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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

'Mini diário' de Strangers In a Keaneland

‘Mini diário’ das emoções vividas nestes três dias absolutamente mágicos!

7 Agosto 2015 - 1º dia - Battle

Aterrando em Gatwick pelas 9h40h - um sol radioso e céus tão azuis como em Lisboa!
Encontro com outros fãs e lá fomos nós a caminho da #Strangeland - Battle, a terrinha mágica que viu nascer o talento dos nossos Boys: o ponto de encontro para o ‘check-in’ era o tão especial “Battle Memorial Hall” … e que enorme emoção poder abraçar ‘de verdade’ tantas amigas/amigos, olhar olhos nos olhos e ouvir as vozes de cada um - dps de anos de partilhas tão especiais, ter a possibilidade de realmente ligar sentimentos + pessoas é de facto emocionante!

Começámos com a visita guiada à icónica “Battle Abbey” - um lugar mágico, lindo, cheio de história e rodeado de verde, tanto verde!!! Caminhos, muros medievais, recantos, os claustros  onde os nossos Boys actuaram em 2012. O sol iluminando aquelas pedras com tanta história - e é fácil imaginar como o piano do Tim e a voz do Tom terão ecoado, naquela atmosfera única de magia… vibrantes e celestiais, sem dúvida!

Cá fora, todo aquele verde exuberante, campos infindáveis, muralhas históricas, ruínas, bancos que até parecem ter sido ‘estrategicamente’ colocados para que toda aquela paisagem possa ser usufruída em pleno pelos visitantes :) Maravilhoso! E como sentimos toda esta beleza e sensibilidade tão presente na música dos Keane..!
Nada melhor do que partilhar algumas fotos - elas falam por si!

Foto por Chia Yu Chi








Despedimo-nos da Battle Abbey com um “até amanhã” emocionado e seguimos na ‘peregrinação’ aos lugares/ruas/caminhos referidos nas músicas; já tão familiares e queridos para nós: Marley Lane, Powdermill Lane, North trade Road - com muita pena minha, não deu tempo para encontrar “Mansers Shaw” :(( ficámos de voltar no dia seguinte mas não foi possível..e no dia a seguir à minha partida, uma amiga enviou-me a foto que junto…estive lá em espírito, portanto! :) E é um sinal para voltar em breve, com certeza!

Foto por Chia Yu Chi
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Foto por Chia Yu Chi
Photo by Fabi Antarctic
Photo by Fabi Antarctic
8 Agosto 2015 - 2º dia - Bexhill / Sovereign Light Cafe

Photo by Waynne Thomson
Sem dúvida que este foi o dia mais emocionante, excedendo todas as expectativas, que já de si eram tão elevadas!


Começando: Um dia maravilhoso, cheio de luz! (até parecia que o sol de Portugal me tinha acompanhado!)  
Depois de um pequeno almoço fabuloso no Sovereign Light Cafe, foi o momento de fotografar o interior deste café tão especial, tão acolhedor e alegre - e repleto de recordações dos nossos Boys!! Momento lindo mesmo!
Seguimos para aquela praia imensa, a maré estava muito baixa por isso pudémos tirar os sapatos e  ir ‘chapinhar’ até à areia; apanhámos as pedrinhas tão especiais, tirámos a nossa foto-réplica da mágica capa do Strangeland - subimos até à ‘promenade’, entoando o tão sonhado “Chalalalalalarieh” e continuámos, numa emocionante ‘romaria’...the DelaWarr, the Collonade, the Band Stand, The Old Bathing Station… fotos, fotos e mais fotos! Mais uma surpresa, encontrámos o fabuloso cão que aparece nas fotos tiradas aquando das filmagens do video - lá estava ele com os donos, passeando! É claro que se impunha uma foto! :)

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Photo by Chia Yu Chi
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Photo by Chia Yu Chi
Photo by Fabi Antarctic
Photo by Fabi Antarctic
Photo by Fabi Antarctic
Photo by Fabi Antarctic
Photo by Fabi Antarctic
Photo by Fabi Antarctic
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Photo by Fabi Antarctic
Photo by Fabi Antarctic
Photo by Fabi Antarctic
E chegou o momento da foto ‘oficial’ do grupo, frente ao Sovereign Light Café - mais um momento emocionante: abraços, sorrisos, fotos e fotos com tantos fãs de tantos lugares e países diferentes! A foto fala por si: é pura magia! Os Keane são de facto uma Banda única, com fortes laços de união e amizade entre os seus membros - e na minha opinião, esta sua ‘forma de estar’ tão especial e rara como que ‘atrai’ para seus fãs pessoas também elas especiais - quem esteve neste encontro com certeza sentiu isso de uma forma bem intensa!

Photo by Wayne Thomson
Ainda houve tempo para mais um passeio na maravilhosa ‘promenade’, mais fotos,conhecer um pouco das ruas de Bexhill e visitar a Loja de Música onde os Keane deram uma sessão de autógrafos aquando do lançamento do The Best-Of Keane - tendo o Tim e o Tom tocado uma pequena mas bem especial sessão acústica: a “Music’s Not Dead” - e que loja linda :) Poderia lá passar dias e dias, rodeada de música, cd’s, vinis… :)


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Estava na hora de voltar a Battle - àquela hora ainda mais envolta em magia, já que se aproximava a hora do concerto dos nossos Tom & Tim !!!
O ponto de encontro para a tão sonhada fila de espera era o largo da Battle Abbey - o entusiasmo misturava-se agora com uma enorme ansiedade - tantas saudades de viver um momento assim! Alguns fãs que tinham chegado mais cedo estavam já ‘extasiados’ porque tinham ouvido o sound check - que emoção!!!
Entrámos na Abadia, e ao cimo daquele relvado lindo, situava-se o pequeno palco - tão familar e intimista! Céu azul, um verde imenso a rodear-nos, os muros históricos da abadia como que ‘protegendo’ todo este ambiente realmente mágico...se alguém tinha ainda dúvidas, neste momento ficou com a certeza de que estava a viver um momento realmente único e irrepetível ❤️‍
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Photo by EW Productions
Photo by Chia Yu Chi
A “abertura” esteve a cargo de jovens músicos (Rachel Wilson e a banda Dorey The Wise), que no ano passado foram seleccionados por Tim Rice Oxley (para quem não sabe, Tim é um dos Mentores do Battle Festival) - foram fantásticos!
E então… a #DreamTeam (como o Tom gosta de dizer, na brincadeira :D ) subiu ao palco. E eram só dois - e o piano. Iluminaram toda a Abadia e arredores com aquela luz só deles!!!

O Tom saudou-nos naquela forma “querida” que só ele sabe :3 e começaram de uma forma muito, muito especial, com It’s Not True - uma das músicas ‘bónus’ de Strangeland - foi a 1ª de uma Set List realmente genial e preciosa: sente-se como a pensaram, como a elaboraram com um imenso carinho e especial dedicação, com o objectivo de nos oferecerem algo realmente muito especial - como não adorar esta Banda que nos dá tanto..?!

Importante referir (porque resultaram em momentos de magia!) que existiram alguns problemas técnicos ao longo da 1ª hora de concerto, cortes de corrente (que levaram o Tom a comentar que certamente o sistema eléctrico tinha sido instalado em 1066 :D ) - reafirmo que foram mágicos, já que permitiram uma cumplicidade ainda maior entre Keane e fãs: entoámos em afinado coro a sublime Bedshaped, com o Tom a fazer de Maestro, e parte de To The End of The Earth e Nothing In My Way - o Tom e o Tim estavam tão emocionados quanto nós! “Very Good! The Keane choir in full forms!” dizia o Tom ❤️‍
A magia foi uma elevada constante ao longo de todo o set, mas gostaria de realçar algumas músicas que conseguiram atingir um grau para além da “excelência” , na minha opinião - simplesmente geniais e super emocionantes: (Quase todas as músicas da noite estão no YouTube, não percam!)

It’s Not True - a abrir o set. “Every atom of my heart is missing you…” - tão comovente!
In Your Own Time - Tom apresentou-a como sendo uma favorita do álbum Strangeland - também o é para mim - nunca a tinha presenciado ao vivo - e soou ainda mais fabulosa em acústico! Try Again - Tom em dueto com Rachel Wilson - simplesmente belo!
To The End Of The Earth - Tom solo com guitarra acústica - emocionante!! (e o ‘Keane choir’ a acompanhar parte, devido à falta de corrente :) )
Bedshaped - que cantámos totalmente, ao som do Piano do Tim e com o Tom ‘conduzindo’ o coro! Momento realmente único e irrepetível
Snowed Under - Tom na guitarra acústica, Tim ao Piano - simplesmente celestial!
We Can Work it Out - Beatles Cover: fantástico!!! (com o Tom a fazer uma imitação perfeita de Sir MacCa no final ( https://soundcloud.com/pieterhoutekamer/16-talk-tom-imitates-paul-mccartney)
Let It Slide - Um muito raro B Side, que nunca tinha sido tocado ao vivo!
Back For Good - Take That cover : e nesta até indico o link, porque não podem mesmo perder!! Que química tão especial o Tom e o Tim partilharam nesta música - o video  lindo de se ver, a interpretação genial - no final o Tom elogiava emocionado os coros do Tim “did you hear those backing vocals?”  :) vejam aqui: https://youtu.be/syDk-2as8JU
Somewhere Only We Know - com Dorey The Wise (e o Tom sempre brincando, dizendo que eles eram bem mais giros que o Richard e o Jesse ; alguém disse qq coisa do público e o Tom repetiu “No one beats Richard” “Jesse is cute, I know! I love Jesse...a lot!” Ahhh que lindo! E depois realçou que deviam dedicar a música ao Richard e ao Jesse ❤️‍ (Aqui um excerto: https://soundcloud.com/pieterhoutekamer/tom-bass-jesse )

E terminaram com a épica Sovereign Light Cafe Tom fazendo as despedidas, muito emotivo, agradecendo a todos uma vez mais, os que tinham vindo de longe, os locais, os organizadores (Battle Festival) - mais uma vez referiu que estavam super felizes pelo acontecimento/“Convenção de Fãs”, e por todos estarem tão felizes!!! E ‘sugeriu’ (lol) que no dia seguinte, antes de partir, levássemos connosco,de recordação, as placas dos lugares ‘Keane related’ que tanto amamos - ninguém em Battle se ia importar! Ahhh dearest Tom!!

E foi isto - vou repetir-me, foi mágico, sublime, único !!! o Tom e o Tim superaram-se e dedicaram-se de alma e coração para nos proporcionar uma noite realmente memorável. E conseguiram ser ainda mais brilhantes do que habitualmente já são, para além de imensamente generosos - Que saudades temos dos Keane !!!

PS - a Setlist menciona Allemande como último encore - o que infelizmente não aconteceu, devido ao atraso provocado pelos  cortes de corrente - sabemos que no UK existem regras muito rígidas no que concerne aos horários dos concertos …

Photo taken from the Internet
Photo by Wayne Thomson
Try Again Duet with Rachel Wilson Photo by Cassie White

Tom Chaplin Photo by Cassie White
Tim Rice-Oxley Photo by Maz Collins
Photo by Annette Hutchins
Photo by Cassie White
Photo by Kerry H
9 Agosto 2015 - 3º dia - Keane Live from Berlin Cinema em Rye

Último dia! Apenas a manhã para mim :) Mas uma manhã muito preenchida e intensa!
Pequeno almoço com #Keanefriends em Rye - uma vila encantada, que parece mesmo saída de um conto de fadas!! Infelizmente não houve tempo suficiente para a visitar como queria...para a próxima não falha! ;)
Rever “Keane Live from Berlin” foi como que o culminar de todas as emoções ‘alucinantes’ vividas durante o fim de semana - incrível como podemos ouvir / ver os Keane vezes sem conta, e a emoção mantém-se sempre, as músicas são intemporais, e dizem-nos sempre tanto! Escusado será dizer que houve lágrimas, e muitas …. ;)
E depois foi a corrida para o comboio, para o avião - e passados dias, ainda estou a sorrir e a emocionar-me - e acho que vou continuar assim por muito tempo! :)
A boa notícia - o encontro vai repetir-se em 2017 : So... “Golden light lies ahead...it’s just around the bend!” Roll On 2017 !!!


Photo by Wayne Thomson
Photo by Wayne Thomson
Reportagem por Helena Limpo. Todas as fotografias por Helena Limpo, excepto quando mencionadas.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Always on the road with KEANE - London, Bexhill & Margate

Temos total noção que não somos grandes escritoras, e que à parte de algumas pessoas verdadeiramente interessadas, muito poucos são aqueles que leem por completo estes diários de viagens, mas cremos que ainda que só por um leitor vale a pena escreve-los. Quem estiver verdadeiramente interessado perca um bocadinho do vosso tempo a ler a nossa aventura para ver Keane em outro país, pois poderá encontrar alguma informação útil e com certeza muita inspiração para um dia fazer o mesmo!

Dia 1 (29-11-12)

Finalmente, chegou o grande dia, o dia de regressar novamente ao Reino Unido para ver mais dois concertos dos Keane, ainda com os concertos de Junho na Brixton Academy no coração e claro, todos os concertos especiais em Portugal, sem dúvidas que este ano foi o ano Keane! Mas como nunca nos cansamos, lá fomos nós de novo, em busca de mais emoções e aventuras …

Saímos do Porto, logo no primeiro vôo da manhã pela Ryanair, diga-se de passagem, cada vez mais chatos com a bagagem e dentro do avião mais parece que estamos em alguma espécie de feira aérea, tamanha a quantidade de coisas que são anunciadas para venda, num ritmo non stop …

Chegada ao UK sempre emocionante, ver o Sol nascer lá de cima, não tem preço … toda a burocracia resolvida, primeira paragem no Costa Café do aeroporto de Stansted para um pequeno almoço em condições e siga para a cidade!  Depois de alguns “metros” e de alguma procura, lá encontramos o hotel, muito moderno e confortável. Check-in feito, malas largadas, hora de bater pernas pela cidade … fomos encontrar dois amigos portugueses que estão a viver em Londres, também muito apreciadores de música e concertos, fizeram questão de nos levar para conhecer a famosa loja de discos 'Rough Trade' e depois de um jantar agradável e de muita boa conversa hora de regressar ao hotel , descansar bem para o grande dia!!

Dia 2 (30-11-2012)

Com os lugares garantidos na primeira fila para o concerto que nos aguardava à noite, pudemos passear durante todo o dia, o local escolhido foi a Oxford Street, para algumas comprinhas, almoçar e antes de seguir para a Arena O2, uma passadinha rápida ao hotel  para deixar as tralhas e dar uma última retocada no visual! Haha!

A ansiedade já começava a tomar conta de nós, muitas eram as expetativas para a grande noite, ver Keane tocar num palco no centro da arena para mais de 20 mil pessoas. É, a noite prometia ser grandiosa!
Muitos foram os que criticaram e acharam estranho e chato o fato de ser um concerto com lugares sentados,  mas não poderia ter sido mais perfeito, pois com lugares garantidos, pudemos aproveitar o dia todo e descansar, sem ter que perder horas fazendo fila para ficar à frente, estávamos com a bateria toda carregada, prontas para grandiosa noite …

Assim que chegamos a Arena, os nossos sorrisos já eram rasgados, apesar do frio! Vários restaurantes tinham como trilha sonora as músicas dos Keane, e logo a entrada grandes cartazes anunciavam que aquela era a noite dos Keane! Rapidamente começamos a encontrar, em meio as pessoas que já andavam por lá, algumas caras conhecidas, fãs que como nós estão sempre nos concertos por lá, e antes de entrar, que tal uma visita ao merchandise para umas comprinhas keneanas? Sabe sempre bem, as novas tshirts "Black Rain" são lindas!

Hora de abertura das portas às 18:30 em ponto! Lá fomos nós super ansiosas, pois não sabíamos bem se os nossos lugares seriam verdadeiramente bons lugares, mas assim que entramos na Arena, ainda vazia, rapidamente procuramos nossos lugares, e quando sentamos, relaxamos, avaliamos, olhamos uma para outra e dissemos, isto vai ser épico, estamos mesmo coladas ao palco! As nossas caras deveriam ser patéticas, pois os seguranças só se riam de nós! LOL Mas tudo isso tinha um nome! Felicidade!!

Começamos a ficar inquietas, assistimos a banda de abertura, os Wolf Gang, ainda sentadas, com uma Arena ainda vazia, mas rapidamente percebemos que não queríamos ficar sentadas na hora dos Keane, não tinha lógica nenhuma! Fomos perguntar aos seguranças se podíamos ficar de pé encostadas a grade, ao que ele disse, sim se estivessemos nas primeiras cadeiras podiamos, e para nossa alegria, assim o fizemos, ainda estavam a arrumar o palco, e já lá estávamos de pé grudadas na grade, assistindo a todas as movimentações. O fato do palco ser “in the round” nos permitia ter uma visão total de tudo o que se passava, desde a movimentação dos técnicos de som, luz e toda a parafernalha que envolve um concerto daquela magnitude.



Às 8:45 em ponto, as luzes se apagam e para nossa surpresa começa o que nos pareceu ser a introdução de “She Has No Time” e é com essa pequena introdução que a banda surge, passando literalmente pelo meio do público, com sorrisos e de braços no ar cumprimentado todos que ali estavam, sobem ao palco gloriosos como sempre e começam o espetáculo ao som da já habitual e vibrante “You Are Young”.


Surpreendentemente todo o público ficou de pé, e manteve-se assim durante todo o concerto, um público extremamente efusivo e empolgado, à altura da banda que estava radiante de alegria, Tom Chaplin não parava quieto um segundo, sempre a passear por todos os cantos do palco, assim como Tim e Jesse que música a música iam alterando suas posições, de modo a que todos os pudessem ver, e Richard tinha uma bateria giratória que acompanhava toda a movimentação dos demais integrantes da banda, tudo isso acompanhado de um som de qualidade e de uma panóplia de luzes  brancas e coloridas que tornaram, o espetáculo ainda mais grandioso. Destaque para as 'disco balls' que desciam e subiam na hora de "Crystal Ball". Visual fantástico!


Um dos momentos mais lindos do concerto, foi sem dúvida ouvir “She Has No Time” que Tom introduziu dizendo que a canção é inspirada nele e quem escreveu a canção foi “um velho amigo” pois na altura “ele gostava de uma menina que não gostava dele”, ao que uma voz feminina surge do fundo atrás de nós e grita “bitch” arrancando gargalhadas de todos! Tom começa a sua interpretação na nossa frente, apenas ele e uma luz, algo quase que celestial, momento lindo, para recordar para sempre …



 “Can’t Stop Now” acústico, só voz e guitarra acústica, foi um momento mais que especial, era parte de um sonho ouvir essa canção ao vivo! E vivemos esse sonho, ali naquele momento, surreal!  "Hamburg Song" foi igualmente linda, Tom chega a se emocionar e diz “há tanto amor aqui neste local que mal consigo cantar” … e terminam antes do encore com Bedshaped regressando a versão “oh ohhh” com todo o público a fazer o seu papel, arrepiante!

Em meio a toda aquela empolgação, emoção e alegria, tivemos alguns momentos curiosos e especiais, como o sorrisão do Jesse quando nos avistou na grade, ou quando Tom fica sozinho para cantar “Can’t Stop Now” todos descem do palco e sentam-se poucos metros de nós e ficam na conversa, o que nos distraiu bastante, pois não sabíamos muito bem para onde olhar … o fato do palco ser no meio também nos possibilitou ver grande parte do público e sua reação, avistamos os pais do Tom nas bancadas, muito empolgados e felizes, ele o pai, era só palmas, coreografias e sorrisos, a mãe não parava de “tentar” tirar fotos. Um casal realmente amoroso.

E depois de um encore com "Sea Fog", "Sovereign Light Café" e "Crystal Ball" dão o espetáculo por encerrado, felizes e muito orgulhosos deixam o palco com muitas palavras de agradecimento pela  noite incrível! (setlist)


Nós, com um sorriso de orelha a orelha e uma lagrimita no canto do olho, nos despedimos deles com um xauzinho e um até muito em breve … next stop - Margate, ahh mas não sem antes dar uma passadinha em Bexhill para visitar o já famoso “Sovereign Light Café”!! ;)


 
Texto, fotos e vídeos por Cláudia e Polly 

domingo, 11 de novembro de 2012

30.11.2012 | Keane em Berlim sem Muro



Bastaria ter chegado às portas do Tempodrom duas horas antes da sua abertura para garantir um lugar na primeira fila da plateia, com relativa facilidade. A chuva miúda que se abateu sobre a cidade de Berlim durante toda a tarde talvez tenha contribuído para que a maioria esperasse pela proximidade do arranque do espetáculo para comparecer nas imediações do recinto.

Os que chegaram mais cedo iam metendo conversa uns com os outros, dando a conhecer as suas expetativas para a primeira apresentação de Keane na capital alemã desde 2009. Obviamente, não faltavam repetentes. Alguns divertiam-se a ver fotografias de Henry Walton, o guitarrista de Zulu Winter, que, nessa mesma manhã, havia cumprimentado os fãs ali presentes vestido com um robe de banho. Entretanto, apareceu alguém que afirmou ter sabido, diretamente através do pai de Tom Chaplin, que a banda se sentia esgotada, devido à exigência da corrente digressão. Espalhou-se o rumor de que, por esse motivo, os rapazes não permaneceriam em palco por mais de noventa minutos. Contudo, o eco súbito do refrão de She Has No Time, proveniente do interior da sala durante o teste de som, devolveu a esperança de um alinhamento satisfatoriamente extenso, com espaço para algumas surpresas.

Pelas oito horas da noite, entraram em cena os cinco elementos de Zulu Winter, que viriam a proporcionar um espetáculo de elevadíssima qualidade, à semelhança do que aconteceu no Porto ou em Lisboa. A passividade do público alemão, por repetidas ocasiões, levou o vocalista do grupo a solicitar mais entusiasmo aos presentes no Tempodrom, porém, sem grande sucesso. A verdade é que a exibição do quinteto britânico não foi minimamente afetada pela aparente apatia dos presentes, entre os quais se distinguiu Jesse Quin. O baixista fez questão de assistir a uma porção considerável da apresentação dos seus compatriotas, nas imediações do palco.

Os quatro elementos de Keane surgiriam perante os holofotes às vinte e uma horas em ponto, apostando num alinhamento muito próximo daquilo que tem sido habitual ao longo dos últimos meses. O início do concerto com You Are Young não foi tão explosivo quanto se adivinharia, já que o volume da música estava demasiado baixo [sendo ajustado mais tarde]. 

Desde logo, foi interessante observar que os fãs germânicos adotam uma postura surpreendente, pelo menos, para quem está habituado a assistir a concertos em Portugal: uns permanecem mudos e impávidos, ao passo que outros se limitam a fechar os olhos e a balançar a cabeça enquanto ouvem a música, aguardando até que todos os instrumentos se silenciem antes de desferir o aplauso de aprovação.

Numa tentativa de contrariar a timidez do público, Tom Chaplin foi assegurando a assistência de que, assim como os seus companheiros, se encontrava muito feliz por estar de volta a Berlim, evocando memórias saudosas de espetáculos de outrora naquela cidade. Perante a demora do público em aquecer, o vocalista acabaria por forçar claramente alguns elogios adicionais, afirmando que o Tempodrom é uma das melhores salas de concertos em todo o mundo ou que é sempre bom regressar à Alemanha, onde a banda gravou o melhor álbum da sua carreira – Perfect Symmetry

A melhor etapa do espetáculo seria inaugurada pelo anúncio de que estava prestes a ser tocado um tema retirado da gaveta durante a noite anterior, em Praga. Assim que Tom Chaplin disse que precisaria da ajuda de todas as senhoras na sala para cantar o refrão, não restaram dúvidas de que tinha chegado a hora de She Has No Time. A sétima faixa do álbum Hopes And Fears foi vigorosamente ovacionada e constituiu um dos momentos altos do concerto.

Entre duas visitas bem-aventuradas ao terceiro disco, Day Will Come surpreendeu pela sua popularidade junto do público. Afinal, havia muito mais gente que sabia a canção do início ao fim além de um pequeno aglomerado de fãs que, na fila para o Tempodrom, não parava de reproduzi-la no telemóvel. Apesar de Tim Rice-Oxley se ter enganado logo na primeira estrofe – o que lhe valeu uma valente careta de Tom Chaplin, que gerou algum desconforto nas primeiras filas da plateia – o tema mais enérgico de Strangeland foi também o melhor da noite.

Justifica-se uma nova paragem no alinhamento para falar de Hamburg Song, introduzida com algum humor pelo fato de o seu título não ser o mais apropriado para uma canção tocada em Berlim. Jesse Quin abandonou o palco durante a excelente prestação do trio que compunha originalmente a banda, numa espécie de viagem no tempo até aos dias de Under The Iron Sea, cuja turbulência continua a ser revivida nas palavras cantadas.

“Come on, Berlin! Let’s take it up to another level!” – com este mote lançado por Tom Chaplin, irromperia uma enxorrada de singles que, finalmente, fez o Tempodrom fervilhar, a ponto de não se ter verificado qualquer inibição na hora de se dar a vez ao público durante os refrões de Somewhere Only We Know e Bedshaped.

O primeiro regresso ao palco foi saudado com o arremesso de quatro rosas para o palco, uma para cada membro da banda. Foi, assim, num ambiente florido que os rapazes, mais uma vez, deram por concluída a sua missão de proporcionar um serão inolvidável a uma assistência que não arredou pé depois de Crystal Ball, parecendo saber de antemão que ainda haveria direito a um segundo encore, com uma versão de Under Pressure, originalmente interpretada por Queen e David Bowie.

Como notas finais, refira-se que a exaustão da banda é evidente. Não se assistiu a um único abraço entre os rapazes no centro do palco, mas, antes, a uma manifesta pressa em abandonar o mesmo. Tim Rice-Oxley cometeu erros em três canções consecutivas, sendo que, em circunstâncias normais, raramente falharia. A fadiga de Tom Chaplin foi indisfarçável, especialmente no início do concerto, além de o seu contato visual com as primeiras filas da plateia ter sido pobre, ao contrário do que é habitual. Talvez tenha sido a pensar no fato de que há uma semana de descanso entre as apresentações em Berlim e Hamburgo que o vocalista disse que o espetáculo no Tempodrom foi o seu favorito dentre todos aqueles que fizeram parte da digressão europeia até agora. (Quem esteve no Campo Pequeno ou no Coliseu do Porto sabe perfeitamente que não foi.)

Sem dúvida, nenhum outro álbum de Keane foi tão intensivamente apresentado ao público como Strangeland. O disco foi lançado apenas em Maio e, este ano, já foi tocado em mais de oitenta concertos, em dezenas de países diferentes. Foi, por isso, ainda mais impressionante assistir a uma atuação plena de profissionalismo por parte da banda, em Berlim, e observar a mestria com que derrubou o muro de apatia que o separava da plateia do Tempodrom, enfim rendido à supremacia musical que este grupo ostenta em todos os palcos que pisa.



Alinhamento:

You Are Young 
Bend And Break
On The Road
We Might As Well Be Strangers
Nothing In My Way
Silenced By The Night
Everybody's Changing
She Has No Time
The Lovers Are Losing
Day Will Come
Spiralling
A Bad Dream
Hamburg Song
Disconnected
Is It Any Wonder? 
This Is the Last Time
Somewhere Only We Know
Bedshaped

Sea Fog
Sovereign Light Café
Crystal Ball

Under Pressure (Versão de Queen e David Bowie) 


Por Strangelander