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domingo, 28 de outubro de 2012

Review | Coliseu do Porto | 21 de Outubro 2012

21 de Outubro, Domingo – Coliseu do Porto


O coliseu do Porto esgotou para ver os Keane. Finalmente depois de três anos, desde o concerto no Festival Marés Vivas, chegou a vez da cidade Invicta.

Muitos já eram os fãs que faziam fila, desde cedo e durante todo o dia a porta do Coliseu e nem a chuva foi suficiente para os desanimar. Por volta das 20h00, a Rua Passos Manuel, ficou coberta de pessoas que aguardavam ansiosamente, na fila, a sua entrada. Em pouco tempo o coliseu do Porto ficou preenchido. Nas galerias via-se uma faixa onde se podia ler o trocadilho “I’m keen on Keane”. Na grade outro grupo de fãs tinha uma faixa onde dizia “Always On The Road With Keane nós acreditamos pois esse cartaz já foi visto por aí em outros concertos da banda. E ainda houve alguém que empunhava um cartaz onde dizia "Welcome back to Porto”. Sim, as saudades já eram muitas …

Zulu Winter
Quem ficou com a tarefa de abrir o concerto foi também a banda britânica, originária de Oxford, os Zulu Winter, que apresentaram ao público do Porto o single We Should Be Swimming e seguiu com canções verdadeiramente contagiantes como Key to my Heart, Never Leave e Silver Thongue e repetindo o que já havia se passado na noite anterior em Lisboa, a banda conseguiu cativar o público do Porto também, com a sua sonoridade e presença em palco.

O coliseu já estava a arrebentar pelas costuras e depois de um intervalo de mais ou menos 30 minutos, o público impaciente, começou a assobiar e a chamar pela banda, que entrou poucos minutos depois do pedido, quando se apagaram as luzes e ao som da música Baby missiles dos War On Drugs.

Com uma entrada triunfal, Tom, Tim, Richard e Jesse chegam ao palco, com sorrisos rasgados nos seus rostos, como se já soubessem que o espetáculo seria grandioso e tudo isto envolvido num ambiente cheio gritos de empolgação, assobios, e aplausos. E então começa a magia.


Tom & Tim - A Bad Dream
Já no início do espetáculo, pode-se sentir a forte vibração e entusiasmo do público quando Tom Chaplin aconselha em forma de música:
"You've got time you got to try
To bring some good into this world
'Cause you are young"


Seguiram-se músicas dos anteriores álbuns como The Lovers are Losing e Is it Any Wonder?, e já nos primeiros acordes de Nothing In My Way, o público vai ao delírio, com certeza uma das mais saudosas da noite.

A energética On The Road consegue tirar todo um Coliseu do chão, com o público a saltar alucinadamente enquanto a banda totalmente efusiva entoa o refrão “when things get bad, you know you'll have a friend all along the road”, que rende sempre algumas trocas de olhares entre amigos no público.

Tom Chaplin
Tom Chaplin, reconhecidamente feliz, com seu sorriso cativante, não se dava por satisfeito, e entre troca de olhares e sorrisos com seus companheiros em palco, estava sempre a incentivar o público a saltar e a cantar, e o público obedecia sem nenhum esforço, entoando já na ponta da língua a nova Silenced by the Night. A audiência continuava efusiva ao som de Everybody’s Changing

Pausa para um momento intimista apenas entre Tom Chaplin e Tim Rice-Oxley num regresso ao debutante Hopes & Fears com a tocante We Might as Well Be Strangers.
Durante todo o espetáculo a banda leu dezenas de cartazes espalhados por todo o Coliseu, onde um deles dizia: "Keane, take me to Strangeland", e outros com mensagens de boas vindas, de carinho e também alguns pedidos de souvenirs aos membros da banda.

Spiralling um dos temas mais bem aceites do álbum Perfect Symmetry arranca logo sorrisos do público e da banda, sempre que o “Ohhhhh” é cantado, e quando Tom Chaplin pergunta “Did you wanna be in love?”, bem, acreditamos que por esta altura todos já estavam “in love” pela banda!

Já após metade do espetáculo, as luzes baixaram-se. Jesse Quin sentou-se ao lado de Richard, perto da bateria e ambos ficaram ali, a observar atentamente o momento que viria a seguir. Os roadies traziam para a frente do palco um piano branco, pequeno, onde Tom Chaplin então sentou-se e disse que iria cantar uma música que já não tocavam há imenso tempo e que contava com a ajuda da primeira fila, caso ele se esquecesse da letra.

Eis que num palco obscuro, dois canhões de luz iluminam apenas Tom Chaplin e Tim Rice-Oxley, e então para a surpresa, emoção e comoção de muitos, após cerca de dois anos desde a última vez que tocaram, começam as primeiros acordes de nada mais, nada menos que Hamburg Song. Durante quase toda a canção, Tom manteve seu olhar fixo em Tim Rice-Oxley. E em meio a toda esta emoção, o público efetivamente colaborou para que aquele fosse um dos pontos altos do concerto.



«I'm loving every single minute of this performance», disse Tom à multidão que batia com os pés no chão de madeira, provocando um barulho ensurdecedor, a pedir por mais, causando uma cara de espanto e satisfação em Chaplin. This is the Last Time e Somewhere Only We Know, levaram o Coliseu ao rubro.
Tom Chaplin 
A última música antes do encore foi Bedshaped. A meio do refrão, Tom Chaplin para de cantar, vira o microfone e deixa o público ter o seu momento, que adere e canta em plenos pulmões.

Um momento marcante foi quando voltaram para o encore, Tom Chaplin agarrou num cachecol que dizia 'Portugal' e pendurou-o no pescoço e assim ficou até ao fim do espetáculo.

E antes de voltarem as canções, pausa para a já famosa foto que o baterista Richard Hughes tira do público!
Sea Fog, e Sovereign Light Café foram as novas músicas que se seguiram, num registo mais intimista, confirmando que o novo cd já caiu nas graças do público português. A banda encerrou da melhor maneira com a conhecida Crystal Ball.
Richard Hughes
A plateia já dispersava, contudo havia fãs incansáveis a pedir que a banda voltasse. Para a surpresa de alguns, os Keane voltaram e cantaram a sua versão de Under Pressure, música original dos Queen com David Bowie. E de uma maneira completamente extasiada a banda deu por encerrado o concerto.


Com os Keane sentimo-nos em casa e sentimos que eles também o sentem. Eles têm a maravilhosa capacidade de tornarem os seus espectáculos únicos, intimistas, envolvendo as pessoas nas suas canções, interagindo com elas. Foi um fim-de-semana brilhante! «Vai ficar nas nossas memórias durante muito tempo» assim referiu Tom Chaplin em jeito de despedida! Temos a certeza disso!

setlist - Coliseu do Porto

sábado, 27 de outubro de 2012

Review | Keane no Campo Pequeno | 20 de Outubro 2012

No último fim de semana,  os Keane regressaram pela terceira vez este ano – tendo vindo em Maio a um showcase exclusivo na sala TMN Ao Vivo e em Julho ao Cascais Music Festival - e com direito a dose dupla!
Assim, os fãs da banda britânica tiveram oportunidade de os ver no Campo Pequeno a 20 de Outubro e um dia depois, no esgotado Coliseu do Porto.

20 de Outubro, Sábado – Campo Pequeno
Como é sabido, os Keane são uma banda muito acessível e atenciosa e os fãs mais sortudos que estiveram pelas redondezas do Campo Pequeno durante o dia tiveram a oportunidade de comunicar com todos os membros da banda e ainda presenciar momentos e dar dicas ao Richard, quando este resolveu dar uma voltinha de bicicleta pela cidade.
Richard e sua bike
Mais tarde, o baterista da banda – Richard Hughes, regressa ao convívio com os fãs após ter sido aliciado por alguns com um presente irresistível.
Richard, Paty, Brígida & os Pastéis de Belém


Zulu Winter
A  banda de abertura, os britânicos Zulu Winter, que contam com um ano de existência, inauguram a noite que contribuiu para a grande noite de festa.
Em meia hora, os Zulu Winter apresentaram o seu trabalho – o recente Language – incluindo músicas como Silver Tongue e We Should Be Swimming, mas também houve direito a novas músicas, que pareceu conquistar alguns fãs.

Durante a mudança de palco, a ansiedade tomou lugar na sala misturada em conversas animadas, expectativas reveladas para o esperado concerto desta noite.
De uma forma muito pontual, as 22 horas, os Keane subiram ao palco do Campo Pequeno, liderados pelo vocalista/frontman Tom Chaplin e composto pelos restantes Tim Rice-Oxley – responsável pelas letras e dono dos teclados, Richard Hughes – o baterista e Jesse Quin – o baixista.
O entusiasmo do público não esmoreceu com a frequência das visitas ao país e os Keane foram acolhidos pelos «portuguese friends» segundo palavras do próprio Tom Chaplin com o entusiasmo de quem os vê pela primeira vez, mas com a cumplicidade de quem já faz parte da família.
Tom & Rich
Tudo a postos, a celebração é liderada por You Are Young, a primeira música do último disco Strangeland.
A alegria estava para ficar com a banda a entoar os primeiros acordes de Bend And Break, a canção mais agitada do primeiro disco lançado em 2004.


Com o povo de Lisboa a mostrar porque é que a banda é sempre tão bem recebida e bem vinda a este país, cantaram em uníssono On The Road, The Lovers Are Losing e a saudosa Is It Any Wonder?. 
No meio do ambiente festivo, houve direito a momentos calmos e introspectivos protagonizados por My Shadow, The Starting Line e Nothing In My Way.
Portugal é, sem dúvidas, um dos locais onde a banda é mais celebrada e bem recebida e isso é recíproco com direito a elogios rasgados, da parte do vocalista, à cidade  «uma das mais bonitas do Mundo» e também ao caloroso público.
As partilhas, pequenos comentários e sorrisos foram uma constante ao longo de toda a noite que prova o quão bem os Keane se sentem neste país.
Com  Silenced By The Night, há um regresso ao esperançoso Strangeland, que introduzia a temática de mudança que iria a anteceder um dos momentos mais bonitos e emocionantes da noite, com Everybody’s Changing – onde o público consegue surpreender no final ao cantar a uma só voz o refrão de um dos seus maiores sucessos, com a banda a olhar embevecida para um cenário, sem dúvida, emocionante, de tal modo que quando o vocalista conseguiu falar explicou «fiquei com lágrimas nos olhos».
Tom Chaplin & Tim Rice-Oxley
A meia luz, a melancólica We Might As Well Be Strangers torna-se na prova viva de que os Keane são inquestionavelmente talentosos.

Day Will Come e Spiralling agitam os ânimos e aquecem um povo que por si, já é muito caloroso e que se junta à banda na grande festa.
A Bad Dream é cantada e tocada sem grande sacríficio num belo dueto entre banda e público.
Em Try Again, Jesse Quin e Richard Hughes saem do palco para dar lugar a «um momento íntimo  um dueto entre eu e Tim» – sem dúvida, um momento muito pessoal.
A completar a primeira parte do concerto, os Keane regressam a Hopes And Fears com os já clássicos This Is The Last Time, Somewhere Only We Know e Bedshaped.
Jesse & Richard
Como já tem vindo a ser habitual, houve direito a mais do que um encore – introduzido pela belíssima Sea Fog, cantada quase como um hino a ser entoado num estádio.

A longa amizade e boa relação da banda é celebrada na música Sovereign Light Café, e o primeiro encore termina em plena folia com a acelerada Crystal Ball.
 
 Mas a grande surpresa da noite, foi deixada para o fim.
Os mais distraídos, quase questionavam se estavam a ver a banda “errada” e houve quem fizesse ligação ao gigante poster que estava no exterior da arena do Campo Pequeno alusivo ao espectáculo sobre os também britânicos Queen.

Tom Chaplin
(Com uma bela coincidência) A banda regressa ao palco para terminar em grande estilo, com o maravilhoso cover de Under Pressure, protagonizado pelos Queen e David Bowie.

Ao vermos a sua presença em palco, a sua energia, a sua emoção, nos apercebemos do  seu poder vocal, e o que ele consegue verdadeiramente atingir. A música dizia "This is our last dance", no Campo Pequeno, pois no dia seguinte, teriamos a continuação da festa no Porto.

 Não podia ter sido um melhor final de espetáculo. Um concerto que durou quase duas horas e que pareceu demasiado curta, tendo sido vivida de forma muito intensa com regressos a clássicos, celebrações da vida e rasgados elogios ao público português que quer sempre mais. O concerto não esgotou é sabido, mas quem disse que precisava esgotar? Foi soberbo!

setlist - Lisboa Campo Pequeno

terça-feira, 17 de julho de 2012

Keane no Cascais Music Festival - Disconnected? Bem pelo contrário!



Observar a multidão que se aglomera perante o palco do Hipódromo Municipal Manuel Possolo para assistir à atuação de Keane, na abertura da primeira edição do Cascais Music Festival, é um exercício, no mínimo, intrigante. Reparamos em personagens tão distintas como uma adolescente com indumentária personalizada, que eleva um cartaz com uma mensagem dirigida ao vocalista, um par de metros à frente de um fotógrafo amador de meia-idade com a câmara em riste, ladeado de um casal cinquentenário de braços cruzados. Enquanto isso, ali perto, uma família não pára de circular, errante, no miolo da plateia, à procura de um espaço com visibilidade para o filho, cujo bilhete para o espetáculo provavelmente resulta de uma espécie de prémio pelo fato de ter concluído a escola primária.


Contar-se-ão pelos dedos de uma mão o número de bandas nascidas na última década que conseguiram fidelizar uma falange de apoio tão diversificada.


Tamanha miscelânea poderia induzir os mais céticos a anteciparem um concerto frouxo, devido a uma potencial falta de fulgor demonstrada por um público aparentemente mortiço. Felizmente, porém, as aparências enganam e, assim que Tom Chaplin e companhia surgiram diante da multidão, percebeu-se que, afinal, a mistura etária não poderia ter um efeito mais homogéneo.


O arranque do espetáculo com You Are Young foi um mote quase desnecessário para que a plateia se deixasse rejuvenescer instantaneamente e fundir-se num espírito de celebração efusiva, a que ninguém no recinto pôde ficar indiferente. Estava visto que a noite seria arrebatadora para ambas as partes.


Assim que foram abertas as portas do Hipódromo Municipal Manuel Possolo, alguns membros da organização do evento haviam tentado impedir os fãs de correrem para a grade, sob o pretexto de se evitarem estragos no gramado. Todavia, logo na etapa inicial da sua atuação, o quarteto britânico evidenciou que não estava minimamente preocupado com a integridade da relva. Alternando um par de êxitos consagrados – Bend And Break e Nothing In My Way – com os dois temas mais vigorosos do seu último álbum – Day Will Come e On The Road –, a banda apostou numa sequência dinâmica que, desde cedo, deixou a assistência a dançar e a pular ao som quase estridente emitido pelas colunas instaladas no palco.


A melancolia de We Might As Well Be Strangers traria alguns minutos de serenidade ao espetáculo, antes de se fazer soar o riff épico de Perfect Symmetry, única canção do terceiro álbum de estúdio a ser resgatada para o alinhamento. Claramente, Keane tem vindo a renunciar à sonoridade experimental que marcou o seu período pré-Strangeland, uma posição repetidamente denunciada por diferentes membros do grupo através de entrevistas. É óbvio que, mais do que nunca, a banda procura colar-se ao piano rock que a catapultou para a ribalta, sendo esse, de resto, um estilo que também marca o último disco. Presume-se que tal seja o motivo por detrás do divórcio de temas como Spiralling e The Lovers Are Losing, cuja constante omissão na presente digressão tem sido indisfarçável.


Posteriormente, Silenced By The Night foi recebida com uma euforia digna de um clássico, sendo sucedida por Everybody’s Changing, uma das faixas mais emblemáticas da carreira de Keane. Apesar de ter acompanhado Tom Chaplin de uma forma desgarrada ao longo da apresentação do tema, o público não se deixou silenciar pelo acorde final e tomou a iniciativa de repetir o refrão a capella, para regozijo dos rapazes em palco. O hábito viria a banalizar-se no decorrer do serão.


Depois de The Starting Line, que deixou muitos olhos cintilantes, e Leaving So Soon?, entusiasticamente saudada pelos seguidores mais acérrimos da banda, chegaria Disconnected, sem dúvida, um dos pontos culminantes do concerto. Uma vez mais, a assistência demonstrou ter a lição bem estudada e vociferou na íntegra a letra do segundo single extraído de Strangeland, que, recorde-se, foi lançado no mercado há pouco mais de dois meses atrás.


Após mais uma performance em coro uníssono por parte da plateia, o vocalista Tom Chaplin, rendido, deixou um rasgado elogio ao público nacional, nas palavras do próprio, o mais afinado que encontrou em todo o mundo até hoje. Modéstia à parte, não duvidamos.


Entre trocas de aplausos e agradecimentos intermináveis entre artistas e espetadores, seria introduzida A Bad Dream, taciturna como a conhecemos, seguida de uma revisita bem-aventurada a Hopes And Fears, com This Is The Last Time e Somewhere Only We Know. Como se o público ainda não estivesse suficientemente empolgado, Tim Rice-Oxley, com a sua rotineira pancada na tampa do piano, desencadearia uma reação extasiante ao som de Is It Any Wonder?.


Uma breve pausa durante a qual Tom Chaplin reiterou o seu amor por Portugal – não só como um dos seus destinos turísticos prediletos, mas também como um dos palcos mais acolhedores que já pisou – antecedeu Bedshaped. Foi a última canção tocada pela banda antes de se retirar para os bastidores e aquela cujo refrão a multidão ecoou até se certificar de que teria direito a um merecido encore.


A reverência silenciosa suscitada pela interpretação de Sea Fog, apenas com piano e voz, foi sucedida pela nostalgia altruísta despontada por Sovereign Light Café. Tim Rice-Oxley sorri enquanto ouve a plateia cantar apaixonadamente o nome do pequeno estabelecimento em Bexhill-on-Sea, que lhe serviu de inspiração para a composição de mais um hino que atesta o sucesso de Strangeland. A imagem de milhares de mãos no ar a baterem palmas ao ritmo do solo ruidoso de Crystal Ball é a derradeira recordação marcante de mais uma apresentação triunfal de Keane em Portugal, com direito a um inesperado segundo encore.


Para surpresa de alguns, assim que terminou My Shadow, os membros da banda ausentaram-se, dispensando a habitual vénia sincronizada no centro do palco, e deram lugar ao staff que, prontamente, começou a desmantelar o cenário. Rompeu-se o casamento perfeito com o público de uma maneira algo abrupta, mas compreende-se a pressa, já que, por essa altura, faltavam menos de quarenta e oito horas para a atuação do grupo em Helsínquia, na Finlândia.


Uma vez mais, foi demonstrado que a qualidade de um espetáculo se sustenta exclusivamente sobre dois pilares fundamentais: a competência dos artistas e a recetividade do público. A participação de Keane no Cascais Music Festival voltou a comprovar essa máxima, tendo em conta que o concerto foi realizado num palco demasiado simplista e decorado com modéstia escusada, apenas camuflado por uma iluminação que satisfez os requisitos mínimos.


Em suma, sublinhe-se que esta prestação da banda britânica em Portugal só poderá ter pecado por curta. Contudo, já existem oportunidades de redenção em aberto, no próximo mês de Outubro, no Campo Pequeno, em Lisboa, e no Coliseu do Porto.

Texto e fotos Keane Portugal e Strangelander