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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Retrospectiva | Keane em Portugal | 2012


 
 
O ano de 2012 para nós, fãs de Keane, sem dúvidas foi um ano muito especial - o lançamento de Strangeland e a presença da banda em 4 concertos no nosso país!!

A tour que começou ainda em Março na cidade que fez parte da insipiração para o novo álbum - Bexhill,  deu início a uma maratona de concertos, a banda visitou países e cidades onde nunca tinham estado, dando a oportunidade a muitos fãs, que tiveram a felicidade de ver a banda ao vivo pela primeira vez ...

Pouco tempo depois, começaram a ser anunciados vários showcases pela Europa para a divulgação do novo ábum, e não tardou chegar a nossa vez, em Maio, mais precisamente no dia 16, Keane em Portugal, no TMN Ao Vivo, um espetáculo intimista para 500 fãs, onde pudemos estar colados, cara a cara com a banda, que nos apresentou de maneira emocionada algumas das novas músicas de Strangeland. Surpeendemos a banda, pois apesar de recente já tinhamos algumas das novas letras na ponta da língua, e a nossa alegria e vivacidade rendeu muitos elogios por parte da banda, Tom Chaplin em especial, que afirmou que mesmo sendo um concerto "intimista" conseguimos tranformar a sala numa espetáculo caloroso!
 
E como soavam bem ao vivo as novas canções, foi apenas um aperitivo, nós queríamos mais, muito mais ...

De regresso a Europa a banda começou com concertos maiores, e regressaram à Portugal no verão, para os festivais e o escolhido foi o Cascais Music Festival, no dia 16 de Julho, onde numa noite agradável de verão, todos se juntaram para mais um concerto especial, é verdade que a "casa" não estava cheia e é verdade também que ao início o público parecia um tanto quanto desanimado, talvez pelo calor, mas como bom púbico português que somos, assim que a banda pisou em palco rapidamente os ânimos se exaltaram, e tivemos a certeza que sim, seria mais uma noite especial. É só lembrar do momento Disconnected! Um público inteirinho a entoar o refrão depois que a banda já tinha terminado  a música ... foi emocionante sim, para nós e para eles , Tom Chaplin, rendido, deixou um rasgado elogio dizendo que foi o público mais afinado que encontrou em todo o mundo até hoje. Modéstia à parte, não duvidamos.  

Após alguns meses longe do nosso país, as saudades já começavam a apertar, de ambas às parte diríamos nós, pois sempre que tem oportunidade Tom Chaplin não se cansa de reiterar o seu amor por Portugal,  não só como um dos seus destinos turísticos prediletos, mas também como um dos palcos mais acolhedores que já pisou! 

E sendo assim, anunciaram não só uma, mas mais duas datas em Portugal, dentro da tour europeia, e desta vez, além de Lisboa, também um regresso glorioso à cidade do Porto, onde a banda já não atuava desde o Festival Marés Vivas em 2009. O encontro estava marcado para Outubro, dias 20 e 21!

O local escolhido em Lisboa, desta vez, foi o Campo Pequeno e o entusiasmo do público não esmoreceu com a frequência das visitas ao país e os Keane foram acolhidos pelos «portuguese friends» segundo palavras do próprio Tom Chaplin com o entusiasmo de quem os vê pela primeira vez, mas também com a cumplicidade de quem já faz parte da família. E com o povo de Lisboa a mostrar porque é que a banda é sempre tão bem recebida e bem vinda a este país cantamos a noite toda, à pleno pulmões em mais uma noite grandiosa! 

E para encerrar o ano Keane em Portugal nada mais especial que um concerto no  belíssimo Coliseu do Porto, que esgotou para os ver! E um público verdadeiramente saudoso merecia uma prenda especial, o regresso de Hamburg Song à setlist, num momento para lá de especial ... nitidamente a banda se sentia em casa, os sorrisos eram rasgados e a emoção estava por todo o lado, público e banda, numa conjugação perfeita, um espetáculo  único, intimistas, todos envolvidos na magia da música, interagindo com ela. Já na altura sentimos o quão especial o concerto tinha sido, e para reafirmar essa sensação, a banda referidiu em muitas entrevistas a mesma sensação, e recentemente pelas palavras do  próprio Jesse Quin, o melhor da tour! E pelas palavras do próprio Tom Chaplin  um concerto que «Vai ficar nas nossas memórias durante muito tempo»!! 

E assim, terminou a nossa maratona de concertos cá em Portugal, a banda ainda continuou por muitas cidades, muitos países, muitos continentes, europa, ásia, américas ... em meio a tudo isso a banda, ainda reservou seus momentos para ajudar nas campanhas e as instituições de soliderariedade como já lhes é habitual e também angariou alguns prémios, mais que merecidos, como o Q Award para melhor vídeo!  É claro que a banda levou para casa outros prémios, e também surpreendeu bastante ao trazer de volta as setlists músicas há anos que não tocavam, além de participar de vários eventos, dar várias entrevistas e fazer muitas outras coisas. Mas tentamos resumir da melhor maneira tudo o que foi 2012.

Esperamos que o Keane Portugal tenha contribuido para manter tudo sempre organizado, atualizado e traduzido na nossa língua. Agradecemos todo o apoio e carinho e desejamos a todos um excelente e próspero 2013, e que neste novo ano nós estejamos aqui dando continuidade a este projeto juntamente com o vosso apoio , partilhando sempre com todos vocês os momentos épicos da nossa banda preferida!


UM EXCELENTE ANO PARA TODOS VOCÊS!! 



Equipa Keane Portugal

sábado, 27 de outubro de 2012

Review | Keane no Campo Pequeno | 20 de Outubro 2012

No último fim de semana,  os Keane regressaram pela terceira vez este ano – tendo vindo em Maio a um showcase exclusivo na sala TMN Ao Vivo e em Julho ao Cascais Music Festival - e com direito a dose dupla!
Assim, os fãs da banda britânica tiveram oportunidade de os ver no Campo Pequeno a 20 de Outubro e um dia depois, no esgotado Coliseu do Porto.

20 de Outubro, Sábado – Campo Pequeno
Como é sabido, os Keane são uma banda muito acessível e atenciosa e os fãs mais sortudos que estiveram pelas redondezas do Campo Pequeno durante o dia tiveram a oportunidade de comunicar com todos os membros da banda e ainda presenciar momentos e dar dicas ao Richard, quando este resolveu dar uma voltinha de bicicleta pela cidade.
Richard e sua bike
Mais tarde, o baterista da banda – Richard Hughes, regressa ao convívio com os fãs após ter sido aliciado por alguns com um presente irresistível.
Richard, Paty, Brígida & os Pastéis de Belém


Zulu Winter
A  banda de abertura, os britânicos Zulu Winter, que contam com um ano de existência, inauguram a noite que contribuiu para a grande noite de festa.
Em meia hora, os Zulu Winter apresentaram o seu trabalho – o recente Language – incluindo músicas como Silver Tongue e We Should Be Swimming, mas também houve direito a novas músicas, que pareceu conquistar alguns fãs.

Durante a mudança de palco, a ansiedade tomou lugar na sala misturada em conversas animadas, expectativas reveladas para o esperado concerto desta noite.
De uma forma muito pontual, as 22 horas, os Keane subiram ao palco do Campo Pequeno, liderados pelo vocalista/frontman Tom Chaplin e composto pelos restantes Tim Rice-Oxley – responsável pelas letras e dono dos teclados, Richard Hughes – o baterista e Jesse Quin – o baixista.
O entusiasmo do público não esmoreceu com a frequência das visitas ao país e os Keane foram acolhidos pelos «portuguese friends» segundo palavras do próprio Tom Chaplin com o entusiasmo de quem os vê pela primeira vez, mas com a cumplicidade de quem já faz parte da família.
Tom & Rich
Tudo a postos, a celebração é liderada por You Are Young, a primeira música do último disco Strangeland.
A alegria estava para ficar com a banda a entoar os primeiros acordes de Bend And Break, a canção mais agitada do primeiro disco lançado em 2004.


Com o povo de Lisboa a mostrar porque é que a banda é sempre tão bem recebida e bem vinda a este país, cantaram em uníssono On The Road, The Lovers Are Losing e a saudosa Is It Any Wonder?. 
No meio do ambiente festivo, houve direito a momentos calmos e introspectivos protagonizados por My Shadow, The Starting Line e Nothing In My Way.
Portugal é, sem dúvidas, um dos locais onde a banda é mais celebrada e bem recebida e isso é recíproco com direito a elogios rasgados, da parte do vocalista, à cidade  «uma das mais bonitas do Mundo» e também ao caloroso público.
As partilhas, pequenos comentários e sorrisos foram uma constante ao longo de toda a noite que prova o quão bem os Keane se sentem neste país.
Com  Silenced By The Night, há um regresso ao esperançoso Strangeland, que introduzia a temática de mudança que iria a anteceder um dos momentos mais bonitos e emocionantes da noite, com Everybody’s Changing – onde o público consegue surpreender no final ao cantar a uma só voz o refrão de um dos seus maiores sucessos, com a banda a olhar embevecida para um cenário, sem dúvida, emocionante, de tal modo que quando o vocalista conseguiu falar explicou «fiquei com lágrimas nos olhos».
Tom Chaplin & Tim Rice-Oxley
A meia luz, a melancólica We Might As Well Be Strangers torna-se na prova viva de que os Keane são inquestionavelmente talentosos.

Day Will Come e Spiralling agitam os ânimos e aquecem um povo que por si, já é muito caloroso e que se junta à banda na grande festa.
A Bad Dream é cantada e tocada sem grande sacríficio num belo dueto entre banda e público.
Em Try Again, Jesse Quin e Richard Hughes saem do palco para dar lugar a «um momento íntimo  um dueto entre eu e Tim» – sem dúvida, um momento muito pessoal.
A completar a primeira parte do concerto, os Keane regressam a Hopes And Fears com os já clássicos This Is The Last Time, Somewhere Only We Know e Bedshaped.
Jesse & Richard
Como já tem vindo a ser habitual, houve direito a mais do que um encore – introduzido pela belíssima Sea Fog, cantada quase como um hino a ser entoado num estádio.

A longa amizade e boa relação da banda é celebrada na música Sovereign Light Café, e o primeiro encore termina em plena folia com a acelerada Crystal Ball.
 
 Mas a grande surpresa da noite, foi deixada para o fim.
Os mais distraídos, quase questionavam se estavam a ver a banda “errada” e houve quem fizesse ligação ao gigante poster que estava no exterior da arena do Campo Pequeno alusivo ao espectáculo sobre os também britânicos Queen.

Tom Chaplin
(Com uma bela coincidência) A banda regressa ao palco para terminar em grande estilo, com o maravilhoso cover de Under Pressure, protagonizado pelos Queen e David Bowie.

Ao vermos a sua presença em palco, a sua energia, a sua emoção, nos apercebemos do  seu poder vocal, e o que ele consegue verdadeiramente atingir. A música dizia "This is our last dance", no Campo Pequeno, pois no dia seguinte, teriamos a continuação da festa no Porto.

 Não podia ter sido um melhor final de espetáculo. Um concerto que durou quase duas horas e que pareceu demasiado curta, tendo sido vivida de forma muito intensa com regressos a clássicos, celebrações da vida e rasgados elogios ao público português que quer sempre mais. O concerto não esgotou é sabido, mas quem disse que precisava esgotar? Foi soberbo!

setlist - Lisboa Campo Pequeno