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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Encontro de Fãs | 2015 | Sovereign Light Café

 
Já é de conhecimento de alguns, que haverá em Agosto de 2015, um mega encontro de fãs, num lindo lugar chamado Bexhill. Vos parece familiar? pois então, fãs de muitas partes do mundo estão a combinar este evento. 

 O assunto surgiu no Twitter a partir da conversa entre alguns fãs, e desde então muitos outros fãs começaram a aderir a idéia. No entanto, para uma melhor discussão do assunto, a fã Holandesa Jolien abriu no Facebook um grupo chamado "Keane fan meet-up SLC 2015".

Além do já conhecido Sovereign Light Café, os fãs pretendem visitar a cidade de Battle e vários outros pontos de referência da história da banda. Ainda há bastante tempo para pensarmos no assunto, e realmente é uma idéia tentadora. Seria espetacular que muitos fãs portugueses se reunissem e embarcassem juntos nesta aventura.
 
Quem tiver o interesse de entrar no grupo, poderá fazer da seguinte forma, pedir para aderir diretamente ao grupo -» AQUI ou então nos enviar o vosso email por mensagem no facebook para podermos vos adicionar, esperamos por vocês! 
 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Q&A | Tour na Europa | Richard responde ao Keane Netherland

Esta "edição" do Q&A teve o apoio especial do Clube de fãs alemão da banda - o Keane Netherland, que disponibilizou as fantásticas perguntas para o baterista da banda responder.

Os links para as páginas do Clube de fãs são: Facebook e Twitter.

O post original pode ser lido na integra aqui.

P: Como é que o Tom prepara a sua voz, para poder cantar durante uma noite inteira, durante toda a tour?
R: Normalmente, ele aquece durante algum tempo, apesar de como ele canta no soundcheck a sua voz tende a ficar bem preparada, e não há muito a fazer. Definitivamente, tentamos minimizar o canto quando fazemos três concertos seguidos - provavelmente ele não cantará muito no soundcheck em Paris, por exemplo.


P: Recentemente, os Keane fizeram uma cover fantástica de The River, mas SE o Bruce Springsteen planeasse fazer uma cover dos Keane, qual era aquela que queriam que fosse?
R: Wow, óptima pergunta - penso que o Strangeland tem as nossas canções mais Springsteeny, por isso talvez o Sovereigh Light Café... Penso que iria soar bem!

P: Já tocaram em muitos locais fechados e ao ar livre, mas qual é que preferes, e porquê?
R: Os grandes festivais são muito divertidos, especialmente quando começa a ficar escuro, por isso se tivesse de escolher o meu último concerto era isso que eu gostaria, mas não me preocupa muito!

P: Há uns anos, houve uma coisa chamada "the mini doc" durante a tour, esse brilhante conceito irá regressar?
R: Ha, foi o Tom, não foi? Depende do quão inspirado ele se sentir em trazer a sua câmara de novo (por isso talvez não!)

P: Quando se fala de ideias brilhantes, e que tal o regresso das entrevistas "What Do You Think Of"? Eram muito engraçadas.
R: Ver acima!

P: Já alguma vez pensaram em tocar com uma Orquestra Sinfónica?
R: Nós adorariamos! Uma de uma longa lista de coisas que gostaríamos de fazer. Eu gostei muito de coisas como o iTunes session de há uns anos - com uma pequena secção de cordas.

P: Quando os alemães viajam para um país estrangeiro elas levam manteiga de amendoim, batatas e café com eles. Há alguma coisa que tens de levar contigo em tour?
R: Café, claro (grãos, amolador e um aeropress ou filtro V60).

P: Não te cansas de tocar quase todos os dias? E o que fazem para ficarem saudáveis e bem?
R: O Tom e o Jesse acabaram de ir ao ginásio enquanto escrevo isto. Todos nós fazemos exercício (eu só faço em dias de folga porque o concerto é um treino físico para mim). Nós tentamos comer bem (não há chocolate no autocarro da tour!) e temos a sorte de ter o Popcorn Catering (empresa) connosco nesta tour, e eles fazem-nos (e à nossa equipa) comida muito saudável e óptima, todos os dias.

P: Quem faz as setlists e qual é a motivação por trás de algumas canções?
R: O Tom gosta de as fazer neste momento, ele procura ver como as canções fluem, e a forma como elas alteram de uma nota para outra - às vezes ele encontra uma combinação de músicas que é difícil de conjugar, e por isso ele trata disso. Depois depende do tempo que temos, e como o local nos soa - uma música como a Black Rain não vai soar tão bem numa espécie de alpendre mas poderá soar muito bem num teatro. 

P: Hoje em dia a indústria da música é mais baseada no single em vez de fazer grandes álbuns. O que pensas disso?
R: Nós ainda vemos muitos álbuns por aí, mas percebemos que o mundo mudou - nós tentamos sempre fazer um disco de grandes canções do início ao fim, mas consigo ver que punem as pessoas que costumavam fazer um disco com um ou dois singles e um resto de "palha". 

P: És interessado em bandas/artistas novos e consegues ajudá-los a encontrar o seu caminho na indústria da música?
R: Claro - o melhor que podemos fazer é convidar as boas bandas a fazer uma tour connosco, que temos feito sempre.

P: Já há planos para o Álbum #5?
R: Não - ainda estamos a fazer a tour do álbum 4!

P: Que países, que não tenhas ido, gostarias de visitar?
R: Gostaria de voltar à China e tocar em mais alguns sítios por lá, mais a Nova Zelândia, e alguns países que perdemos na América do Sul como a Bolivia, Equador, Venezuela... E penso que deveriamos tocar no Hawaii, e adoraria tocar no Alasca!

P: Já terem filhos e estarem casados afecta a composição e os temas que são abordados?
R: Sem dúvida que a vida contribui para o que o Tim escreve, por isso direi que sim.

P: Nós sabemos que o Tom é um brilhante compositor por causa da música Closer Now e o Jesse pelos seus tempos com os The Mets e Mt. Desolation também. Mas porque é que as músicas dos Keane são escritas pelo Tim?
R: O Tom nunca nos mostrou uma canção que quisesse que tocassemos, mas quem sabe se não irá acontecer no futuro.

P: Qual foi o local onde gostaste mais de tocar e porquê?
R: Essa é quase uma pergunta impossível, mas muitos dos nossos primeiros concertos têm memórias incríveis - o primeiro Glastonbury, por exemplo.

P: E novamente, muito obrigada pela oportunidade!
R: Sem problema. Obrigado pelo fantástico conjunto de perguntas.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Q&A | Tour na Ásia | Banda responde perguntas dos fãs

Como celebração da tour asiática, a banda pediu no Facebook aos fãs de países como China, Coreia, Japão, Indonésia, Singapura, Filipinas e Tailândia para enviarem todo o tipo de perguntas, que foram posteriormente respondidas e publicadas na página oficial do Facebook dos Keane.

Agora, o KM.com faz uma compilação de todas as perguntas respondidas que poderás ver traduzidas abaixo.



TOM

P. Há alguma música dos Keane que o Jesse ainda não consiga tocar? - Patt Path
R. Penso que a pergunta seria "Há alguma música dos Keane que o Jesse consiga tocar?"

P. A minha pergunta é "Irão tocar músicas dos vossos álbuns anteriores também ou o vosso concerto irá focar-se mais no Strangeland?" - Nur Alia
R. Nós vamos tocar músicas de todos os álbums mas há músicas tão boas no Strangeland que é uma pena não tocar o máximo delas possível.

P. Qual foi o melhor momento que tiveram juntos? - Luvena Natashia Susanto
R. Cantar num karaoke, num bar na Austrália. O Tim cantou 99 problems Jay-Z.

P. Qual é a música dos Keane que significa mais para ti? - Jo-Anne Chang
R. Eu adoro a In Your Own Time, neste novo álbum. Também gosto muito da Everybody's Changing e My Shadow. A Bedshaped é muito boa. Todas elas, na verdade.


TIM

P. Tim, não pensas em compôr músicas para filmes? A música é muito importante num filme, e se eu conseguisse ver um filme com a tua música, seria fantástico!! - Miho Habuka
R. É uma óptima pergunta. Já me convidaram para fazer algumas coisas. O problema é que ocupa realmente muito tempo e eu mal tenho tempo para escrever músicas para os Keane quando estamos em tour! E penso que é uma área muito específica e eu preciso aprender mais sobre ela. Mas, as vezes, tenho algumas ideias para peças instrumentais e já gravei uma ou duas delas - penso que soaram bem. Por isso espero fazer alguma coisa um dia.

P. Qual é a tua comida asiática preferida? - Bert Manalo
R. Bom, eu não sou um especialista mas devo dizer que adoro comer sashimi quando estamos no Japão. Parece-me tão puro. Lembro-me da primeira vez que estivemos em Tóquio e a nossa editora nos levou a um restaurante chique e o empregado aparece com um peixe que ainda estava a mexer-se! Um pouco alarmante, mas nada é mais fresco que isso...!

P. Para o Tim, o que pensas de vacas? - Patt Path
R. Eu adoro vacas. Quando era pequeno, tive uma fotografia em polaroid de uma vaca na parede do meu quarto durante muitos anos. Penso que ela estava a tentar lamber a câmera! Adoro ir às quintas locais onde costumam ordenhar as vacas, e há um rebanho de bovinos que costuma ir pastar no rio perto de minha casa. São animais muito gentis, e penso que o seus sistemas digestivos são uma das maravilhas do mundo natural.

P. Porque é que a maioria das tuas canções estão relacionadas com melancolias e lutas? Mesmo as mais ritmadas são de alguma maneira tristes e trágicas. Não me interpretes mal. Eu adoro as tuas músicas e mal posso esperar por as ouvir ao vivo! - Bee Bucao
R. É difícil de explicar. Até podes comentar que sou uma pessoa melancólica! Mas provavelmente não será assim tão simples. Tenho tendência a gostar das músicas tristes, e por isso devo ter crescido a pensar que as boas músicas pop são assim. Lembro-me do Thom Yorke dizer que a nossa geração fazia parte da "cultura do queixume", o que penso ser uma verdade geral. Eu suspeito que tenha algo haver com o facto de no Reino Unido nós não termos sido manchados pelas guerras mundiais e grandes sofrimentos nos últimos 60 anos - por isso não há uma necessidade genuína de elevar os ânimos e distrair as pessoas do dia-a-dia de miséria e medo como aconteceu com as pessoas da primeira metado do séc. XX e naturalmente com as pessoas que lidaram com a Segunda Guerra Mundial. É uma teoria, ainda assim...! Num nível pessoal, eu apenas acho que essas canções são mais interessantes. Penso que a tristeza tende a ser mais complexa que a felicidade.
 

RICHARD

P. O que mais te impressionou na tua última visita à Tailândia? - Toffee Nopnida
R. Nós visitámos o enorme Templo que me surpreendeu muito.

P. Olá rapazes! Então, esta é a vossa primeira vez em concerto nas Filipinas. O que esperam do público e do restante? - Angelica Mae Felipe
R. Vai ser muito divertido estar aí! Tenho a certeza que o público irá ser incrível e irá cantar connosco tanto como nos outros sítios, mas não sei o que esperar - essa é a parte divertida de andar em tour.

P. Porque demoraram tanto tempo? - Nils Karczewski
R. Boa pergunta, e uma que há muito quero responder. Peço desculpa, mas estou encantado por irmos visitar tantos locais novos. Sei que há mais para visitar, também - na verdade é um grande planeta, com muitas cidades... E ainda há muito para vir, mas é isso que adoro nas tours.

P. Como preservas a vontade e paixão por aquilo que amas fazer? - Patrizia Marcelo
R. É divertido! Posso viajar pelo mundo com um grupo de amigos, depois ir para casa e fazer música - não é preciso muito para perceber que sou uma das pessoas mais sortudas que existe.

P. Que imagem tens em mente sobre a Coreia do Sul? - Ah Reum Kim
R. Lembro-me de estar em Seul da última vez que aí estivemos, de estar muito calor e o público continuava a nos dar imensa energia - isso ficou na minha cabeça. Lembro-me de pessoas com toalhas na cabeça para ajudar a refrescar entre as bandas e até houve alguém com um capacete de uma mota. Foi um concerto fantástico e  mal posso esperar por voltar e tocar um concerto com o alinhamento completo. Também fui ao lindo templo e ao jardim, onde tirei algumas fotografias - penso que as coloquei no photoblog. Espero ter mais desta vez.

 
JESSE

P. Qual é a melhor canção para tocar dos Keane? - Hyunjoo Park Hi
R. Is It Any Wonder? ou Sovereigh Light Café.

P. Os Mt. Desolation voltarão a lançar outro álbum? Eles têm outros projectos fora da banda? - Chrissy Priya Chandran
R. Quem sabe um dia mas penso que agora estamos todos ansiosos pelo próximo álbum dos Keane.

P. Que música(s) ouviste esta semana? - Puranut Wisutjindaporn
R. Window (Mirror) Shadow de Adrian Orange & Her Band e Kyrie from Missa Luba de Les Troubadours Du Roi Baudouin.

P. Se te dessem a oportunidade de colaborar com um artista asiático, quem escolherias? *pista: alguém das Filipinas talvez?* - Charmie Saligumba
R. Alguém que não fosse famoso e que tocasse um instrumento que não conheçamos em Inglaterra!

P. Quais são os três pontos mais interessantes na vossa lista de pedidos, na visita à Ásia? - Tara Kostecki
R. A nossa lista é embaraçosamente chata e previsível receio eu! Cerveja local, água e alguma fruta que raramente é comida!

Lê todo o texto original aqui.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Entrevista | Jesse Quin | Tour na América Latina

A banda anda em tour há já uns meses e chegou a altura de (re-) visitar alguns países como o Paraguai, Brasil ou México.

Num breve "update" sobre os recentes concertos e visitas, o Jesse Quin fala com o KM.com e conta-nos os altos e baixos de uma tour e também recordações de cada país.

Lê as perguntas traduzidas abaixo ou no clical aqui no link para ler a original.


P. Olá Jesse, como estás?
R. Muito bem, obrigado.

P. Onde estás neste momento e o que estavas a fazer antes de responder a estas perguntas?
R. Estou no meu quarto de hotel em Monterrey a gravar alguns sons de guitarra para umas canções em que estou a trabalhar e a brincar com o baixo para uma parte de uma nova demo dos Keane.

P. Como tem corrido a viagem Latino-Americana até agora?
R. Ótimo! É sempre bom sentirmo-nos amados, não é? A dieta de hamburguers e cerveja é que não é muito boa.

P. Aterraram na Argentina, conseguiste ver alguma coisa, ou apenas ficaram no aeroporto?
R. Infelizmente apenas estivemos lá por uma hora e estivemos a conviver num café do aeroporto - o que é uma pena porque Buenos Aires é um dos meus locais favoritos.

P. A paragem seguinte foi o Paraguai para o vosso primeiro concerto em Asunción. Conseguiste ver a cidade?
R. Vi o Hotel Sheraton e o bar que havia ao lado! Tinha uma vista boa para a cidade da minha janela. Adoro todas aquelas árvores roxas. Como é que se chamam?!

P. Há alguma coisa particular que tentas fazer quando visitas um país que não conheces?
R. Bom, eu não sou um bom turista por isso eu nunca vou ver as vistas ou assim. Se estivermos num bairro simpático eu gosto de dar uma volta e absorver a atmosfera. Quando não tens muito tempo, muitas cidades parecem estranhas e impenetráveis e faz com que te sintas longe de casa e torna-se mais fácil ficar apenas no nosso hotel.

P. E como foi o concerto no Paraguai?
R. Asunción foi incrível porque ninguém compra bilhetes até ao último minuto e apenas vendemos algumas centenas de bilhetes poucas semanas antes do concerto e tivemos receio de irmos a um sítio onde ninguém gostava de nós. Acabou por ser exactamente o contrário. Penso que tocamos especialmente bem o que ajudou.
 
 
P. Depois foram para o Brasil para fazer concertos com os Maroon 5. Devem conhecer bem o Rio e São Paulo por esta altura, não?
R. Eu não conheço bem nenhuma das cidades mas das duas vezes que fomos ao Rio, fomos à praia o que é glorioso. Quando era criança lembro-me de sonhar em fazer tours no Reino Unido, Estados Unidos da América e Europa - nunca iria imaginar que acabaria por tocar em locais  como o Rio ou São Paulo!

P. O que mais gostas no Brasil?
R. Adoro as colinas e a natureza no Rio. As colinas, a praia, as árvores, os pássaros e coisas. Os primeiros colonos devem ter ficado muito orgulhosos deles próprios!

P. Como foram os dois concertos no Brasil?
R. Ambos os concertos com os Maroon 5 foram óptimos e é um desafio entusiasmante tentar conquistar pessoas que não conhecem a nossa música ou não gostam dela. Ainda assim, penso que estavam muitos fãs dos Keane a apoiar-nos. Penso que tocamos muito bem em São Paulo mas não tão bem no Rio. O Rio foi mais difícil porque não só tinhamos menos espaço no palco mas também uma enorme audiência por isso pareceu mais difícil saber se conseguimos criar uma ligação com eles.
 
P. E agora têm dois concertos no México. Estás ansioso por eles?
R. Sem dúvida! A única coisa que me preocupa são os concertos. O resto não importa.

P. Deve ser um sentimento incrível viajar para a outra parte do mundo e ver pessoas que se ligam à vossa música, não?
R. É surreal. É engraçado quando estás a gravar e pensas na quantidade de pessoas que o vai ouvir em locais dos quais NUNCA ouviste falar! Penso que as pessoas vão sempre gostar de uma boa canção, não importa de onde venha.

P. Finalmente, já compraste alguma recordação para levar para casa?
R. Temos recebido imensos presentes o que é muito simpático. Alguém me ofereceu uns fantoches de dedo que vou dar à minha filha. Outra pessoa deu-me um pequeno pote com alguns pássaros lá dentro e confetes brilhantes à volta e eu realmente gostei. Obrigado!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Entrevista | Lindy Heymann | Diretora do video Sovereigh Light Café

Para quem não sabe, Lindy Heymann foi a responsável pela direção do video do mais recente single Sovereigh Light Café.



No site da banda foi publicada uma entrevista muito interessante e esclarecedora com  a diretora. Podes ler o original através deste link ou a tradução abaixo.

P. Olá Lindy. Parabéns pelo video de Sovereigh Light Café - foi muito bem recebido pelos fãs dos Keane. Ficaste contente com o resultado final?
R. Obrigada - sim estou muito feliz com o resultado e fiquei encantada pelos fãs sentirem o mesmo. Eu quis capturar o coração e espírito de Bexhill e espero que o video tenha passado isso.

P. Qual era o conceito original do video?
R. A banda queria filmar um video que mostrasse o Sovereigh Light Café - portanto Bexhill seria sempre o nosso destino. A ideia de usar pessoas de Bexhill surgiu ao cruzarmo-nos com todos aqueles grupos e clubes tão diferentes e maravilhosos da área. É realmente maravilhosa a quantidade de atividades disponíveis. Desde ciclistas eduardianos e dançarinas de dança do ventre a entusiastas de carros clássicos, bandas e remadores. Há realmente de tudo.


P. Como conseguiste encontrar todas as pessoas que apareceram no video?
R. Eu encontrei alguns na internet mas a Ann Marie e a Lauren (membros da nossa maravilhosa equipa de produção) entraram em contato com os grupos individualmente para ver se eles estavam interessados. Lembro-me que foi muito rápido, pois a banda estava a meio da turné e só estavam disponíveis durante um dia. Ninguém que tenhamos contactado nos recusou, o que penso dizer muito sobre os Keane.

P. Foi difícil trabalhar com tantas pessoas?
R. Sim, estaria a mentir se dissesse que não... mas foi igualmente brilhante - não houve guião por isso pobres produtores e assistentes de direcção, tiveram o desafio de programar toda a gente com os tempos e posições ao longo do passeio a beira-mar. Nós fizemos o nosso melhor - mas invariavelmente houve muita espera entre as pessoas. A banda foi incrível ao lidar com todas as pessoas o que penso que ajudou a que toda a atmosfera fosse mais relaxada.

P. Alguns fãs disseram que o video têm um bocadinho do espírito dos Olímpicos. Foi intencional?
R. Sim - eu penso o mesmo - não foi intencional, mas olhando em retrospectiva sem dúvida que captura o momento.


P. Quanto tempo demoraram as filmagens? Correu tudo calmamente?
R. Foi o dia inteiro - de manhã ao anoitecer - e sim foi um óptimo dia. Claro que nós fomos muito abençoados com o tempo (alguns membros da equipa sairam com algum bronze) - se bem me lembro, choveu nos dias que antecederam e sucederam a filmagem.

P. Presumidamente as pessoas que estavam a passar deram-se conta que tu e a banda estavam a filmar o vídeo? Que problemas é que isso trouxe?
R. Não, surpreendentemente não. Os locais sempre muito relaxados e muito amigáveis, foram muito compreensivos com as nossas filmagens.

P. Já tinhas ido a Bexhill antes? Está lindo no vídeo.
R. Já mas há muitos anos atrás - é um bonito local de costa e muito cinematográfico.

P. Conseguiste experimentar a comida do Sovereigh Light Café?
R. Claro - eles foram fantásticos - eles fizeram o catering para o vídeo.

P. Finalmente, qual é o teu próximo trabalho?
R. Neste momento estou a colaborar num filme muito energético sobre ladras/carteiristas femininas no séc. XIX em Londres. Eu sei... não poderia ser mais diferente!!

sábado, 28 de julho de 2012

Videos | Ex'pression Session

Foi no mês passado, dia 30 de Junho que os Keane  em parceria com a rádio KFOG estiveram numa sessão acústica na Califórina, em Emeryville, na Ex'pression College, uma faculdade de artes digitais. De vez em quando, a faculdade convida algumas bandas para tocar por lá e o alunos filmam, fazem experiências sonoras ou sei lá mais o quê. Já passaram por ali bandas como Cold War Kids, Ting Tings, Vampire Weekend etc ...

Assista aos vídeos da apresentação abaixo!











quarta-feira, 25 de julho de 2012

Música a música | B-Side Difficult Child

Como já tem sido costume neste último disco StrangelandTim Rice-Oxley tem vindo a revelar alguns processos da sua escrita nas canções e até o significado de algumas delas.



Para quem não sabe, Difficult Child é o b-side do single Sovereigh Light Café, lançado esta segunda-feira cujo o video foi gravado na zona marítima de Bexhill-On-Sea, perto do café com o mesmo nome  que inspirou a música.
O single está disponível na loja online do iTunes aqui ou na loja da editora Island Records aqui.
De acordo com o Tim, esta é a explicação do processo da música.

Gosto do facto da letra desta canção ser um pouco esquizofrénica. Ou talvez "conflituosa" seria uma forma mais simpática. São muito masculinas.

Há uma faceta muito "nerd" na frase "I thought that you'd be waiting like a soldier's queen", eu estava a pensar na história de Penélope e Ulisses.

Eu gravei a maior parte em quartos de hotel na nossa recente tour Americana - especialmente em Lincoln, Nebraska e Salt Lake City no Utah. Lembro-me que em Salt Lake, o nosso quarto de hotel era basicamente o nosso camarim para o concerto, foi uma senhora colocada para guardar o quarto durante todo o dia. Na altura em que o Tom já tinha cantado cerca de 50 vezes e eu já tinha gravado uma série de estridentes e estranhos coros, a pobre senhora parecia algo traumatizada. Ah que glamour...

Tim

sábado, 23 de junho de 2012

Vídeo | Last.fm | Nova Iorque

Os Keane fizeram uma sessão acústica para a Last.fm em Nova Iorque no passado dia 18 de Junho. As 3 novas músicas tocadas certamente farão parte parte da da setlist que será apresentada no Cascais Music Festival!

E então, muito ansiosos? Já têm garantido os vossos bilhetes? Já só faltam 24 dias! \o/











terça-feira, 19 de junho de 2012

Review | Brixton - Londres | Strangeland tour

Basta um vôo de cerca de duas horas para que mais da metade de um sonho esteja realizado. Ao chegar a terra dos Keane, começamos a sentir uma atmosfera diferente, uma mistura de ansiedade com uma alegria desesperante. A Inglaterra excita o coração de qualquer pessoa que mantém viva a juventude. Roupas, aparências, pessoas, comidas, paisagens, tudo tão singular, e coabitando em simetria entre o antigo e o moderno. É dali quem vem a banda que passamos dias, meses e anos a admirar.

Viagem a Bexhill
Desde que surgiu a música Sovereign Light Café, ainda durante a tour Perfect Symmetry, onde ela foi tocada algumas vezes, surgiu uma imensa vontade de um dia visitar este local … depois que o vídeo foi lançado essa vontade tornou-se cada vez mais forte e foi então que decidimos incluir esse passeio na nossa aventura em terras britânicas!
E lá fomos nós até Bexhill … depois de algumas pesquisas, decidimos apanhar o comboio em Victoria Station, e levamos mais ou menos 2 horas a chegar a estação de Bexhill, a viagem muito agradável, com paisagens lindas, muito verde, campos de golf, muitas vaquinhas e ovelhas e já quase chegando ao local, conseguimos avistar o mar!  Chegando a estação decidimos seguir em direção ao mar e lá procurar o já “famoso” café, nos deparamos logo com o De La Warr Pavilion ainda um bocado longe, este foi o local onde os Keane iniciaram esta tour, foi onde apresentaram em primeira mão o novo álbum Strangeland, um local muito bonito, numa  cidade a beira mar muito cativante, quanto mais olhavamos e caminhavamos, mais íamos reconhecendo os locais presentes no vídeo, incluindo também o bandstage falado na canção (o coração), onde também decidimos tirar fotos, claro!
Ainda um bocado sem rumo, achavamos que o café ficava do lado oposto ao pavilhão, eis que de repente em meio a chuva e ao vento, que praticamente destruiu os nossos guarda-chuvas, avistamos algo ainda longe, mas que de imediato gritamos ... “ALI ESTÁ ELE!”
Conseguimos lá chegar, entramos e rapidamente arranjamos uma mesa e começamos a analisar o local, descobrimos a mesa onde costumavam sentar, e assim que ficou vaga, corremos para lá, fomos super bem atendidas, a senhora dona do café, a dona Stella, uma simpatia, adorou saber que eramos fãs de Keane e que vinhamos de Portugal  e ainda nos mostrou algumas fotos que a banda em agradecimento assinou e lhes ofereceu. Ali ficamos algum tempo, observando, conversando, comendo o famoso “Fish & Chips”, e sonhando com os concertos que ainda viriam …  

"fotografia exposta no café com uma mensagem para todos os visitantes"



8 de Junho
Num ambiente frio e chuvoso, sobrevivemos felizes da vida a uma fila de 13 horas  de espera para a abertura das portas da Brixton Academy. Fãs de Portugal, Alemanha, Espanha, Brasil, França, Holanda, formavam pelo menos os 20 primeiros  da fila, e orgulhosamente, passamos as horas a gastar o nosso inglês e a compartilhar emoções, conhecendo outros fãs,  todos invadidos por um sentimento de companheirismo e amizade.  Algumas vezes saímos da fila para ir comer no maravilhoso cafézinho italiano de esquina o 'San Marino'.  Brixton é um sítio bem movimentado, com todo o tipo de comércio à volta e uma estação de metro que torna o acesso à tudo muito mais simples e fácil. Podíamos sair à vontade e a fila continuava organizada, o que é muito importante.
Enquanto estavamos na fila, avistamos uma pessoa que se aproximava a pé, provavelmente vindo do metro. Ele vinha de óculos e mochila nas costas e uma pasta nas mãos, e quando nos demos conta, fomos surpreendidos, era simplesmente Tim Rice-Oxley, que muito docemente cumprimentou-nos com um “Hello guys”.  Não após muito tempo passa por nós o fotógrafo amigo da banda, responsável pela artwork no novo álbum Strangeland, Alex Lake, como sempre muito querido e simpático veio cumprimentar-nos e perguntar como estávamos, e comentou sobre o tempo que realmente estava muito chuvoso, como se isso fosse novidade por lá. Após a passagem de Alex, fomos outra vez surpreendidos pela passagem de Tom Chaplin, dentro de um táxi, que olhou-nos com um ar de satisfação e alegria. Após este momento, foi a vez de Jesse Quin passar por nós,  e também vinha descontraído com o seu chapéu preto e Ray Ban, caminhando pela rua e cumprimentou-nos com sua simpatia (e ia a andar bem rápido pois o mesmo disse-nos que estava atrasado). Ficamos aguardando Richard passar também, mas ele avisou através do twitter que estava adoentado e não podia apanhar frio e por isso não iria a fila nos cumprimentar, como sempre muito atencioso!
Por volta das 18hs começavam as movimentações para a entrada no recinto e uma equipa de jovens da companhia telefónica O2, distribuiam brindes para as pessoas da fila. Pulseirinhas com o nome dos Keane, gomas, panfletos, etc...isso sim foi uma boa maneira de melhorar nossos ânimos que após tantas horas de espera, estavamos no auge da ansiedade, visto que dentro de poucas horas estaríamos a assistir os Keane em palco.
As 19 hrs em ponto deu-se a aberturas das portas, a entrada foi tranquila, éramos orientados por uma vasta equipa de seguranças que não permitia qualquer tipo de correria, ainda mais que a Brixton Academy é extremamente escura e pouco víamos o chão que pisavamos. Já dentro da sala, o nosso lugar estava garantido, a bandeira de Portugal na grade, tudo a postos, era só esperar mais um bocado para o espetáculo começar ...
Às 20 hrs, a banda de abertura Zulu Winter entrou em palco, que com uma energia muito boa e um som espetacular, conseguiu aquecer o público ansioso pela entrada dos Keane. Quem não conhece, vale a pena conferir. Após meia hora de concerto, os Zulu Winter deixam o palco com muitos agradecimentos ao público e aos Keane pela oportunidade. Após mais meia hora, exatamente as 21hs, toda a ansiedade é substituída por um euforia coletiva, ao som da música Baby Missiles da banda americana The War on Drugs e com as luzes ainda apagadas, finalmente os Keane aparecem num clima de magia, e a felicidade e a emoção com que sobem ao palco contagia logo de inicio o público. E começa o concerto...

Começam o espetáculo com You Are Young, que demonstra desde o ínicio ser uma canção poderosa ao vivo, a emoção com que Tom Chaplin entoa cada frase desta letra marcante, é absurda, e quase sempre olhando para o público, alternando apenas alguns momentos em que troca olhares e sorrisos com os seus companheiros em palco.
Logo de seguida "partem tudo" com Day Will Come que com certeza é um dos momento mais vibrantes do concerto, esta música ao vivo é contagiante, vibrante, da vontade de cantar aos gritos junto com a banda, que também não fica atrás na euforia.
Everybody’s Changing, Leaving So Soon?, A Bad Dream, Bend And Break, This is The Last Time, e Is It Any Wonder? também tem o seu lugar garantido no alinhamento e nos trás boas recordações, um sentimento de nostalgia e saudosismo, ouvi-las de novo, ainda depois de tanto tempo, é gratificante, já tínhamos esquecido como 'Leaving So Soon?' é poderosa ao vivo, um grande momento! Ouvir Nothing In My Way e We Might As Well Be Strangers é sempre uma emoção especial, umas das mais belas canções dos Keane.
Perfect Symmetry foi igualmente especial, é sempre com muita emoção que Tom Chaplin interpreta esta canção, quase sempre procurando alguém no público para trocar olhares, que faz qualquer mortal tremer nas bases, tamanha a profundidade com que ele penetra nos nossos olhos. Também tivemos direito a algo que ele já não fazia há algum tempo, descer até as grades no refrão “wrap yourself around me” e praticamente se atirar ao público, coincidência ou não ele veio exatamente onde estava a nossa bandeira de Portugal, os dois dias ... é sempre emocionante tê-lo tão perto, a cantar com tanta emoção.
The Starting Line, Disconnected, Sovereign Light Café e Silenced By The Night saciam, em parte, o desejo do público em ouvir as novas canções do álbum, com a bateria e o baixo a mistura ficam poderosas!! E com um dos  momentos mais especiais do espetáculo,  Tom Chaplin sozinho entoa o ínicio da música Strangeland, momento único e cheio de magia, seguido, já com a ajuda da banda de On The Road, mais umas das canções "pula e parte tudo", cheia de boa energia, que leva o público ao êxtase.
Especial destaque para Neon River e Sea Fog, que se no álbum já demonstram serem canções cheias de magia,ao vivo ficam qualquer coisa de espetácular,  o coro em Neon River é de fazer ficar com pele de galinha ...
Já perto do fim não podiam faltar as já carimbadas, Somewhere Only We Know e Bedshaped, cantadas letra a letra, por cada um dos presentes na sala, em alto e bom som, sob o olhar atento e emocionado da banda.
Em meio as palavras emocionadas, Tom Chaplin referiu que há 5 anos atrás estiveram ali no concerto da War Child, e que algo muito marcante aconteceu para os Keane nesta apresentação e com algumas trocas de olhares, tímidas e emocionadas com Jesse Quin, Tom referiu que na altura ainda eram oficialmente 3, mas foi neste concerto que o agora 4º integrante da banda teve a sua primeira participação ao vivo e sob os aplausos e ovações do público, Tom avistou o cartaz que empunhávamos em homenagem ao Jesse e fez questão de o vir buscar e entregar a quem era de direito.


O concerto terminou já no encore com a delirante Crystal Ball, havia ainda lugar para uma outra canção no alinhamento que não foi tocada, pois não houve tempo, visto que, entre as canções, o público não parava de entoar gritos e coros de satisfação em meio a palmas, palavras, e olhares emocionados da banda.


 9 de Junho

Finalmente o sol resolveu aparecer e permaneceu durante todo o dia, o que facilitou a espera na fila. Desta vez além dos fãs de vários países, também estavam presentes no início da fila os fãs ingleses, sempre fiéis. O passar do tempo foi bastante parecido com o dia anterior, com a diferença de estarmos mais aquecidos, apesar do cansaço acumulado do dia anterior. A entrada na Brixton Academy correu de forma bem tranquila novamente e desta vez a abertura do concerto ficou por conta dos Hoodlums, banda que Jesse Quin já fez parte no passado. Estes, eram bastante animados, com um vocalista acrobata segundo as palavras de Tom Chaplin, possuem uma performance ao mesmo tempo doce, agressiva e divertida. Escondido na escuridão do palco, Jesse Quin assistia-os cheio de satisfação e alegria, até que eles referiram o nome do Jesse com algumas brincadeiras à mistura e agradeceram  a banda a oportunidade de estarem ali.

Tudo a postos e lá estava a banda de novo em palco, cheios de disposição para nos brindar com mais um espetáculo único!
A setlist foi bem parecida com a do dia anterior, mas desta vez tivemos direito a ouvir Spiralling em vez de Nothing In My Way, que no concerto do dia anterior, não tinha sido tocada, por falta de tempo, gratificante ouvi-la de novo ao vivo, sempre muito divertida e empolgante, especialmente no refrão “Did You wanna be a winner ...” onde a voz de Tom Chaplin parece entoar por kms de distância.
O concerto decorreu muito empolgante e cheio de energia, como já estamos habituados, mas se tinhamos dúvidas que a banda conseguiria fazer melhor que o dia anteriror, estavamos prestes a descobrir que sim!

A banda esteve sempre atenta a tudo que se passava no público, atenta aos cartazes que os fãs traziam, as bandeiras de vários países, Tom Chaplin faz questão de ler todos e agradecer, citando a nossa bandeira de Portugal em tom de agradecimento pelo apoio, ele estava atento a tudo, a todos os cartazes, inclusive os que não eram pra ele, como os muitos pedidos ao Rich pelas baquetas, que ele gentimente atendeu entregando em mãos cada uma delas, e uma carta para o Tim que atiraram no palco, Tom fez questão de ler as primeiras linhas, arrancando sorrisos do Tim ... neste dia também tivemos direito a uma maior proximidade com Tom Chaplin que muito empolgado veio novamente as grades sentir a energia do público mais de perto, e por momentos permaneceu ali de costas para o público, apoiado no palco, virado pra banda, assistindo, como se fosse apenas mais um fã ... Jesse Quin decidiu acompanha-lo nesta aventura, e também desceu até as grades e veio sentir mais de pertinho a nossa energia, tudo isso sob os olhares atentos de Richard e Tim que se calhar, desejariam fazer o mesmo, se lhes fosse possível ...
O momento final estava prestes a chegar, pondo fim a nossa aventura, ainda tivemos direito a um sorriso e um "thumbs up" do Tom quando mostramos um cartaz que dizia "See you in July".
E terminaram mais uma vez com Crystal Ball, que sinceramente, é a canção perfeita para se terminar um concerto, deixando o público com a adrenalina a mil. 
Ao sair do recinto as pessoas ainda carregavam um sorriso rasgado no rosto, e com certeza, o desejo de os ver de novo, muito em breve! 



"fotografia tirada do palco pelo bateirista Richard Hughes"

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Entrevista | The Guardian | William Boyd

Tim e Tom foram entrevistados pelo romancista Willian Boyd (que escreveu o conto fantástico, presente no 'book' da versão Deluxe do álbum Strangeland).

Podes assistir a conversa completa no vídeo abaixo!

terça-feira, 12 de junho de 2012

Música a música | Sea Fog #12

A última música do alinhamento oficial é Sea Fog - uma das preferidas do talentoso compositor, um recente sucesso ao vivo e inspirada no nome do estúdio do Tim, onde a banda gravou Strangeland.



12 - Sea Fog

Esta é provavelmente a minha música favorita do álbum. Também a escrevi de forma rápida – inspirei-me nos nevoeiros que atingem o Canal da Mancha, no vale onde eu moro. Mesmo nos dias mais ensolarados, olhas pela janela e de repente não consegues ver nada para além de um muro branco. É assustador.

É uma música bastante lenta, mas eu gosto do facto do álbum não acabar com uma mensagem bonita e positiva de “Tudo vai correr bem”. A vida não é uma linha reta, é imprevisível e incerta e com sombras de cinzento, não sendo apenas a preto e branco. Gravamos uma versão desta música que tinha uma parte no meio com bateria, baixos, trompas e cordas. Mas no final achamos que havia uma magia na simplicidade da demo original, portanto gravamos tudo de novo com um arranjo mais simples. Para mim é muito emocionante tocá-la e diria que tem sido o ponto alto dos últimos concertos para mim. O sentimento insistente de “Há algum sítio que esteja destinado a estar?” é um sentimento que afeta muitas pessoas quando se tornam mais velhas, e o sentimento de que a vida te leva faz parte de ser humano penso eu.

Tim

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Video | Free Radio | Birmingham

Na semana passada a banda esteve em Birmingham para um concerto e também gravou uma sessão acústica para a rádio da cidade a Free Radio. Ontem à noite, dia 31 de Maio, a radio transmitiu essa apresentação e também disponibilizou alguns vídeos que podes ver aqui.



quinta-feira, 31 de maio de 2012

Estreia | Vídeo | Sovereign Light Café

Hoje foi finalmente divulgado o mais recente vídeo dos Keane - que irá promover assim o novo single Sovereigh Light Café, a ser lançado no dia 16 de Julho.


A banda fez um agradecimento especial, onde também explica mais um bocadinho do conceito do video.

Legenda: Há umas semanas atrás, passamos um dia em Bexhill a gravar o video
para o novo single, Sovereign Light Café. É um lugar onde nós costumavamos ir em miúdos, e a canção fala sobre diversos locais que nos lembramos por termos crescido perto daqui.

Queriamos deixar um grande agradecimento à vocês que generosamente abdicaram
do vosso tempo para vir e por estarem no vídeo connosco, e as pessoas de Bexhill
por serem tão calorosas.

Um grande obrigado,
Tom, Tim, Jesse e Richard.

Os Keane, em diversas ocasiões, têm vindo a revelar o quão importante esta música é para eles.
A música fala da amizade de longa data entre os membros da banda, das suas esperanças, sonhos e crenças da sua juventude e da vida, especialmente nos últimos 15 anos.

O vídeo retrata bem essa atmosfera, tendo os personagens presentes no vídeo o papel de relembrar cenas e momentos que lhes ficaram na memória, de cada um deles, o resultado é um vídeo cheio de significados, simples, puro, sincero e tocante, bem ao estilo Keane. Ainda podes ler mais sobre a música pelas palavras do próprio Tim.

O site oficial da banda publicou ontem algumas fotografias do local da gravação, em Bexhill-on-Sea, tiradas pelo Richard Hughes.




 Vê mais fotografias aqui.



terça-feira, 22 de maio de 2012

Música a música | In Your Own Time #11

Quase a chegar ao fim do alinhamento, In Your Own Time é a décima primeira música presente no alinhamento de Strangeland.
Outra música que apareceu de uma forma muito peculiar. Descobre a sua história abaixo.



11 - In Your Own Time

Esta é mais uma canção que veio do jogo “20 Songs Game” – escrevi-a no mesmo dia de Silenced By The Night, Black Rain e Run With Me (e, para os fãs de Mt. Desolation – Dividing Line, Your Kind Of Life e Wherever You Were Going). Lembro-me de terminá-la em Toronto, num dia de folga, e de gravar a demo em Nova Iorque – outro "momento-metido-debaixo-do-edredon"! O Tom sempre foi fã desta música e sempre apostou nela. Geralmente é assim que funciona – temos  imensas canções com as quais todos concordam, mas depois cada membro da banda tem aquela música em que apostam mais, pois eles ouvem algo que mais ninguém descobriu ainda. Com o Richard foi The Starting Line. Continuando, penso que o conteúdo emocional desta música representa bem o álbum inteiro – cuja história é basicamente “Eu apercebi-me que não faço ideia do que se passa na vida, por isso não vou julgar ninguém!” Sinto que tem uma atmosfera de compaixão e bondade. O middle 8 é uma das minhas partes favoritas do álbum. Com a palavra “time” no fim do middle 8 são capazes de ouvir-nos aos quatro a cantar “Aaaaah” de forma muito típica nas Óperas. Como um coro de anjos a cair de um poço de elevador.

- Tim

Nota: middle 8 refere-se à parte da música em que a melodia muda de forma significativa relativamente ao resto da música.

Lê o original aqui.

sábado, 19 de maio de 2012

Review | Keane no TMN Ao Vivo - 16 de Maio

Na passada quarta-feira, dia 16 de Maio, estava marcado o regresso dos Keane a Portugal para um pequeno e exclusivo showcase, na ainda recente sala TMN Ao Vivo, para apresentar o novo disco - Strangeland.

Marcado para as 21h30, a banda manteve a pontualidade britânica e entrou segundos depois.
Com os fãs tão próximos do palco, foi, sem dúvidas uma apresentação muito intíma e numa versão mais acústica.

A 'pequena' setlist esteve recheada de êxitos como o já clássico This Is The Last Time, que numa versão mais calma Tom Chaplin  e Tim Rice-Oxley, contaram com a ajuda do público num efusivo entusiasmo provando mais uma vez porque somos tão adorados pelos Keane.

 
Jesse Quin, Tom Chaplin e Richard Hughes

Tim Rice-Oxley

Depois de um óptimo começo com a ajuda do público presente, cheios de energia e como viria o Tom a dizer "cheios de espírito latino" - Richard Hughes e Jesse Quin, juntaram-se à metade da banda presente em palco.

O pequeno mas muito composto público provou saber todas as letras - desde as mais antigas às mais recentes como a fantástica Disconnected.

Com o público a cantar sob o olhar atento e orgulhoso da banda, foram diversas as vezes que o Tom Chaplin virava o microfone para os fãs e sorria. O brilho intensificou-se quando a banda começou a tocar os primeiros acordes de Everybody's Changing.

Apesar dos cinquenta minutos de concerto e de uma setlist bem pequena, foi um showcase emocionante, com uma energia incrível, uma performance ao mais alto nível. Interagindo muito com o público com direito a pequenas piadas sobre os concertos que tinham dado anteriormente, onde o vocalista disse "têm sido sempre muito calmos, sossegados e respeitosos. Mas aqui, como sempre, é tudo diferente".

Motivado pelo livro oferecido pelo clube de fãs da banda em Portugal, houve direito a uma tentativa, digamos que muito bem conseguida, por parte do vocalista em tentar falar português, lendo as frases propostas nesse mesmo livro - incluindo a longa mas muito característica "Deixem os vossos problemas lá fora e cantem com a alma".


Revelando ser uma das favoritas do Tom, Sovereigh Light Café que possui uma letra muito pessoal, que fala sobre a amizade de longa data que une os membros da banda e todas as suas esperanças no futuro, enquanto jovens.
Apesar de fazer parte do recente Strangeland,  o público surpreendeu mais uma vez ao cantar toda a letra.

Houve tempo de recordar o primeiro single do segundo álbum Under The Iron Sea - a fantástica Is It Any Wonder? onde a banda mostrou mais uma vez que consegue surpreender sempre, seja em que contexto for.

Interagindo com o público, Tom pergunta aos fãs quais as suas músicas preferidas do novo Strangeland. Entre muitas respostas, o animado vocalista gracejou, ao ouvir alguém gritar o nome que esperava ouvir, para introduzir como sua preferida também e anunciou que iriam cantar a belíssima The Starting Line.


De regresso ao primeiro álbum, Hopes And Fears, surpreenderam ao tocar uma versão diferente mas igualmente fantástica de Bend And Break. O primeiro single do álbum lançado no início do mês também fez parte do alinhamento, Silenced By The Night foi cantado sem falhas - comprovando a eficácia do público português ali reunido.

Foi uma surpresa quando o simpático e acessível Richard Hughes pegou em sua máquina fotográfica, deixou o palco e se juntou ao público, decidindo assim, enquanto não era solictado pela banda, tirar fotografias aos seus colegas enquanto tocavam a balada Sea Fog, mais uma pérola do reportório dos Keane. Antes de inciar a canção, Tom tristemente explicou que Tim Rice-Oxley não estava num dos melhores dias, estava doente com gripe e não ia conseguir acompanha-lo, foi substituido por Jesse, as vezes que a música pedia.

Com Richard a regressar ao palco, a banda concluiu o fantástico showcase com Bedshaped, com o público cantando mais uma vez em alto e bom som toda a letra, da ja habitual canção que encerra os concertos.

Em retrospectiva foi mais uma noite incrível, cheia de calor, amor e carinho do público português pela banda e vice-versa, houve lugar para tudo - incluindo uma promessa de regresso - pela terceira vez em 2012, para um concerto em Outubro. Já é sabido e confirmado que eles estarão cá no próximo dia 16 de Julho no Cascais Music Festival. Esperemos que passe depressa, já estamos ansiosos para reviver tudo isso novamente!

Alinhamento:

This Is The Last Time
Disconnected
Everybody's Changing
Sovereigh Light Café
Is It Any Wonder?
The Starting Line
Bend And Break
Silenced By The Night
Sea Fog
Bedshaped


Um fã disponibilizou o concerto - que foi passado no facebook da TMN e na Rádio Comercial - para download do audio e do video.

Outras reviews do concerto por Blitz e Palco Principal.


Texto, fotografias e vídeos por: KeanePortugal

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Música a música | Day Will Come #10

Quem diria que a música Day Will Come no meio de tantas que foram escritas de maneira tão rápida, tivesse levado tanto tempo a ser concluída?



10 – Day Will Come

Esta é uma canção pop muito simples, mas que me levou anos a acabar. Recordo-me que comecei a escrevê-la em 2005. O tema é muito parecido a Silenced By The Night, e é uma canção optimista que nos ajuda a levantar os ânimos. Adoro a frase “sometimes our fingers graze the sky but we can’t hold on”. O tema de perseguir um sonho ao longo da vida, tentar navegar por caminhos estranhos por onde os sonhos nos levam, é o argumento base do álbum, e penso que essa linha resume isso muito bem.

- Tim

Lê o original aqui

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Música a música | Neon River #9

A bela Neon River é a seguinte do alinhamento de Strageland a merecer uma breve explicação.
 
 


9 - Neon River

Quando estava a mudar de casa para Sussex há uns anos atrás, tínhamos um grande contentor de metal no nosso jardim com todo o meu equipamento de música lá. Um dia estava a abrir umas caixas e tive uma ideia para uma música, assim tive de me meter no escuro e frio contentor para encontrar o meu piano que estava enterrado por caixas e mantas, e tentei esboçar a minha ideia. Gosto do verso que fala das paredes do salão de bowling. Quando lutávamos para ser uma banda em 2002-2003 nós encontrávamo-nos todos os dias para ensaiar músicas e quando ficávamos fartos íamos a um salão de bowling fora de Bexhill. Tornamo-nos bastante bons. Tínhamos nomes de bowling uns para os outros. Penso que o meu era Terry.
Quando eu era adolescente saí com uma rapariga que parecia ter muita confiança e que tinha todos estes planos e sonhos sobre ver o mundo e fazer imensas coisas fantásticas. No fundo sempre tive muito medo de ir para qualquer sítio ou fazer qualquer coisa, uma fonte de vergonha para mim. Por isso sempre me senti colocado de parte. Penso que ainda me sinto perseguido por este sentimento hoje em dia. Mas sempre gostei de ir ao rio Tamisa, e ver as luzes da cidade de Londres e todo o South Bank reflectido na água.

- Tim

Lê o original aqui

domingo, 13 de maio de 2012

Vídeo | Novo Single | Sovereign Light Café


É o tema que toca mais fundo no coração da banda, fala da amizade entre eles, do local onde cresceram e idealizaram seus sonhos e realizações. Falamos de Sovereign Light Cafe que parece ser o tema escolhido para o novo single da banda.

Na passada sexta-feira dia 11 de Maio, os fãs habitantes de Bexhill, tiveram uma grande surpresa, ao  se depararam com a banda e uma grande produção que incluia bailarinos, actores e figurantes, tudo isso, para a gravação do seu mais novo vídeo, em plena orla, demorou pouco tempo a juntarem-se a eles fãs e curiosos, a banda, sempre muito atenciosa, entre as gravações também tirou fotos e deu autógrafos aos mais sortudos, que estavam na hora certa e no lugar certo!


Durante todo o dia de gravação, o twitter oficial da banda (keaneofficial) fez questão de nos deixar a par de todos os momentos e partilhou algumas fotos e pequenos vídeos. Recentemente um empresa de fotografia profissional disponibilizou um link com fotos tiradas durante a filmagem.

Twitter: Tim having 'good' fish & chips #properseasidefare #Strangeland video shoot R
Twitter: Tom attempting to put the beach back in the sea, one stone at a time. #Strangeland 



A provável data para o lançamento do single aparece no iTunes para o dia 24 de Junho!

Ficaram curiosos? Nós também!!