo do solo ruidoso de Crystal Ball é a derradeira recordação marcante de mais uma apresentação triunfal de Keane em Portugal, com direito a um inesperado segundo encore.


Para surpresa de alguns, assim que terminou My Shadow, os membros da banda ausentaram-se, dispensando a habitual vénia sincronizada no centro do palco, e deram lugar ao staff que, prontamente, começou a desmantelar o cenário. Rompeu-se o casamento perfeito com o público de uma maneira algo abrupta, mas compreende-se a pressa, já que, por essa altura, faltavam menos de quarenta e oito horas para a atuação do grupo em Helsínquia, na Finlândia.


Uma vez mais, foi demonstrado que a qualidade de um espetáculo se sustenta exclusivamente sobre dois pilares fundamentais: a competência dos artistas e a recetividade do público. A participação de Keane no Cascais Music Festival voltou a comprovar essa máxima, tendo em conta que o concerto foi realizado num palco demasiado simplista e decorado com modéstia escusada, apenas camuflado por uma iluminação que satisfez os requisitos mínimos.


Em suma, sublinhe-se que esta prestação da banda britânica em Portugal só poderá ter pecado por curta. Contudo, já existem oportunidades de redenção em aberto, no próximo mês de Outubro, no Campo Pequeno, em Lisboa, e no Coliseu do Porto.

Texto e fotos Keane Portugal e Strangelander

terça-feira, 28 de julho de 2009

Newsletter Especial


O Newsletter, desta vez, veio de uma forma mais antecipada.
É um "Newsletter Especial", pois trata apenas do concerto dos Keane em Portugal, a 18 de Julho.
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