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domingo, 11 de novembro de 2012

30.11.2012 | Keane em Berlim sem Muro



Bastaria ter chegado às portas do Tempodrom duas horas antes da sua abertura para garantir um lugar na primeira fila da plateia, com relativa facilidade. A chuva miúda que se abateu sobre a cidade de Berlim durante toda a tarde talvez tenha contribuído para que a maioria esperasse pela proximidade do arranque do espetáculo para comparecer nas imediações do recinto.

Os que chegaram mais cedo iam metendo conversa uns com os outros, dando a conhecer as suas expetativas para a primeira apresentação de Keane na capital alemã desde 2009. Obviamente, não faltavam repetentes. Alguns divertiam-se a ver fotografias de Henry Walton, o guitarrista de Zulu Winter, que, nessa mesma manhã, havia cumprimentado os fãs ali presentes vestido com um robe de banho. Entretanto, apareceu alguém que afirmou ter sabido, diretamente através do pai de Tom Chaplin, que a banda se sentia esgotada, devido à exigência da corrente digressão. Espalhou-se o rumor de que, por esse motivo, os rapazes não permaneceriam em palco por mais de noventa minutos. Contudo, o eco súbito do refrão de She Has No Time, proveniente do interior da sala durante o teste de som, devolveu a esperança de um alinhamento satisfatoriamente extenso, com espaço para algumas surpresas.

Pelas oito horas da noite, entraram em cena os cinco elementos de Zulu Winter, que viriam a proporcionar um espetáculo de elevadíssima qualidade, à semelhança do que aconteceu no Porto ou em Lisboa. A passividade do público alemão, por repetidas ocasiões, levou o vocalista do grupo a solicitar mais entusiasmo aos presentes no Tempodrom, porém, sem grande sucesso. A verdade é que a exibição do quinteto britânico não foi minimamente afetada pela aparente apatia dos presentes, entre os quais se distinguiu Jesse Quin. O baixista fez questão de assistir a uma porção considerável da apresentação dos seus compatriotas, nas imediações do palco.

Os quatro elementos de Keane surgiriam perante os holofotes às vinte e uma horas em ponto, apostando num alinhamento muito próximo daquilo que tem sido habitual ao longo dos últimos meses. O início do concerto com You Are Young não foi tão explosivo quanto se adivinharia, já que o volume da música estava demasiado baixo [sendo ajustado mais tarde]. 

Desde logo, foi interessante observar que os fãs germânicos adotam uma postura surpreendente, pelo menos, para quem está habituado a assistir a concertos em Portugal: uns permanecem mudos e impávidos, ao passo que outros se limitam a fechar os olhos e a balançar a cabeça enquanto ouvem a música, aguardando até que todos os instrumentos se silenciem antes de desferir o aplauso de aprovação.

Numa tentativa de contrariar a timidez do público, Tom Chaplin foi assegurando a assistência de que, assim como os seus companheiros, se encontrava muito feliz por estar de volta a Berlim, evocando memórias saudosas de espetáculos de outrora naquela cidade. Perante a demora do público em aquecer, o vocalista acabaria por forçar claramente alguns elogios adicionais, afirmando que o Tempodrom é uma das melhores salas de concertos em todo o mundo ou que é sempre bom regressar à Alemanha, onde a banda gravou o melhor álbum da sua carreira – Perfect Symmetry

A melhor etapa do espetáculo seria inaugurada pelo anúncio de que estava prestes a ser tocado um tema retirado da gaveta durante a noite anterior, em Praga. Assim que Tom Chaplin disse que precisaria da ajuda de todas as senhoras na sala para cantar o refrão, não restaram dúvidas de que tinha chegado a hora de She Has No Time. A sétima faixa do álbum Hopes And Fears foi vigorosamente ovacionada e constituiu um dos momentos altos do concerto.

Entre duas visitas bem-aventuradas ao terceiro disco, Day Will Come surpreendeu pela sua popularidade junto do público. Afinal, havia muito mais gente que sabia a canção do início ao fim além de um pequeno aglomerado de fãs que, na fila para o Tempodrom, não parava de reproduzi-la no telemóvel. Apesar de Tim Rice-Oxley se ter enganado logo na primeira estrofe – o que lhe valeu uma valente careta de Tom Chaplin, que gerou algum desconforto nas primeiras filas da plateia – o tema mais enérgico de Strangeland foi também o melhor da noite.

Justifica-se uma nova paragem no alinhamento para falar de Hamburg Song, introduzida com algum humor pelo fato de o seu título não ser o mais apropriado para uma canção tocada em Berlim. Jesse Quin abandonou o palco durante a excelente prestação do trio que compunha originalmente a banda, numa espécie de viagem no tempo até aos dias de Under The Iron Sea, cuja turbulência continua a ser revivida nas palavras cantadas.

“Come on, Berlin! Let’s take it up to another level!” – com este mote lançado por Tom Chaplin, irromperia uma enxorrada de singles que, finalmente, fez o Tempodrom fervilhar, a ponto de não se ter verificado qualquer inibição na hora de se dar a vez ao público durante os refrões de Somewhere Only We Know e Bedshaped.

O primeiro regresso ao palco foi saudado com o arremesso de quatro rosas para o palco, uma para cada membro da banda. Foi, assim, num ambiente florido que os rapazes, mais uma vez, deram por concluída a sua missão de proporcionar um serão inolvidável a uma assistência que não arredou pé depois de Crystal Ball, parecendo saber de antemão que ainda haveria direito a um segundo encore, com uma versão de Under Pressure, originalmente interpretada por Queen e David Bowie.

Como notas finais, refira-se que a exaustão da banda é evidente. Não se assistiu a um único abraço entre os rapazes no centro do palco, mas, antes, a uma manifesta pressa em abandonar o mesmo. Tim Rice-Oxley cometeu erros em três canções consecutivas, sendo que, em circunstâncias normais, raramente falharia. A fadiga de Tom Chaplin foi indisfarçável, especialmente no início do concerto, além de o seu contato visual com as primeiras filas da plateia ter sido pobre, ao contrário do que é habitual. Talvez tenha sido a pensar no fato de que há uma semana de descanso entre as apresentações em Berlim e Hamburgo que o vocalista disse que o espetáculo no Tempodrom foi o seu favorito dentre todos aqueles que fizeram parte da digressão europeia até agora. (Quem esteve no Campo Pequeno ou no Coliseu do Porto sabe perfeitamente que não foi.)

Sem dúvida, nenhum outro álbum de Keane foi tão intensivamente apresentado ao público como Strangeland. O disco foi lançado apenas em Maio e, este ano, já foi tocado em mais de oitenta concertos, em dezenas de países diferentes. Foi, por isso, ainda mais impressionante assistir a uma atuação plena de profissionalismo por parte da banda, em Berlim, e observar a mestria com que derrubou o muro de apatia que o separava da plateia do Tempodrom, enfim rendido à supremacia musical que este grupo ostenta em todos os palcos que pisa.



Alinhamento:

You Are Young 
Bend And Break
On The Road
We Might As Well Be Strangers
Nothing In My Way
Silenced By The Night
Everybody's Changing
She Has No Time
The Lovers Are Losing
Day Will Come
Spiralling
A Bad Dream
Hamburg Song
Disconnected
Is It Any Wonder? 
This Is the Last Time
Somewhere Only We Know
Bedshaped

Sea Fog
Sovereign Light Café
Crystal Ball

Under Pressure (Versão de Queen e David Bowie) 


Por Strangelander


17.10.2012 | Uma aventura em Paris ...

 

Na manhã do concerto estive a passear por Paris, subi ao Arco do Triunfo e fui ver a maravilhosa Torre Eiffel. Cheguei à rua do Olympia pelas 18 horas e já havia uma fila considerável para entrar. A entrada foi muito tranquila e o recinto bonito e acolhedor. Notei entre o público pessoas de todas as idades, o que achei muito positivo. Estavam muitos jovens como eu, mas também casais com filhos, fãs mais velhos que, depois do trabalho, vinham assistir ao concerto. 

A banda de abertura, os AGOP foi uma agradável surpresa. (video abaixo)



O concerto dos Keane foi maravilhoso, um dos melhores a que já assisti. Já os tinha visto diversas vezes em Portugal e uma vez em Inglaterra. Este foi igualmente fantástico. O público francês é muito entusiasta e apoiou muito a banda. O Tom fez alguns elogios e os restantes membros também me pareceram muito contentes. Em termos acústicos o concerto foi também fantástico, o recinto é mesmo adequado para concertos. As músicas do novo álbum soaram muito bem.


Adorei a setlist apesar da ausência da Perfect Symmetry, talvez a minha música preferida dos Keane. Destaco a You are Young, Disconnected, Sovereign Light Café, The Lovers are Losing, Spiralling, Somewhere Only We Know e claro, a Bedshaped, sempre aquele momento especial. A música tem um significado imenso.

setlist

Diverti-me muito e tenho a certeza que irei vê-los muito mais vezes!


Por Carla Pinto

domingo, 28 de outubro de 2012

Review | Coliseu do Porto | 21 de Outubro 2012

21 de Outubro, Domingo – Coliseu do Porto


O coliseu do Porto esgotou para ver os Keane. Finalmente depois de três anos, desde o concerto no Festival Marés Vivas, chegou a vez da cidade Invicta.

Muitos já eram os fãs que faziam fila, desde cedo e durante todo o dia a porta do Coliseu e nem a chuva foi suficiente para os desanimar. Por volta das 20h00, a Rua Passos Manuel, ficou coberta de pessoas que aguardavam ansiosamente, na fila, a sua entrada. Em pouco tempo o coliseu do Porto ficou preenchido. Nas galerias via-se uma faixa onde se podia ler o trocadilho “I’m keen on Keane”. Na grade outro grupo de fãs tinha uma faixa onde dizia “Always On The Road With Keane nós acreditamos pois esse cartaz já foi visto por aí em outros concertos da banda. E ainda houve alguém que empunhava um cartaz onde dizia "Welcome back to Porto”. Sim, as saudades já eram muitas …

Zulu Winter
Quem ficou com a tarefa de abrir o concerto foi também a banda britânica, originária de Oxford, os Zulu Winter, que apresentaram ao público do Porto o single We Should Be Swimming e seguiu com canções verdadeiramente contagiantes como Key to my Heart, Never Leave e Silver Thongue e repetindo o que já havia se passado na noite anterior em Lisboa, a banda conseguiu cativar o público do Porto também, com a sua sonoridade e presença em palco.

O coliseu já estava a arrebentar pelas costuras e depois de um intervalo de mais ou menos 30 minutos, o público impaciente, começou a assobiar e a chamar pela banda, que entrou poucos minutos depois do pedido, quando se apagaram as luzes e ao som da música Baby missiles dos War On Drugs.

Com uma entrada triunfal, Tom, Tim, Richard e Jesse chegam ao palco, com sorrisos rasgados nos seus rostos, como se já soubessem que o espetáculo seria grandioso e tudo isto envolvido num ambiente cheio gritos de empolgação, assobios, e aplausos. E então começa a magia.


Tom & Tim - A Bad Dream
Já no início do espetáculo, pode-se sentir a forte vibração e entusiasmo do público quando Tom Chaplin aconselha em forma de música:
"You've got time you got to try
To bring some good into this world
'Cause you are young"


Seguiram-se músicas dos anteriores álbuns como The Lovers are Losing e Is it Any Wonder?, e já nos primeiros acordes de Nothing In My Way, o público vai ao delírio, com certeza uma das mais saudosas da noite.

A energética On The Road consegue tirar todo um Coliseu do chão, com o público a saltar alucinadamente enquanto a banda totalmente efusiva entoa o refrão “when things get bad, you know you'll have a friend all along the road”, que rende sempre algumas trocas de olhares entre amigos no público.

Tom Chaplin
Tom Chaplin, reconhecidamente feliz, com seu sorriso cativante, não se dava por satisfeito, e entre troca de olhares e sorrisos com seus companheiros em palco, estava sempre a incentivar o público a saltar e a cantar, e o público obedecia sem nenhum esforço, entoando já na ponta da língua a nova Silenced by the Night. A audiência continuava efusiva ao som de Everybody’s Changing

Pausa para um momento intimista apenas entre Tom Chaplin e Tim Rice-Oxley num regresso ao debutante Hopes & Fears com a tocante We Might as Well Be Strangers.
Durante todo o espetáculo a banda leu dezenas de cartazes espalhados por todo o Coliseu, onde um deles dizia: "Keane, take me to Strangeland", e outros com mensagens de boas vindas, de carinho e também alguns pedidos de souvenirs aos membros da banda.

Spiralling um dos temas mais bem aceites do álbum Perfect Symmetry arranca logo sorrisos do público e da banda, sempre que o “Ohhhhh” é cantado, e quando Tom Chaplin pergunta “Did you wanna be in love?”, bem, acreditamos que por esta altura todos já estavam “in love” pela banda!

Já após metade do espetáculo, as luzes baixaram-se. Jesse Quin sentou-se ao lado de Richard, perto da bateria e ambos ficaram ali, a observar atentamente o momento que viria a seguir. Os roadies traziam para a frente do palco um piano branco, pequeno, onde Tom Chaplin então sentou-se e disse que iria cantar uma música que já não tocavam há imenso tempo e que contava com a ajuda da primeira fila, caso ele se esquecesse da letra.

Eis que num palco obscuro, dois canhões de luz iluminam apenas Tom Chaplin e Tim Rice-Oxley, e então para a surpresa, emoção e comoção de muitos, após cerca de dois anos desde a última vez que tocaram, começam as primeiros acordes de nada mais, nada menos que Hamburg Song. Durante quase toda a canção, Tom manteve seu olhar fixo em Tim Rice-Oxley. E em meio a toda esta emoção, o público efetivamente colaborou para que aquele fosse um dos pontos altos do concerto.



«I'm loving every single minute of this performance», disse Tom à multidão que batia com os pés no chão de madeira, provocando um barulho ensurdecedor, a pedir por mais, causando uma cara de espanto e satisfação em Chaplin. This is the Last Time e Somewhere Only We Know, levaram o Coliseu ao rubro.
Tom Chaplin 
A última música antes do encore foi Bedshaped. A meio do refrão, Tom Chaplin para de cantar, vira o microfone e deixa o público ter o seu momento, que adere e canta em plenos pulmões.

Um momento marcante foi quando voltaram para o encore, Tom Chaplin agarrou num cachecol que dizia 'Portugal' e pendurou-o no pescoço e assim ficou até ao fim do espetáculo.

E antes de voltarem as canções, pausa para a já famosa foto que o baterista Richard Hughes tira do público!
Sea Fog, e Sovereign Light Café foram as novas músicas que se seguiram, num registo mais intimista, confirmando que o novo cd já caiu nas graças do público português. A banda encerrou da melhor maneira com a conhecida Crystal Ball.
Richard Hughes
A plateia já dispersava, contudo havia fãs incansáveis a pedir que a banda voltasse. Para a surpresa de alguns, os Keane voltaram e cantaram a sua versão de Under Pressure, música original dos Queen com David Bowie. E de uma maneira completamente extasiada a banda deu por encerrado o concerto.


Com os Keane sentimo-nos em casa e sentimos que eles também o sentem. Eles têm a maravilhosa capacidade de tornarem os seus espectáculos únicos, intimistas, envolvendo as pessoas nas suas canções, interagindo com elas. Foi um fim-de-semana brilhante! «Vai ficar nas nossas memórias durante muito tempo» assim referiu Tom Chaplin em jeito de despedida! Temos a certeza disso!

setlist - Coliseu do Porto

sábado, 27 de outubro de 2012

Review | Keane no Campo Pequeno | 20 de Outubro 2012

No último fim de semana,  os Keane regressaram pela terceira vez este ano – tendo vindo em Maio a um showcase exclusivo na sala TMN Ao Vivo e em Julho ao Cascais Music Festival - e com direito a dose dupla!
Assim, os fãs da banda britânica tiveram oportunidade de os ver no Campo Pequeno a 20 de Outubro e um dia depois, no esgotado Coliseu do Porto.

20 de Outubro, Sábado – Campo Pequeno
Como é sabido, os Keane são uma banda muito acessível e atenciosa e os fãs mais sortudos que estiveram pelas redondezas do Campo Pequeno durante o dia tiveram a oportunidade de comunicar com todos os membros da banda e ainda presenciar momentos e dar dicas ao Richard, quando este resolveu dar uma voltinha de bicicleta pela cidade.
Richard e sua bike
Mais tarde, o baterista da banda – Richard Hughes, regressa ao convívio com os fãs após ter sido aliciado por alguns com um presente irresistível.
Richard, Paty, Brígida & os Pastéis de Belém


Zulu Winter
A  banda de abertura, os britânicos Zulu Winter, que contam com um ano de existência, inauguram a noite que contribuiu para a grande noite de festa.
Em meia hora, os Zulu Winter apresentaram o seu trabalho – o recente Language – incluindo músicas como Silver Tongue e We Should Be Swimming, mas também houve direito a novas músicas, que pareceu conquistar alguns fãs.

Durante a mudança de palco, a ansiedade tomou lugar na sala misturada em conversas animadas, expectativas reveladas para o esperado concerto desta noite.
De uma forma muito pontual, as 22 horas, os Keane subiram ao palco do Campo Pequeno, liderados pelo vocalista/frontman Tom Chaplin e composto pelos restantes Tim Rice-Oxley – responsável pelas letras e dono dos teclados, Richard Hughes – o baterista e Jesse Quin – o baixista.
O entusiasmo do público não esmoreceu com a frequência das visitas ao país e os Keane foram acolhidos pelos «portuguese friends» segundo palavras do próprio Tom Chaplin com o entusiasmo de quem os vê pela primeira vez, mas com a cumplicidade de quem já faz parte da família.
Tom & Rich
Tudo a postos, a celebração é liderada por You Are Young, a primeira música do último disco Strangeland.
A alegria estava para ficar com a banda a entoar os primeiros acordes de Bend And Break, a canção mais agitada do primeiro disco lançado em 2004.


Com o povo de Lisboa a mostrar porque é que a banda é sempre tão bem recebida e bem vinda a este país, cantaram em uníssono On The Road, The Lovers Are Losing e a saudosa Is It Any Wonder?. 
No meio do ambiente festivo, houve direito a momentos calmos e introspectivos protagonizados por My Shadow, The Starting Line e Nothing In My Way.
Portugal é, sem dúvidas, um dos locais onde a banda é mais celebrada e bem recebida e isso é recíproco com direito a elogios rasgados, da parte do vocalista, à cidade  «uma das mais bonitas do Mundo» e também ao caloroso público.
As partilhas, pequenos comentários e sorrisos foram uma constante ao longo de toda a noite que prova o quão bem os Keane se sentem neste país.
Com  Silenced By The Night, há um regresso ao esperançoso Strangeland, que introduzia a temática de mudança que iria a anteceder um dos momentos mais bonitos e emocionantes da noite, com Everybody’s Changing – onde o público consegue surpreender no final ao cantar a uma só voz o refrão de um dos seus maiores sucessos, com a banda a olhar embevecida para um cenário, sem dúvida, emocionante, de tal modo que quando o vocalista conseguiu falar explicou «fiquei com lágrimas nos olhos».
Tom Chaplin & Tim Rice-Oxley
A meia luz, a melancólica We Might As Well Be Strangers torna-se na prova viva de que os Keane são inquestionavelmente talentosos.

Day Will Come e Spiralling agitam os ânimos e aquecem um povo que por si, já é muito caloroso e que se junta à banda na grande festa.
A Bad Dream é cantada e tocada sem grande sacríficio num belo dueto entre banda e público.
Em Try Again, Jesse Quin e Richard Hughes saem do palco para dar lugar a «um momento íntimo  um dueto entre eu e Tim» – sem dúvida, um momento muito pessoal.
A completar a primeira parte do concerto, os Keane regressam a Hopes And Fears com os já clássicos This Is The Last Time, Somewhere Only We Know e Bedshaped.
Jesse & Richard
Como já tem vindo a ser habitual, houve direito a mais do que um encore – introduzido pela belíssima Sea Fog, cantada quase como um hino a ser entoado num estádio.

A longa amizade e boa relação da banda é celebrada na música Sovereign Light Café, e o primeiro encore termina em plena folia com a acelerada Crystal Ball.
 
 Mas a grande surpresa da noite, foi deixada para o fim.
Os mais distraídos, quase questionavam se estavam a ver a banda “errada” e houve quem fizesse ligação ao gigante poster que estava no exterior da arena do Campo Pequeno alusivo ao espectáculo sobre os também britânicos Queen.

Tom Chaplin
(Com uma bela coincidência) A banda regressa ao palco para terminar em grande estilo, com o maravilhoso cover de Under Pressure, protagonizado pelos Queen e David Bowie.

Ao vermos a sua presença em palco, a sua energia, a sua emoção, nos apercebemos do  seu poder vocal, e o que ele consegue verdadeiramente atingir. A música dizia "This is our last dance", no Campo Pequeno, pois no dia seguinte, teriamos a continuação da festa no Porto.

 Não podia ter sido um melhor final de espetáculo. Um concerto que durou quase duas horas e que pareceu demasiado curta, tendo sido vivida de forma muito intensa com regressos a clássicos, celebrações da vida e rasgados elogios ao público português que quer sempre mais. O concerto não esgotou é sabido, mas quem disse que precisava esgotar? Foi soberbo!

setlist - Lisboa Campo Pequeno

terça-feira, 17 de julho de 2012

Keane no Cascais Music Festival - Disconnected? Bem pelo contrário!



Observar a multidão que se aglomera perante o palco do Hipódromo Municipal Manuel Possolo para assistir à atuação de Keane, na abertura da primeira edição do Cascais Music Festival, é um exercício, no mínimo, intrigante. Reparamos em personagens tão distintas como uma adolescente com indumentária personalizada, que eleva um cartaz com uma mensagem dirigida ao vocalista, um par de metros à frente de um fotógrafo amador de meia-idade com a câmara em riste, ladeado de um casal cinquentenário de braços cruzados. Enquanto isso, ali perto, uma família não pára de circular, errante, no miolo da plateia, à procura de um espaço com visibilidade para o filho, cujo bilhete para o espetáculo provavelmente resulta de uma espécie de prémio pelo fato de ter concluído a escola primária.


Contar-se-ão pelos dedos de uma mão o número de bandas nascidas na última década que conseguiram fidelizar uma falange de apoio tão diversificada.


Tamanha miscelânea poderia induzir os mais céticos a anteciparem um concerto frouxo, devido a uma potencial falta de fulgor demonstrada por um público aparentemente mortiço. Felizmente, porém, as aparências enganam e, assim que Tom Chaplin e companhia surgiram diante da multidão, percebeu-se que, afinal, a mistura etária não poderia ter um efeito mais homogéneo.


O arranque do espetáculo com You Are Young foi um mote quase desnecessário para que a plateia se deixasse rejuvenescer instantaneamente e fundir-se num espírito de celebração efusiva, a que ninguém no recinto pôde ficar indiferente. Estava visto que a noite seria arrebatadora para ambas as partes.


Assim que foram abertas as portas do Hipódromo Municipal Manuel Possolo, alguns membros da organização do evento haviam tentado impedir os fãs de correrem para a grade, sob o pretexto de se evitarem estragos no gramado. Todavia, logo na etapa inicial da sua atuação, o quarteto britânico evidenciou que não estava minimamente preocupado com a integridade da relva. Alternando um par de êxitos consagrados – Bend And Break e Nothing In My Way – com os dois temas mais vigorosos do seu último álbum – Day Will Come e On The Road –, a banda apostou numa sequência dinâmica que, desde cedo, deixou a assistência a dançar e a pular ao som quase estridente emitido pelas colunas instaladas no palco.


A melancolia de We Might As Well Be Strangers traria alguns minutos de serenidade ao espetáculo, antes de se fazer soar o riff épico de Perfect Symmetry, única canção do terceiro álbum de estúdio a ser resgatada para o alinhamento. Claramente, Keane tem vindo a renunciar à sonoridade experimental que marcou o seu período pré-Strangeland, uma posição repetidamente denunciada por diferentes membros do grupo através de entrevistas. É óbvio que, mais do que nunca, a banda procura colar-se ao piano rock que a catapultou para a ribalta, sendo esse, de resto, um estilo que também marca o último disco. Presume-se que tal seja o motivo por detrás do divórcio de temas como Spiralling e The Lovers Are Losing, cuja constante omissão na presente digressão tem sido indisfarçável.


Posteriormente, Silenced By The Night foi recebida com uma euforia digna de um clássico, sendo sucedida por Everybody’s Changing, uma das faixas mais emblemáticas da carreira de Keane. Apesar de ter acompanhado Tom Chaplin de uma forma desgarrada ao longo da apresentação do tema, o público não se deixou silenciar pelo acorde final e tomou a iniciativa de repetir o refrão a capella, para regozijo dos rapazes em palco. O hábito viria a banalizar-se no decorrer do serão.


Depois de The Starting Line, que deixou muitos olhos cintilantes, e Leaving So Soon?, entusiasticamente saudada pelos seguidores mais acérrimos da banda, chegaria Disconnected, sem dúvida, um dos pontos culminantes do concerto. Uma vez mais, a assistência demonstrou ter a lição bem estudada e vociferou na íntegra a letra do segundo single extraído de Strangeland, que, recorde-se, foi lançado no mercado há pouco mais de dois meses atrás.


Após mais uma performance em coro uníssono por parte da plateia, o vocalista Tom Chaplin, rendido, deixou um rasgado elogio ao público nacional, nas palavras do próprio, o mais afinado que encontrou em todo o mundo até hoje. Modéstia à parte, não duvidamos.


Entre trocas de aplausos e agradecimentos intermináveis entre artistas e espetadores, seria introduzida A Bad Dream, taciturna como a conhecemos, seguida de uma revisita bem-aventurada a Hopes And Fears, com This Is The Last Time e Somewhere Only We Know. Como se o público ainda não estivesse suficientemente empolgado, Tim Rice-Oxley, com a sua rotineira pancada na tampa do piano, desencadearia uma reação extasiante ao som de Is It Any Wonder?.


Uma breve pausa durante a qual Tom Chaplin reiterou o seu amor por Portugal – não só como um dos seus destinos turísticos prediletos, mas também como um dos palcos mais acolhedores que já pisou – antecedeu Bedshaped. Foi a última canção tocada pela banda antes de se retirar para os bastidores e aquela cujo refrão a multidão ecoou até se certificar de que teria direito a um merecido encore.


A reverência silenciosa suscitada pela interpretação de Sea Fog, apenas com piano e voz, foi sucedida pela nostalgia altruísta despontada por Sovereign Light Café. Tim Rice-Oxley sorri enquanto ouve a plateia cantar apaixonadamente o nome do pequeno estabelecimento em Bexhill-on-Sea, que lhe serviu de inspiração para a composição de mais um hino que atesta o sucesso de Strangeland. A imagem de milhares de mãos no ar a baterem palmas ao ritmo do solo ruidoso de Crystal Ball é a derradeira recordação marcante de mais uma apresentação triunfal de Keane em Portugal, com direito a um inesperado segundo encore.


Para surpresa de alguns, assim que terminou My Shadow, os membros da banda ausentaram-se, dispensando a habitual vénia sincronizada no centro do palco, e deram lugar ao staff que, prontamente, começou a desmantelar o cenário. Rompeu-se o casamento perfeito com o público de uma maneira algo abrupta, mas compreende-se a pressa, já que, por essa altura, faltavam menos de quarenta e oito horas para a atuação do grupo em Helsínquia, na Finlândia.


Uma vez mais, foi demonstrado que a qualidade de um espetáculo se sustenta exclusivamente sobre dois pilares fundamentais: a competência dos artistas e a recetividade do público. A participação de Keane no Cascais Music Festival voltou a comprovar essa máxima, tendo em conta que o concerto foi realizado num palco demasiado simplista e decorado com modéstia escusada, apenas camuflado por uma iluminação que satisfez os requisitos mínimos.


Em suma, sublinhe-se que esta prestação da banda britânica em Portugal só poderá ter pecado por curta. Contudo, já existem oportunidades de redenção em aberto, no próximo mês de Outubro, no Campo Pequeno, em Lisboa, e no Coliseu do Porto.

Texto e fotos Keane Portugal e Strangelander

sábado, 19 de maio de 2012

Review | Keane no TMN Ao Vivo - 16 de Maio

Na passada quarta-feira, dia 16 de Maio, estava marcado o regresso dos Keane a Portugal para um pequeno e exclusivo showcase, na ainda recente sala TMN Ao Vivo, para apresentar o novo disco - Strangeland.

Marcado para as 21h30, a banda manteve a pontualidade britânica e entrou segundos depois.
Com os fãs tão próximos do palco, foi, sem dúvidas uma apresentação muito intíma e numa versão mais acústica.

A 'pequena' setlist esteve recheada de êxitos como o já clássico This Is The Last Time, que numa versão mais calma Tom Chaplin  e Tim Rice-Oxley, contaram com a ajuda do público num efusivo entusiasmo provando mais uma vez porque somos tão adorados pelos Keane.

 
Jesse Quin, Tom Chaplin e Richard Hughes

Tim Rice-Oxley

Depois de um óptimo começo com a ajuda do público presente, cheios de energia e como viria o Tom a dizer "cheios de espírito latino" - Richard Hughes e Jesse Quin, juntaram-se à metade da banda presente em palco.

O pequeno mas muito composto público provou saber todas as letras - desde as mais antigas às mais recentes como a fantástica Disconnected.

Com o público a cantar sob o olhar atento e orgulhoso da banda, foram diversas as vezes que o Tom Chaplin virava o microfone para os fãs e sorria. O brilho intensificou-se quando a banda começou a tocar os primeiros acordes de Everybody's Changing.

Apesar dos cinquenta minutos de concerto e de uma setlist bem pequena, foi um showcase emocionante, com uma energia incrível, uma performance ao mais alto nível. Interagindo muito com o público com direito a pequenas piadas sobre os concertos que tinham dado anteriormente, onde o vocalista disse "têm sido sempre muito calmos, sossegados e respeitosos. Mas aqui, como sempre, é tudo diferente".

Motivado pelo livro oferecido pelo clube de fãs da banda em Portugal, houve direito a uma tentativa, digamos que muito bem conseguida, por parte do vocalista em tentar falar português, lendo as frases propostas nesse mesmo livro - incluindo a longa mas muito característica "Deixem os vossos problemas lá fora e cantem com a alma".


Revelando ser uma das favoritas do Tom, Sovereigh Light Café que possui uma letra muito pessoal, que fala sobre a amizade de longa data que une os membros da banda e todas as suas esperanças no futuro, enquanto jovens.
Apesar de fazer parte do recente Strangeland,  o público surpreendeu mais uma vez ao cantar toda a letra.

Houve tempo de recordar o primeiro single do segundo álbum Under The Iron Sea - a fantástica Is It Any Wonder? onde a banda mostrou mais uma vez que consegue surpreender sempre, seja em que contexto for.

Interagindo com o público, Tom pergunta aos fãs quais as suas músicas preferidas do novo Strangeland. Entre muitas respostas, o animado vocalista gracejou, ao ouvir alguém gritar o nome que esperava ouvir, para introduzir como sua preferida também e anunciou que iriam cantar a belíssima The Starting Line.


De regresso ao primeiro álbum, Hopes And Fears, surpreenderam ao tocar uma versão diferente mas igualmente fantástica de Bend And Break. O primeiro single do álbum lançado no início do mês também fez parte do alinhamento, Silenced By The Night foi cantado sem falhas - comprovando a eficácia do público português ali reunido.

Foi uma surpresa quando o simpático e acessível Richard Hughes pegou em sua máquina fotográfica, deixou o palco e se juntou ao público, decidindo assim, enquanto não era solictado pela banda, tirar fotografias aos seus colegas enquanto tocavam a balada Sea Fog, mais uma pérola do reportório dos Keane. Antes de inciar a canção, Tom tristemente explicou que Tim Rice-Oxley não estava num dos melhores dias, estava doente com gripe e não ia conseguir acompanha-lo, foi substituido por Jesse, as vezes que a música pedia.

Com Richard a regressar ao palco, a banda concluiu o fantástico showcase com Bedshaped, com o público cantando mais uma vez em alto e bom som toda a letra, da ja habitual canção que encerra os concertos.

Em retrospectiva foi mais uma noite incrível, cheia de calor, amor e carinho do público português pela banda e vice-versa, houve lugar para tudo - incluindo uma promessa de regresso - pela terceira vez em 2012, para um concerto em Outubro. Já é sabido e confirmado que eles estarão cá no próximo dia 16 de Julho no Cascais Music Festival. Esperemos que passe depressa, já estamos ansiosos para reviver tudo isso novamente!

Alinhamento:

This Is The Last Time
Disconnected
Everybody's Changing
Sovereigh Light Café
Is It Any Wonder?
The Starting Line
Bend And Break
Silenced By The Night
Sea Fog
Bedshaped


Um fã disponibilizou o concerto - que foi passado no facebook da TMN e na Rádio Comercial - para download do audio e do video.

Outras reviews do concerto por Blitz e Palco Principal.


Texto, fotografias e vídeos por: KeanePortugal

segunda-feira, 19 de julho de 2010

*Review* KEANE - SUPER BOCK SUPER ROCK

KEANE - SUPER BOCK SUPER ROCK

Muitas eram as espectativas em torno deste concerto, muito em especial, porque a banda já tinha vindo ao mesmo festival em 2006.
O concerto para muitos dos fãs teve uma setlist muito bem conseguida apesar de ter "sabido a pouco", pois muitos esperavam ouvir mais temas do novo EP da banda Night Train.
Uma hora e quinze minutos, foi aproximadamente, o tempo de duração do tão aguardado concerto dos Keane o que deu espaço para 16 canções.

Para os fãs que não puderam comparecer ao recinto foi disponibilizada pela internet parte do concerto, no facebook da organização e no site da Universal, e através da SIC Radical o restante, as três ou quatro músicas finais. Para muitos foi uma boa alternativa, mas os que lá estiveram afirmam com toda a certeza que foi um grande concerto que "as câmaras e as mesas de mistura não conseguiram captar" a grande e positiva energia da banda!
 
Com pontualidade britânica, os Keane entraram em palco por volta das 22h40, ao som de "House Lights", o instrumental de abertura do "acabadinho de sair" Night Train.

"Again and Again" foi a porta de abertura para a festa com 22 mil pessoas, que prometia ser de arromba, com os fãs em sintonia com os membros da banda, que esboçaram muitos sorrisos durante todo o espectáculo, onde era notória toda a felicidade e alegria de estar de volta ao país que segundo Mr. Chaplin "têm um lugar muito especial no coração deles".

"Bend And Break" aqueceu ainda mais a festa, um dos muitos momentos em que Tom Chaplin fica cara a cara com o público, olhando nos olhos tentando captar toda nossa energia ...

"Everybody's Changing"  um dos grandes êxitos da banda ecoou por todo o festival a plenos pulmões e acredito "em altos decibéis" através da sincronização do público, ficando  Tom Chaplin boquiaberto e maravilhado com a energia do público português.


"Nothing In My Way" é uma canção bem conhecida entre os fãs dos Keane, mas isso não a torna menos apetecível ao vivo, pelo contrário, torna-a cada vez mais interessante e bem sucedida cada vez que os Keane a tocam, e em Portugal isso não foi excepção, como se pôde comprovar nos diversos vídeos "caseiros" do concerto.

"This Is The Last Time" foi um regresso às origens, ao início da banda. É sempre um grande momento a troca de olhares entre Tom e Tim no ínico da canção.

Tom Chaplin surpreendeu ao cantar de forma bastante própria e característica a música, originalmente partilhada com o artista rapper K'Naan, "Stop For A Minute", que para muitos fãs será um grande "hit de verão" e têm tudo para ser um êxito, se já não é, foi inquestionável um dos muitos momentos altos do concerto, e do dia!
No final desta mesma música, o público surpreendeu de forma muito origianal a banda ao cantar a parte inicial da canção "ooh uh oh (...)" de tal forma, que deixou todos os membros da banda maravilhados, o momento tornou-se aindam mais especial com a espectacular e inesperada participação do baterista Richard Hughes que acompanhou os fãs, com a sua bateria. Levando toda uma audiência ao rubro!

"You Haven't Told Me Anything" é uma das músicas alternativas da banda e que ao vivo torna-se mais poderosa,  com a performance de Jesse Quin, que troca o seu baixo pelo bongo, e a alegria do Richard a acompanhar toda a canção que têm uma energia espectacular e no final troca os drumsticks por botõezinhos que tornam o final da canção bem electrónico e diferente, para não falar do quão divertido é apreciar os  movimentos de Tim Rice-Oxley no seu piano.

"Spiralling" foi um grande momento que teve direito a coreografias espontâneas da parte do público e uma letra bem ensaiada, numa perfeita envolvência entre banda e público que arrancou vários sorrisos de Tim Rice-Oxley.

"Is It Any Wonder?" é o que se esperaria um êxito garantido, é a altura em que o Mr. Chaplin pede à audiência para o acompanharem e levantarem os pés do chão, sendo cumprido de forma exacta por todas as pessoas que estavam atentas ao concerto da banda. Momento de loucura total!

Foi tempo de acalmar e "A Bad Dream" abriu a série de músicas ditas "calmas", mais profundas e com uma grande carga emocional. Viu-se nesta altura muitos brilhozinhos nos olhos e muitas luzes e isqueiros no ar!

"Perfect Symmetry" foi para muitos um momento mágico, senão "O" momento mágico da noite, o poder que esta música têm ao vivo é muito evidente. A banda mostrou-se no seu nível mais elevado de talento. Uma energia inexplicável tomou conta de todo o local, de modo que houvesse uma "perfeita simetria" entre palco e platéia. Tom Chaplin cantou este tema absolutamente emocionado, fazendo com que o público ficasse completamente rendido. O coro feito pelos outros integrantes já quase ao final da canção, certamente provocou arrepio em muitos dos que assistiam a apresentação.


"Somewhere Only We Know" considerados pelos fãs como "o hino keneano" foi cantando  em alto e bom som, com direito ao habitual microfone para o público cantar.

"My Shadow" foi para a grande maioria, a surpresa da noite. E maior surpresa ainda, foi todos os presentes cantarem-na como se fosse um velho êxito.A música é lindissíma, e após a aura tão bonita e positiva sentida nessa noite, foi irredutívelmente o momento glorioso da noite!

"Crystal Ball" foi a explosão, "rebentou a escala" em todos os sentidos. Foi extraordinariamente especial, sentir toda o pó a levantar com os saltos dos fãs que teimavam em acompanhar Tom Chaplin, que mereceu todo o destaque que recebeu, toda uma onda de gente, cantar em uníssono uma canção que só por si já é poderosa.

"Bedshaped" ditou o fim deste grande concerto. É sempre especial e sempre diferente ouvir esta canção que após tantas tours se manteve no fim do alinhamento por muito tempo, voltar a fechar o concerto. Tom Chaplin e os restantes membros da banda agradeceram profundamente aos fãs e Tom desejou a todos um resto de bom fim-de-semana, despediu-se com um ATÉ BREVE!
Chega-se apenas a uma conclusão, Este concerto soou a pouco!

De destacar também a óptima organização do festival, que tinha tudo muito acessível e bem organizado. A única crítica que a grande maioria teve foi mesmo o deserto de poeira que reinava em todo o recinto! E que raio de espaço "VIP" era aquele?! o.O