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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Q&A | Tour na Europa | Tom responde ao KM e fãs

Como tem acontecido ao longo desta tour, os membros da banda têm respondido às perguntas do KM.
Depois do Tim e do Richard, agora Tom fala um pouco da sua perspectiva da tour, falando de pizza e de sátiras políticas. E ainda tem tempo de responder às perguntas de alguns fãs - feitas pelo twitter.

Lê o original aqui.


P: Olá Tom, como estás?
R: Finalmente estou recuperado da fadiga do meio da tour (espero que não tenha passado para a primeira fila em Barcelona). No outro dia, decidi correr a meia-maratona numa plataforma de corrida depois de uma “gulosa patuscada de pizza”, por isso estou surpreendido de ainda estar de pé. Com isso em mente, estou a sentir-me muito bem.

P: Como é que os concertos Europeus têm corrido?
R: Eu gostei particularmente dos dois concertos em Portugal. O concerto no Porto foi um dos melhores locais que já tocamos – parecia que todo o público estava numa performance intimista e parece-me que soou muito bem. Melhor ainda, os fãs de Keane no Porto deram tudo o que tinha num domingo à noite – não podes pedir mais que isso!

P: Conseguiste ter algum tempo para ver alguma das cidades? Têm visitado alguns sítios novos.
R: Liubliana foi um daqueles pequenos e especiais momentos que vêm com uma lua azul. Que local bonito! Tão romântico – a neve a cair, lenha a arder e pequenas ruas exóticas feitas para um brilhante serão. Sentei-me no rio e comi castanhas assadas na manhã do concerto … Apaixonei-me absolutamente pelo sítio. Obrigada por nos terem recebido Eslovénia!


P: O que tens visto/ouvido nesta tour?
R: “The Thick Of It” que é uma sátira política. É realmente hilariante, apesar de não ser para os medrosos. Se alguma vez precisares de alguma humilhação, há suficientes num episódio para durar a vida inteira.

P: Devem ter ficado muito felizes de ter recebido o Q Award, a semana passada não? Como foi o dia/cerimónia?
R: Nós estavamos cansados mas foi muito divertido. Foi magnífico fazer parte de algo de onde alguns dos nossos heróis apareceram. Particularmente, foi bom ver os Blur receberem algo por toda a sua magnífica música – penso eu, de todas as bandas da minha geração, eles têm feito, constantemente, a melhor música. Foi maravilhoso o Disconnected ter ganho – apesar de ser muito bem merecido – penso que temos algum crédito ao dar alguma inspiração criativa através da própria canção mas na verdade os aplausos vão para o JA e Sergio por toda sua obra de amor. Muito bem e muito obrigado, de novo, rapazes!

P: A tour do Reino Unido está à porta. Do que estás mais ansioso nesta “nova rodada” de concertos?
R: No outro dia, fizemos um grande esboço fora do palco em Zurique e estou certamente ansioso sobre com o que vai acontecer. Deverá haver alguns problemas logísticos para resolver quando chegarem os ensaios e fazer o alinhamento mas nós prometemos que serão grandes concertos.

Nós pedimos aos fãs dos Keane para nos enviarem algumas perguntas para ti, no twitter…



P: O que sentes mais falta, em Inglaterra, quando estás em tour? @elmaryee
R: A minha vida em casa fica 'estagnada' quando estou na estrada … Eu tento não pensar muito nisso ou sinto-me muito triste. Eu fico ansioso em ver toda as pessoas, de novo, e de estar em apenas um sítio.
Ainda assim, é a vida que eu escolhi e por isso já me habituei e não me vou queixar.

P: Qual foi o maior elogio que receberam de uma celebridade que fosse vossa fã e como é que reagiram a isso? @alizalalalandia
R: A Lily Allen tem sido inabalavelmente positiva relativamente ao que fazemos, o que é muito querido da parte dela. É um pouco raro para os músicos serem tão abertos relativamente ao que gostam, por ser um mundo um pouco cínico.



P: Qual é a tua música favorita de Strangeland e porquê? @francescadani
R: In Your Own Time faz-me chorar – é uma música muito sensível que me dá um puxão quando estou em baixo.

P: O que fazes para manter o som da tua voz tão bom apesar da quantidade de concertos? @keaneph
R: Sou um sortudo. Tenho tentado cantar um pouco mais baixo nos concertos mais recentes porque estou ciente que me posso “queimar” em pouco tempo. Na verdade, eu prefiro a forma como está a soar agora, daí a necessidade ter sido a mãe da invenção, de novo!

P: Quais tem sido os melhores momentos desta tour, para ti, até agora? @losts0ulforever
R: Na outra noite, estava a cantar Bedshaped (em Liubliana) e cantei algumas notas que estavam absolutamente em sintonia – e quando acontece, a voz parece que faz ressonância de uma forma muito particular – é quase de outro mundo. Eu não consigo explicar! Não digo que não cante no tom na maior parte das vezes mas há o bom e há o local mágico algures acima disso, que de vez em quando, pareço encontrar!

P: Tom, qual é o teu tipo de pizza preferido? @fykeane
R: Caprese.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Música a música | Sea Fog #12

A última música do alinhamento oficial é Sea Fog - uma das preferidas do talentoso compositor, um recente sucesso ao vivo e inspirada no nome do estúdio do Tim, onde a banda gravou Strangeland.



12 - Sea Fog

Esta é provavelmente a minha música favorita do álbum. Também a escrevi de forma rápida – inspirei-me nos nevoeiros que atingem o Canal da Mancha, no vale onde eu moro. Mesmo nos dias mais ensolarados, olhas pela janela e de repente não consegues ver nada para além de um muro branco. É assustador.

É uma música bastante lenta, mas eu gosto do facto do álbum não acabar com uma mensagem bonita e positiva de “Tudo vai correr bem”. A vida não é uma linha reta, é imprevisível e incerta e com sombras de cinzento, não sendo apenas a preto e branco. Gravamos uma versão desta música que tinha uma parte no meio com bateria, baixos, trompas e cordas. Mas no final achamos que havia uma magia na simplicidade da demo original, portanto gravamos tudo de novo com um arranjo mais simples. Para mim é muito emocionante tocá-la e diria que tem sido o ponto alto dos últimos concertos para mim. O sentimento insistente de “Há algum sítio que esteja destinado a estar?” é um sentimento que afeta muitas pessoas quando se tornam mais velhas, e o sentimento de que a vida te leva faz parte de ser humano penso eu.

Tim

terça-feira, 22 de maio de 2012

Música a música | In Your Own Time #11

Quase a chegar ao fim do alinhamento, In Your Own Time é a décima primeira música presente no alinhamento de Strangeland.
Outra música que apareceu de uma forma muito peculiar. Descobre a sua história abaixo.



11 - In Your Own Time

Esta é mais uma canção que veio do jogo “20 Songs Game” – escrevi-a no mesmo dia de Silenced By The Night, Black Rain e Run With Me (e, para os fãs de Mt. Desolation – Dividing Line, Your Kind Of Life e Wherever You Were Going). Lembro-me de terminá-la em Toronto, num dia de folga, e de gravar a demo em Nova Iorque – outro "momento-metido-debaixo-do-edredon"! O Tom sempre foi fã desta música e sempre apostou nela. Geralmente é assim que funciona – temos  imensas canções com as quais todos concordam, mas depois cada membro da banda tem aquela música em que apostam mais, pois eles ouvem algo que mais ninguém descobriu ainda. Com o Richard foi The Starting Line. Continuando, penso que o conteúdo emocional desta música representa bem o álbum inteiro – cuja história é basicamente “Eu apercebi-me que não faço ideia do que se passa na vida, por isso não vou julgar ninguém!” Sinto que tem uma atmosfera de compaixão e bondade. O middle 8 é uma das minhas partes favoritas do álbum. Com a palavra “time” no fim do middle 8 são capazes de ouvir-nos aos quatro a cantar “Aaaaah” de forma muito típica nas Óperas. Como um coro de anjos a cair de um poço de elevador.

- Tim

Nota: middle 8 refere-se à parte da música em que a melodia muda de forma significativa relativamente ao resto da música.

Lê o original aqui.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Música a música | Day Will Come #10

Quem diria que a música Day Will Come no meio de tantas que foram escritas de maneira tão rápida, tivesse levado tanto tempo a ser concluída?



10 – Day Will Come

Esta é uma canção pop muito simples, mas que me levou anos a acabar. Recordo-me que comecei a escrevê-la em 2005. O tema é muito parecido a Silenced By The Night, e é uma canção optimista que nos ajuda a levantar os ânimos. Adoro a frase “sometimes our fingers graze the sky but we can’t hold on”. O tema de perseguir um sonho ao longo da vida, tentar navegar por caminhos estranhos por onde os sonhos nos levam, é o argumento base do álbum, e penso que essa linha resume isso muito bem.

- Tim

Lê o original aqui

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Música a música | Neon River #9

A bela Neon River é a seguinte do alinhamento de Strageland a merecer uma breve explicação.
 
 


9 - Neon River

Quando estava a mudar de casa para Sussex há uns anos atrás, tínhamos um grande contentor de metal no nosso jardim com todo o meu equipamento de música lá. Um dia estava a abrir umas caixas e tive uma ideia para uma música, assim tive de me meter no escuro e frio contentor para encontrar o meu piano que estava enterrado por caixas e mantas, e tentei esboçar a minha ideia. Gosto do verso que fala das paredes do salão de bowling. Quando lutávamos para ser uma banda em 2002-2003 nós encontrávamo-nos todos os dias para ensaiar músicas e quando ficávamos fartos íamos a um salão de bowling fora de Bexhill. Tornamo-nos bastante bons. Tínhamos nomes de bowling uns para os outros. Penso que o meu era Terry.
Quando eu era adolescente saí com uma rapariga que parecia ter muita confiança e que tinha todos estes planos e sonhos sobre ver o mundo e fazer imensas coisas fantásticas. No fundo sempre tive muito medo de ir para qualquer sítio ou fazer qualquer coisa, uma fonte de vergonha para mim. Por isso sempre me senti colocado de parte. Penso que ainda me sinto perseguido por este sentimento hoje em dia. Mas sempre gostei de ir ao rio Tamisa, e ver as luzes da cidade de Londres e todo o South Bank reflectido na água.

- Tim

Lê o original aqui

sábado, 12 de maio de 2012

Música a música | Black Rain #8

A próxima a merecer uma explicação é a maravilhosa Black Rain.
Um tema forte da qual a banda tem muito orgulho. Mais uma canção incrível do reportório dos Keane, presente no mais recente disco Strangeland.




8 – Black Rain

Esta é uma música muito impressionista, que foi escrita de uma forma muito rápida e cria uma imagem do incrível filme de animação Waltz With Bashir. Todos os nossos álbuns têm uma música que fala sobre a guerra, e no Strangeland esta é a canção. Eu sinto que o tom da música, assim como no filme, é mais sobre o tentar compreender, e ver as coisas de um ponto de vista mais humano – que é manter a atmosfera de todo o álbum. É uma das peças do álbum que mais nos orgulhamos.

- Tim

Lê o original aqui.

Música a música | The Starting Line #7

The Starting Line foi uma música escrita em Boston.
Após músicas como Disconnected, Sovereigh Light Café, You Are Young ou Silenced By The Night, a sétima música do alinhamento de Strangeland - The Starting Line - é a seguinte a merecer uma breve explicação.

Que história nos contará o Tim?



7 - The Starting Line

Eu compus esta música na parte de trás do autocarro num dia de calor sufocante no Verão de 2012 em Boston. Foi logo depois do concerto, e eu fui o primeiro a chegar ao autocarro por isso abri uma lata de cerveja gelada e peguei numa guitarra e o tema saiu sozinho. Esta é a minha ideia de paraíso. Uns dias depois estávamos em Lincoln, no Nebraska e todos já tinham ido para o hotel descansar. O autocarro da tour estava estacionado ao ar livre durante o dia portanto pensei em ir para lá e gravar o piano e vozes para a demo sem chatear ninguém. Estava entusiasmado a cantar quando de repente sinto que o autocarro tinha arrancado e antes de poder reagir estava fora da cidade – acabei por fazer a maior parte da demo num Walgreens (uma farmácia) sabe-se lá onde. Ainda hoje não tenho a certeza se o motorista se deu pela minha presença.

Eu gosto da ideia de, às vezes, ter de fazer um esforço quase físico para voltar ao caminho correto, se ficares mais em baixo ou se as coisas não te correm bem. É uma música muito compreensiva, penso que é uma boa conceção da compreensão humana que é uma parte que une o álbum.

- Tim

Lê o original aqui.

Música a música | On The Road #6

Com o mesmo espírito de Watch How You Go e In Your Own Time, a música On The Road foi inicialmente uma música country.

Descobre mais sobre a música.

6 – On The Road


Esta foi a última música a ser escrita para o álbum. Começou por ser muito country mas gradualmente tornou-se mais e mais energética. É uma das minhas favoritas – adoro o seu optimismo. A sensação de estar a viver uma aventura, dormir debaixo das estrelas e por aí vai, são tudo coisas que adoro – eu estava a acabar de ler Bound Flor Glory de Woody Guthrie. Penso que a música possui parte da gentileza e aceitação de Watch How You Go e In Your Own Time. Já é sem dúvida um dos pontos altos dos concertos ao vivo.

- Tim

Lê o texto original aqui.